Dicas de Hemingway

Ernest Hemingway (1899 – 1961) em foto publicada pela revista Time.

Sete dicas (resumidas) de Hemingway para escrever um livro de ficção comentadas pelo blogueiro Carlos Willian Leite, da Revista Bula, a partir de lista original do site Open Culture.

“Para começar, escreva uma frase verdadeira”Cortar arabescos e ornamentos, jogá-los fora e começar com uma frase simples, verdadeira e declarativa.

“Sempre encerre o dia (de trabalho) quando você ainda sabe oque vai acontecer depois” – A melhor maneira é sempre parar quando você vai indo bem e quando ainda sabe o que vai acontecer a seguir.

“Nunca pense na história quando você não estiver trabalhando nela” – Se você pensar nela conscientemente ou se preocupar com ela, vai mata-la, e seu cérebro vai estar cansado antes de você começar.

“Quando for hora de voltar ao trabalho, sempre comece lendo o que você já escreveu até então”Quando o texto ficar longo demais para reler desde o começo, releia pelo menos os dois ou três capítulos anteriores.

“Não descreva uma emoção, crie uma”Identifique a ação ou sensação concreta que causou a emoção e a apresente em sua história corretamente e de forma convincente. Seus leitores deverão sentir a mesma coisa.

“Use um lápis”É mais uma oportunidade de reler e melhorar o texto ao datilagrafá-lo.  

“Seja breve”.

Minilivros ganham mercado

Um novo formato de editar obras literárias está ganhando mercado: os minilivros. Segundo matéria do TheNew York Times, republicada aqui pela Folha de SP, esse tipo de edição já é muito prestigiado na Holanda e pelo menos cerca de 10 milhões de cópias no formato já foram vendidas na Europa nos últimos dez anos. Lá, há miniedições populares de autores contemporâneos como Dan Brown e John le Carré a clássicos como ScottFitzgerald.

Ainda conforme a reportagem do  NYT, a Dutton, parte da editora Penguin Randon House, começou a lançar sua primeira leva com novas edições de quatro romances de John Green, um dos maiores best-sellers contemporâneos entre jovens e adolescentes.

Os minilivros têm tradicionalmente o tamanho aproximado de um celular e a espessura de um polegar. Podem ser lidos com uma só mão. O texto flui horizontalmente e pode-se virar as páginas para cima, como se o leitor estivesse subindo a tela de um smartphone.

Para redescobrir Lima

Pouco comentado nos dias de hoje, o poeta alagoano Jorge de Lima (1893-1953) deve ganhar novos públicos a reboque do récem-lançado “O Grande Circo Místico”, do cineasta Cacá Diegues. O filme, exibido recentemente no Festival de Cannes, é uma adaptação do poema homônimo, parte do livro A Túnica Inconsútil, de 1938.

Abaixo romances e obras poéticas de Lima e um trecho do poema “Essa negra Fulô”.  

Essa negra fulô

Ora, se deu que chegou
(isso já faz muito tempo)
no bangüê dum meu avô
uma negra bonitinha,
chamada negra Fulô.

Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!

Ó Fulô! Ó Fulô!
(Era a fala da Sinhá)
— Vai forrar a minha cama
pentear os meus cabelos,
vem ajudar a tirar
a minha roupa, Fulô!

Essa negra Fulô!

Essa negrinha Fulô!
ficou logo pra mucama
pra vigiar a Sinhá,
pra engomar pro Sinhô!

Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!

Ó Fulô! Ó Fulô!
(Era a fala da Sinhá)
vem me ajudar, ó Fulô,
vem abanar o meu corpo
que eu estou suada, Fulô!
vem coçar minha coceira,
vem me catar cafuné,
vem balançar minha rede,
vem me contar uma história,
que eu estou com sono, Fulô!

(…)

POESIA

-“XIV Alexandrinos” – 1914

“O Mundo do Menino Impossível” – 1925

-“Poemas” – 1927

-“Novos Poemas” – 1929

-“O Acendedor de Lampiões” -1929

-“Tempo e Eternidade” – 1935

-“A Túnica Inconsútil” – 1938

-“Anunciação e Encontro de Mira-Celi” – 1943

-“Poemas Negros” – 1947

-“Livro de Sonetos” – 1949

-“Obra Poética” – 1950

-“Invenção de Orfeu” – 1952

-“Antologia Poética” – 1962

ROMANCES

-“O Anjo” – 1943

-“Calunga” – 1935

-“A Mulher Obscura” – 1939

-“Guerra Dentro do Beco” – 1950

Novos ensaios de Franzen

Acaba de sair em português, de Portugal, o novo livro do norte-americano Jonathan Franzen, “O Fim do Fim da Terra”, lançado lá pela Dom Quixote. “O Fim…” é um conjunto de ensaios escritos por Franzen, em sua maior parte, nos últimos cinco anos abordando temas como o complexo relacionamento com o tio quando jovem adulto em NY e outros como 
alterações climáticas, redes sociais, tecnologia e consumismo.

Por aqui, aparentemente, não há, ainda, anúncio de data para lançamento. No site da Companhia das Letras não há menção ao novo título. Abaixo obras do autor lançados no Brasil pela editora. 

“Pureza”, 2016

“Tremor”, 2012

“Como Ficar Sozinho” (Ensaios), 2012

“As Correções” (Ed. econômica), 2011

“Liberdade”, 2011

“A Zona do Desconforto – Uma História Pessoal”, 2008