Extermínio de leitores em SP

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Notícia (triste) que chega pelo UOL. O número de acesso a livros despencou na maior cidade do país graças à interrupção de um projeto que levava livro de maneira gratuita aos quatro cantos da cidade. Criados pelo escritor Mário de Andrade em 1936 quando era diretor do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo, os ônibus-bibliotecas foram mantidos em circulação de maneira ininterrupta até o final de 2015, quando  garantiram o acesso de cerca de 628 mil pessoas a livros, revistas e jornais, num total de 4 mil itens. Naquele  momento, eram 12 ônibus percorrendo 72 diferentes rotas.

Em 2015, somado às consultas nas bibliotecas públicas, o número de acessos foi de cerca de 1,5 milhão. Segundo a reportagem, no ano passado, primeiro período inteiro de paralisação total da iniciativa, as consultas, agora restritas às bibliotecas, caíram para cerca de 648 mil. Ou seja, reduziu-se praticamente pela metade o acesso gratuito e facilitado aos livros para pessoas que precisaram deles até para prestar concursos. Os mandatários locais garantiram à reportagem que a suspensão é uma questão orçamentária/burocrática/etc. etc. mas que os ônibus voltarão a circular.

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