Leminski no ponto

Poema do curitibano Paulo Leminski (1944-1989) no livro La Vie en Close, edição de 1992 da Brasiliense.

fogo-fatuo

 

 

 

 

 

MAIS OU MENOS EM PONTO

 Condenado a ser exato,

quem dera poder ser vago,

       fogo fátuo sobre um lago,

ludibriando igualmente

      quem voa, quem nada, quem mente,

mosquito, sapo, serpente.

 

      Condenado a ser exato

por um tempo escasso,

      um tempo sem tempo

como se fosse o espaço,

      exato me surpreendo,

losango, metro, compasso,

      o que não quero, querendo.

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