Novidades de Ian McEwan

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Ian McEwan e a canadense Margaret Atwood, autora do best-seller “O Conto da Aia”

Depois do norte-americano Paul Auster, com seu “4321”, a Companhia das Letras promove outro peso-pesado da literatura contemporânea em língua inglesa; o britânico Ian McEwan, 70 anos completados no dia 21 de junho passado.  McEwan chega com dois títulos traduzidos por Jorio Dauster. O primeiro, “A Criança no Tempo”, é na verdade um relançamento. Já havia saído por aqui pela Rocco. Segundo as resenhas dos jornais, um livro sobre o luto a partir da história de um pai que tem a filha de três anos raptada na fila de um supermercado. O segundo, “Meu Livro Violeta”, tem a traição como pano de fundo da história de dois artistas, amigos de longa data.

McEwan é autor também de títulos como “Abaixo do Paraíso”, “Amsterdam” e daquele que é considerado pelos críticos como sua obra-prima “Reparação”.

Drummond por Wisnik

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José Miguel Wisnik (1948) chega com novo livro de ensaio. Dessa vez, o escritor, músico, compositor e professor de Literatura na USP investe em novos ângulos para analisar a obra do poeta Carlos Drummond de Andrade.  Previsto para lançamento pela Companhia das Letras no próximo dia 26 de julho, “Maquinação do Mundo – Drummond e a Mineração” analisa a íntima relação da obra do poeta com a atividade minerária, que pôs a Itabira natal do poeta no centro da vida política como fornecedora mundial de minério de ferro em plena Segunda Guerra Mundial.

“Maquinações” surgiu de uma visita de Wisnik à Itabira em 2014 e da ausência, na cidade, de referências fundamentais na obra do poeta como o Pico do Cauê e os sinos da Igreja Matriz do Rosário, ambos extintos pela atividade minerária. A Itabira de Drummond, de fato não existia mais. Era uma cidade de mais de 100 mil habitantes ancorada nas operações da Vale, tomada “por gente de fora”, como diria o próprio Drummond, que tinha seis anos de idade quando foi anunciada mundialmente que a cidade possuia uma enorme reserva de minério de ferro.

Outros títulos de Wisnik

-O Coro dos Contrários – A Música em Torno da Semana de 22

-O Nacional e o Popular na Cultura Brasileira

-O Som e o Sentido

-Sem Receita – Ensaios e Canções

-Veneno Remédio: o Futebol e o Brasil

-Machado Maxixe: o Caso Pestana

O drama do jovem Edouard

O fim de eddy

Depois do livro de contos “O Sol na Cabeça”, do carioca Geovani Martins, outro jovem escritor, no caso de 25 anos, que chega ao mercado também celebrado pelo estilo de uma linguagem popular para abordar dramas cotidianos de cunho autobiográfico é o francês Edouard Louis, com seu “O Fim de Eddy”. O romance, que virou fenômeno de venda na França, já vendeu mais de 300 mil exemplares mundo afora e foi lançado aqui em edição da TusQuets. “Esse romance, sobre crescer em meio à pobreza e à homofobia na zona rural francesa, é leitura essencial.” assinalou o The Guardian. “Sagaz. Brilhante. Um vigor emocional devastador”, garante Garth Greenwell, da The New Yorket.

A representatividade em xeque

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Em entrevista recente à Daniela Fernandes, publicada no Eu&Fim de Semana, o filosófo francês Jacques Rancière (1940) comenta a “Democracia de Fachada” dos tempos atuais. Para o autor de “O Desentendimento”, lançado aqui pela Editora 34, os sistemas representativos, sejam parlamentaristas sejam presidencialistas, confiscam a soberania do povo e beneficiam apenas as elites. Para Rancière, não existe real vida democrática. Há apenas uma casta de políticos profissionais que se autorreproduz e cuida apenas dos seus interesses.