Perdão pela leitura

Luiz Estevao
O ex-senador e empresário Luiz Estevão em foto do Youtube

Ler liberta mais cedo. Notícia do início dessa semana informa que o senador cassado Luiz Estevão, condenado inicialmente a 26  anos de prisão por, entre outros crimes, fraudes na construção do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, vai reduzir sua pena em função dos livros que tem lido no presídio. Para obter o benefício, o critério recomendado pelo Conselho Nacional de Justiça é a redução de quatro dias no tempo de cumprimento da pena para cada livro comprovadamente lido pelo preso, até o máximo de 12 obras por ano. A medida possibilita a redução de até 48 dias a cada ano.

Segundo declarou o advogado do ex-senador, entre os autores lidos está Machado de Assis. “Ele apresentou as resenhas junto com as obras e se colocou à disposição para fazer relatos pessoalmente, caso houvesse dúvida sobre a autoria”, garante Wilson Sahade.

 

Os bichos de Araquém

Lançamento inaugural do selo TordesilhasClick, que promete publicar títulos de fotografia com papel de boa qualidade, impressão e acabamento de qualidade e baixo custo, chega às lojas “Bicho Brasil”, uma reunião de 72 fotos emblemáticas de Araquém Alcântara, em formato pequeno, 120 páginas e preço de um livro de ficção. De cerca de R$ 39 a R$ 49 a versão impressa.

O próximo lançamento, segundo informa o Caderno 2 do Estadão, é “Guerreiros do Tempo”, de Ricardo Stuckert, registros de 20 anos do cotidiano de diversas tribos indígenas.

Literatura perde Roth

Roth

A literatura mundial perdeu ontem mais um dos seus gigantes. Philip Roth, vencedor do prêmio Pulitzer de 1997 por “Pastoral Americana”, morreu aos 85 anos, de insuficiência cardíaca, em Nova York. Considerado um dos maiores romancistas da atualidade, Roth foi autor de mais de 30 livros e conquistou a maioria dos prêmios literários relevantes em mais de 60 anos de carreira. Para muitos uma das mais notórias injustiças da história da premiação, nunca levou o Nobel. Embora fosse ateu e “antirreligioso”, era de uma família judaica e teve sua obra associada às questões da identidade dos judeus dos EUA.

Abaixo alguns outros títulos do autor em português.

-Adeus, Columbus

-Complô contra a América

-O Complexo de Portnoy

-Teatro de Sabath

-O Avesso da Vida

-Professor de Desejo

-Diário de uma Ilusão

-Casei com um Comunista

-Pastoral Americana

-A Marca Humana

-O Animal Agonizante

-Homem Comum

-Fantasma sai de Cena

-Indignação

-Patrimônio

-A Humilhação

-A Pandilha – As Falcatruas de Tricky e os seus Amigos

-Nêmesis 

Antonio Candido mais próximo

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Antonio Candido, aos 29 anos, quando começou a pesquisa de campo sobre o caipira do interior paulista em foto do livro “Os Parceiros do Rio Bonito”

Uma bela iniciativa em cartaz no Itaú Cultural, em São Paulo, deve tornar mais próximo do público em geral um nome consagrado no meio literário brasileiro . É a Ocupação Antonio Candido,  que fica aberta à visitação até 12 de agosto. Misto de exposição, hotsite e seminário, a ação exibe manuscritos, documentos, objetos e exemplares de sua biblioteca pessoal como títulos dedicados a ele por autores de seu convívio como Manuel Bandeira e Clarice Lispector.

Crítico literário respeitado por todos os intelectuais do país, Antonio Candido (1918-2017) formou um acervo de cerca de 45 mil itens de texto, 5 mil imagens, 1,5 mil itens de audiovisual e inúmeros outros conteúdos, hoje sob a guarda do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB-USP) com apoio do Itaú Cultural.