200 anos da criatura

A coisa, amarelada no livro, esverdeada no cinema. Imagem: Iowa Now/University of Iowa

Foi numa lúgubre noite de novembro que contemplei a conquista de meus pesados trabalhos. Com uma ansiedade que era quase agonia, coletei os instrumentos da vida ao meu redor, para que pudesse infundir uma centelha na coisa inanimada aos meus pés. Já era uma da manhã; a chuva batia melancolicamente contra as vidraças e minha vela fora quase toda consumida, quando sob sua luz débil, vi o torpe olho amarelo da criatura se abrir; ela respirou fundo, e um movimento convulsivo agitou seus membros.

Trecho inicial da primeira edição de Frankenstein, ou o Prometeu Moderno, de Mary Shelley. O livro, publicado em 1818 sem os créditos a Mary, ganhou mitologia própria e é considerado como a primeira obra de ficção científica da história. Shelley escreveu a história – surgida, segundo consta, a partir de um desafio lançado pelo poeta Lord Byron, quando tinha 19 anos. Para um mais conhecidos herdeiros do gênero nos tempos atuais, Stephen King, Frankenstein é, ao lado de Drácula, de Bram Stoker e O Estranho Caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde, de Robert Louis Stevenson, um dos principais clássicos da literatura de terror.

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