A biblioteca de Pessoa

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Graças à iniciativa coletiva iniciada em 2008, a biblioteca particular do poeta Fernando Pessoa pode ser acessada em sua quase totalidade na internet. São cerca de 1.300 títulos de um acervo construído por Pessoa a partir de 1898 que pode ser acessado pelo endereço: http://bibliotecaparticular.casafernandopessoa.pt/index/index.htm

A biblioteca, de valor inestimável, conta com milhares de páginas impressas, muitas com anotações do autor, comentários, traduções e textos em prosa e verso, além de desenhos, horóscopos e exercícios caligráficos.

A digitalização foi realizada em colaboração entre a Casa Fernando Pessoa e o Centro de Linguística da Universidade de Lisboa.

 

Os versos livres de Whitman

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Considerado um dos maiores poetas do Estados Unidos, Walt Whitman (1819 – 1892) é conhecido também como inventor do verso livre e pela natureza sexual de seus versos. No próximo dia 31 completam-se 199 anos de seu nascimento em Huntington, no estado de Nova York.

A um Estranho

Estranho que passa! você não sabe com quanta saudade eu lhe olho,
Você deve ser aquele a quem procuro, ou aquela a quem procuro, (isso me vem, como em um sonho,)
Vivi com certeza uma vida alegre com você em algum lugar,
Tudo é relembrado neste relance, fluído, afeiçoado, casto, maduro,
Você cresceu comigo, foi um menino comigo, ou uma menina comigo,
Eu comi com você e dormi com você – seu corpo se tornou não apenas seu, nem deixou o meu corpo somente meu,
Você me deu o prazer de seus olhos, rosto, carne, enquanto passamos – você tomou de minha barba, peito, mãos, em retorno,
Eu não devo falar com você – devo pensar em você quando sentar-me sozinho, ou acordar sozinho à noite,
Eu devo esperar – não duvido que lhe reencontrarei,
Eu devo garantir que não irei lhe perder.

To a Stranger

Passing stranger! you do not know how longingly I look upon you,     
You must be he I was seeking, or she I was seeking, (it comes to me, as of a dream,)
I have somewhere surely lived a life of joy with you,
All is recall’d as we flit by each other, fluid, affectionate, chaste, matured,
You grew up with me, were a boy with me, or a girl with me,
I ate with you, and slept with you—your body has become not yours only, nor left my body mine only,
You give me the pleasure of your eyes, face, flesh, as we pass—you take of my beard, breast, hands, in return,
I am not to speak to you—I am to think of you when I sit alone, or wake at night alone,
I am to wait—I do not doubt I am to meet you again,     
I am to see to it that I do not lose you.

 

Pensando o Brasil

Giannetti
Eduardo Giannetti em foto publicada pela Revista Piauí

A Companhia das Letras promete para o próximo dia 6 de junho o lançamento do novo livro de Eduardo Giannetti, “O Elogio do Vira-Lata e Outros Ensaios”. Segundo a editora, no ensaio que dá nome ao livro, Giannetti vai na contramão do senso comum e defende que “não ter pedigree” é um caminho civilizatório tão válido quanto aqueles trilhados por sociedades tidas como exemplo de desenvolvimento. Além de “O Elogio…”, outros 24 textos em que o economista aborda assuntos como identidade, cultura e economia. Agrupados em eixos temáticos, os ensaios “aliam o diálogo com as inquietações do presente à lucidez e à erudição que firmaram o autor como um de nossos pensadores mais originais”.

Nascido em Belo Horizonte, em 1957, Eduardo Giannetti da Fonseca é economista formado pela USP e doutor em Economia pela Universidade de Cambridge.

O livro já está em pré-venda nos canais da editora.

Outros títulos de Giannetti pela mesma Companhia das Letras

Vícios privados, benefícios públicos? (1993)

Auto-engano (1997)

Felicidade (2002)

O Valor do Amanhã (2005)

O Livro das Citações (2008)

A Ilusão da Alma (2010)

Trópicos Utópicos (2016)

 

Admirável Aldous

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Aldous e Laura Huxley

«LSD: 100 microgramas. Aplicação intramuscular”

teriam sido as últimas palavras do autor de Admirável Mundo Novo se dirigindo, por escrito uma vez que estava impossibilitado de falar, à sua esposa. Ela injetou uma dose às 11h45 da manhã e outra algumas horas depois. Aldous Huxley morreu às 17h21 do dia 22 de novembro de 1963, aos 69 anos.