Transgressões no Séc. XIX

Matéria da BBC Brasil publicada na seção Livros e HQs do Uol (www.uol.com.br) conta a curiosa história de mulheres que entraram para a história da literatura mundial utilizando pseudônimos masculinos para assinar suas obras. Utilizando o “gancho” de uma ação promocional (duvidosa) de uma grande indústria e de uma agência de publicidade, que resolveram lançar edições de títulos como Valentine, de George Sand, com a verdadeira assinatura de Amandine Dupin, a reportagem trata de outros importantes personagens em situação similar.

Além de Sand, que figurava na lista dos grandes nomes da literatura francesa do século XIX, menciona outro George igualmente celebrado. O inglês George Eliot, autor de “Middlemarch: um Estudo da Vida Provinciana”, lançado em 1874 e, conforme a matéria, considerada hoje uma das melhores obras da literatura inglesa. Eliot era Mary Ann Evans, que, embora assinasse artigos com seu próprio nome em jornal, ao entrar no mundo da ficção adotou a identidade masculina.

Há ainda a história das irmãs britânicas Charlotte (Jane Eyre), Emily (O Morro dos Ventos Uivantes) e Anne Brontë , que publicaram seus livros como Currer, Ellis e Acton Bell; e ainda de casos mais recentes como o de Violet Paget, que no início do século XX, assinava seus inúmeros livros, contos, críticas e ensaios sob o pseudônimo de Vernon Lee. Mais recentemente ainda, na década de 90 passada, a autora da série Harry Potter,  J.K. Rowling, que, aconselhada pelo seu editor, omitiu o Joanne do nome para estimular os meninos a lerem seus livros.

Na maioria dos casos, como apontam os entrevistados da BBC, a decisão tinha como principal objetivo preservar a identidade das verdadeiras autoras numa época que a atividade intelectual era completamente indesejada para as mulheres, confinadas no mundo doméstico, exclusivamente no papel de mães e esposas. Por outro lado, há quem aponte que nem todas queriam apenas se proteger, mas eventualmente habitar outras identidades. “Talvez Mary Ann Evans ou Violet Paget se sentissem, de fato, George Eliot e Vernon Lee quando escreviam”, aponta a pesquisadora norte-americana, Sue Lanser.

Leia a matéria na íntegra no  link abaixo: https://entretenimento.uol.com.br/noticias/bbc/2018/04/15/as-escritoras-que-tiveram-de-usar-pseudonimos-masculinos–e-agora-serao-lidas-com-seus-nomes-verdadeiros.htm.

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