Eles nunca disseram isso

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Em tempos das fake news e de citações de Clarice Lispector brotando como grama na internet, é bom ficar atento. Na foto, a Maria Antonieta vivida pela atriz Kristen Dunst no filme de Sofia Coppola de 2007.

“Até tu, Brutus” – Júlio César

Segundo os historiadores, se de fato Júlio César disse alguma coisa no momento do seu assassinato, teria sido Kai su, têknon, algo como “Você também, moleque?” em grego. A versão em latim da sentença, Et tu, Brute, é criação do escritor William Shakespeare no livro Júlio César, de 1599.

“Uma única morte é uma tragédia. Um milhão de mortes é uma estatística.” – Joseph Stalin.

Historiadores russos nunca encontraram registros que comprovem a teoria da frase, que é creditada a vários escritores, um deles o alemão Kurt Tucholsky, que numa obra de 1932 descreve um personagem que fala sobre as tragédias causadas pela guerra.

“Às vezes um charuto é apenas um charuto” – Sigmund Freud

A frase, que teria sido dita pelo escritor e cientista, teria sido a resposta de Freud a alguém que sugeria que o charuto era um símbolo fálico. Não há, porém, nenhuma evidência de que seria de autoria do pai da psicanálise.

“Os fins justificam os meios.” – Nicolau Maquiavel

A frase não é encontrada na obra O Príncipe. “É preciso considerar o resultado final” é o mais próximo registrado no livro.

“Discordo do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo.” – Voltaire

Segundo matéria do site Aventuras na História, a frase seria da escritora inglesa Beatrice Evelyn Hall, sob o pseudônimo SG Tallentyre. Em 1906, ela publicou uma biografia que em algum momento descreve a relação de Voltaire com o filósofo Claude Adrien Helvétius. Como o parágrafo foi escrito na primeira pessoa, todo mundo passou a atribuir a frase ao escritor.

“Se eles não têm pão, que comam brioches!” – Maria Antonieta

A frase nunca foi dita pela esposa do rei Luís XVI. A citação, na verdade foi retirada do livro “Confissões”, de Jean-Jacques Rousseau, morto em 1778, 11 anos antes do começo da Revolução Francesa. Na obra, Rousseau menciona uma princesa que teria dito essas palavras ao ver o povo faminto.

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