Lembrando Stanislaw

Para marcar os 50 anos – completados hoje – sem o escritor, cronista, jornalista e radialista Sérgio Marcus Rangel Porto, mais conhecido como Stanislaw Ponte Preta, uma citação (atualíssima) e sua bibliografia, segundo a Wikipedia:

“A prosperidade de alguns homens públicos do Brasil é uma prova evidente de que eles vêm lutando pelo progresso do nosso subdesenvolvimento.”

stanislaw-ponte-preta-livros_jazz

Obras como Stanislaw Ponte Preta 

-“Tia Zulmira e Eu” – 1961

“Primo Altamirando e Elas” – 1962

“Rosamundo e os Outros” – 1963

Garoto Linha Dura” – 1964

“Febeapá – Festival de Besteiras que Assola o País” – 1966

“Febeapá 2 (Segundo Festival de Besteiras Que Assola o País)” – 1967

“Na Terra do Crioulo Doido” – 1968

“Febeapá 3” – 1968

“A Máquina de Fazer Doido” – 1968

-“Gol de Padre”

Como Sérgio Porto 

“Pequena História do Jazz” – 1953

“O Homem ao Lado” – 1958

“A Casa Demolida” – 1963

“As Cariocas” – 1967

Números de Machado

Machado - O Globo
Machado em foto do jornal O Globo

Para lembrar os 110 anos da morte de Machado de Assis (1839-1908), completados hoje, uma lista com 11 curiosidades sobre o escritor, publicada pela Revista Galileu no ano passado, e “O 9 e Machado de Assis”, crônica de Paulo Mendes Campos publicada no Jornal Carioca, em 1958. O link (https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/8152/o-9-e-machado-de-assis) dá acesso à crônica, inclusive em sua versão fac-símile, que faz parte do acervo do Portal da Crônica Brasileira (cronicabrasileira.org.br), lançado recentemente pelo Instituto Moreira Salles (IMS).

Abaixo as 11 curiosidades sobre a vida de Machado, conforme a Galileu.

1. O avô de Machado de Assis foi escravo em uma chácara no morro do Livramento, no Rio de Janeiro, onde o escritor nasceu e foi batizado pela dona da casa, Maria José de Mendonça Barroso. Aliás, foi lá que ele aprendeu a ler.

2. Machado foi responsável por uma das primeiras traduções do conto O Corvo, de Edgar Allan Poe. O autor brasileiro falava francês — alguns acreditam que ele aprendeu a língua com um padeiro — e também traduziu Os Trabalhadores do Mar, de Victor Hugo.

3. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e ocupou a cadeira 23 — na época, a primeira cadeira foi designada a José de Alencar. Machado foi o primeiro presidente da instituição.

4. Foi apelidado pelos vizinhos de “Bruxo do Cosme Velho”, pois teria queimado cartas em um caldeirão em sua casa que ficava na Rua Cosme Velho. O apelido, entretanto, só pegou quando o poeta Carlos Drummond de Andrade fez o poema A um bruxo, com amor, que reverencia o escritor.

5. Em seu livro Anjo Rafael, Machado de Assis previu a existência da doença folie à deuxantes de ela ser descrita. Isso porque na obra é contada a história de uma filha que é “contagiada” pela loucura do pai, enlouquecendo também. Anos depois da publicação, o mal foi descoberto por pesquisadores. Como se não bastasse, o brasileiro também descobriu a cura para a doença: afastar a pessoa saudável de quem tem o problema mental.

6. O autor era enxadrista e participou do primeiro campeonato brasileiro do esporte mental, ficando em terceiro lugar. As peças que utilizou estão expostas até hoje na Academia Brasileira de Letras.

7. Ele foi casado por 35 anos com Carolina Machado, que era quatro anos mais velha, mas não tiveram filhos. Alguns especialistas dizem que Carolina era muito inteligente e ajudava na revisão dos textos. Com a morte da mulher, Machado entrou em profunda depressão e escreveu para o amigo Joaquim Nabuco: “Foi-se a melhor parte da minha vida, e aqui estou só no mundo”.

8. No prefácio da segunda edição de sua obra Poesias Completas, publicada em 1902, a palavra “cegara” foi substituída, na expressão “lhe cegara o juízo”, por um inusitado “cagara”. Calma, a história é ainda pior. Entenda aqui por que a gafe foi ainda maior. Diz a lenda que o próprio Machado teria participado de um mutirão para corrigir os exemplares antes de chegarem ao público. O que se sabe é que alguns escaparam e saíram com o erro.

9. Machado escreveu nove textos teatrais e foi crítico desta forma de arte desde os 21 anos. Também trabalhou como jornalista e, no início da juventude, vendeu doces feitos pela madrasta e engraxou sapatos. Alguns especialistas acreditam que ele chegou a ser coroinha em uma igreja, mas não há confirmações.

10. Em 1888, foi condecorado pelo então imperador Dom Pedro 2º com a Ordem da Rosa e, meses depois, foi indicado para fazer parte da Secretaria da Agricultura. Anos depois, chegou a ocupar o cargo de diretor-geral da viação da Secretaria da Indústria, Viação e Obras Públicas.

11. Era epilético e apresentava sinais de gagueira, o que contribuiu para formação de sua personalidade insegura e reclusa. Além disso, Machado de Assis, por ser mulato, enfrentou muito preconceito para conseguir reconhecimento.

Machado raro

Machado_de_Assis_e_grupo
Machado (segundo da esq. para a direita) na companhia de amigos e intelectuais, entre eles, Joaquim Nabuco.

No mês em que se celebra os 110 anos de sua morte, uma das mais importantes coleções das primeiras edições de obras do Bruxo do Cosme Velho pode ser vista na exposição, aberta esta semana em São Paulo, “Machado de Assis na BBM – Primeiras Edições e Raridades”. São 108 itens pertencentes à Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, hoje sob guarda da Universidade de São Paulo (USP) entre livros, periódicos e edições póstumas. A mostra, com entrada gratuita, prossegue até o próximo dia 22 de novembro na Sala Multiuso da Biblioteca Mindlin, que fica na Vila Universitária da USP.

Para ler antes de votar

mapa

A pouco menos de duas semanas das eleições, a Companhia das Letras fez uma seleção de títulos do seu catálogo que podem jogar um pouco de luz sobre estes tempos sombrios e facilitar a “navegação” pelos mares revoltos da política verde-amarela.

-“Dinheiro, Eleições e Poder”, de Bruno Carazza

-“Presidencialismo de Coalizão”, de Sérgio Abranches

-“Mil Dias de Tormenta”, de Bernardo Mello Franco

-“Ah, Como Era Boa a Ditadura…”, de Luiz Gê

-“O Lulismo em Crise”, de André Singer

-“Caminhos da Esquerda”, de Ruy Fausto

-“Crise e Reinvenção da Política no Brasil”, de Fernando Henrique Cardoso, com Miguel Darcy de Oliveira e Sergio Fausto

-“Juros, Moeda e Ortodoxia”, de André Lara Resende

-“A Boa Política”, de Renato Janine Ribeiro

-“Ser Republicano no Brasil Colônia”, de Heloisa Starling

-“Brasil: Uma Biografia”, de Lilia Schwarcz e Heloisa Starling

-“Liberais e Antiliberais”, de Bolívar Lamounier