Os porquês do Café Machado

gorky_and_tolstoy em Tula
Gorky (D) e Tolstoy (E) Dois dos expoentes máximos da literatura russa em todos os tempos se encontram na cidade de Tusla em algum dia do ano 1900

Mais que pensar nos motivos para se falar de literatura,  queria pensar nas razões para se ler. Entre as dezenas de motivos para ler que encontrei por aí, dos mais inócuos aos mais sábios, um dos melhores é Diversão. Se fosse para convencer alguém que não costuma ler a criar esse hábito, utilizando-se de um único argumento, usaria a Diversão. Ler nos leva, num instante, a lugares, situações, paisagens, personagens, acontecimentos onde jamais iríamos por outros meios.

Jamais teria tido a oportunidade de vivenciar a Londres Vitoriana pelos olhos de um garoto de 7 anos durante o inverno de 1840 não fosse pela história contada por Dickens. Igualmente não teria noção do que realmente significa atrocidade e genocídio senão pelos relatos do escritor italiano Primo Levi, sobrevivente de 10 meses em Auschwitz. Ou ainda, não conheceria um anti-herói do Rio de Janeiro do final do século XIX como o Bentinho de Machado.

Enfim, os exemplos são inesgotáveis como inesgotável parece ser a capacidade humana de gerar dramas e comédias. E, convenhamos é inegável a maravilha que é poder, como num passe de mágica, sair do meio da aristocracia da gélida São Petersburgo Imperial e entrar na secura do interior nordestina na companhia de um angustiado funcionário público.

Quanto mais leio, mais me encanto pelas grandes histórias e personagens reais e imaginários que a humanidade tem sido capaz de criar. Acho absolutamente espantoso o que a mente humana conseguiu criar desde que conseguiu começar a registrar em algum meio físico os produtos de sua imaginação. Fato tratado no best-seller Sapiens – um dos melhores livros de não-ficção lidos nos tempos recentes, do historiador israelense Yuval Noah Harari. Ou, mais especificamente no caso dos livros, desde 1455, quando o alemão Johannes Gutenberg imprimiu o primeiro livro da história: a Bíblia. Curiosamente um livro terminado muito tempo antes, no ano 100.

Lembro ainda do “conselho” de um antigo e consagrado jornalista brasileiro que sugeria a jovens estudantes ler a obra completa de Shakespeare. Para ele, isso era mais indicado que qualquer curso de jornalismo.

Li um ou outro livro do “bardo”, mas fiz um curso de quatro anos de jornalismo e acredito firmemente no conselho do colega mais sábio.

Enfim, para resumir com um motivo muito pessoal, fecho com Gorky.

“O melhor de mim, devo-o aos livros.”

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