A ditadura em questão

Foto do Instituto Vladimir Herzog

Para marcar o dia em que se completam 55 anos do início do regime militar no país (1964-1985) (data recomendada para comemorações oficiais pelo presidente da República), uma lista com 36 títulos para se conhecer melhor o período. A seleção foi publicada recentemente pelo jornal O Estado de São Paulo.

BIOGRAFIAS

-“Ernesto Geisel”,  Maria Celina D’Araújo e Celso Castro – Ed. Fundação Getúlio Vargas

“Castello – A Marcha para a Ditadura”,  Lira Neto – Contexto

“Marighella”, Mário Magalhães” – Companhia das Letras

NÃO FICÇÃO

-“A Casa da Vovó”, Marcelo Godoy – Alameda

“1964 – O Golpe”, Flávio Tavares – L&PM

-“Ditadura: O Que Resta da Transição, Milton Pinheiro (Org.) – Boitempo

-“Almanaque 1964”, Ana Maria Bahiana – Companhia das Letras  

-“Livros Contra a Ditadura: Editoras de Oposição no Brasil, 1974-1984”, Flamarion Maués – Publisher  

-“1964: O golpe que Derrubou um Presidente e Instituiu a Ditadura no Brasil”, Jorge Ferreira e Angela de Castro Gomes – Civilização Brasileira  

-“Ditadura e Democracia no Brasil: Do Golpe de 1964 à Constituição de 1988”, Daniel Aarão Reis – Zahar

-“A Ditadura Militar e Os Golpes Dentro do Golpe – 1964-1969”,  Carlos Chagas – Record  

-“A Ditadura que Mudou o Brasil – 50 Anos do Golpe de 64”, Daniel Aarão Reis, Marcelo Ridenti e Rodrigo Patto Sá Motta (Org.) – Zahar  

-“1964: História do Regime Militar Brasileiro”, Marcos Napolitano – Contexto

-“1964 – Golpe ou Contragolpe?”, Hélio Silva – L&PM

-“Coleção Elio Gaspari  

-“O Passado que Não Passa – As Sombras das Ditaduras na Europa do Sul e na América Latina”, António Costa Pinto e Francisco Carlos Palomanes Martinho (Org.) – Civilização Brasileira

-“O Verão do Golpe”, Roberto Sander – Maquinária

-“O Golpe de 1964 e o Regime Militar, João Roberto Martins Filho (Org.) – EdUFSCar  

-“Ditadura à Brasileira”, Marco Antônio Villa – Leya  

-“Não Passarás o Jordão – Tortura, Terror e Morte na Ditadura Militar Brasileira”, Luiz Fernando Emediato – Geração  

-“O Espaço da Dor: O Regime de 64 no Romance Brasileiro”, Regina Dalcastagné – UNB

-“Ainda Estou Aqui”, Marcelo Rubens Paiva – Alfaguara  

FICÇÃO

-“Zero”, Ignácio de Loyola Brandão – Global  

-“A Festa”, Ivan Ângelo (Esgotado)

-“Tropical Sol da Liberdade”, Ana Maria Machado – Alfaguara

-“Amores Exilados”, Godofredo de Oliveira Neto – Record  

-“Não Falei”, Beatriz Bracher – Editora 34

-“Azul Corvo”, Adriana Lisboa – Alfaguara  

-“K. – Relato de Uma Busca”, Bernardo Kucinski – Companhia das Letras

-“Você Vai Voltar para Mim”, Bernardo Kucinski – Cosac Naify  

-“A Resistência”, Julián Fuks – Companhia das Letras  

-“Cabo de Guerra”, Ivone Benedetti – Boitempo  

-“Qualquer Maneira de Amar: Um Romance à Sombra da Ditadura”, Marcus Veras – Ponteio  

-“Que Mistérios Tem Clarice?, Sérgio Abranches – Biblioteca Azul

-“Rio-Paris-Rio”, Luciana Hidalgo – Rocco  

-“A Noite da Espera”, Milton Hatoum – Companhia das Letras

Autobiografia de Michelle Obama pode bater recorde

Segundo matéria da Reuters, de Berlim, publicada aqui pela Folha, “Minha História”, livro de memórias da ex-primeira dama Michelle Obama, deve se tornar a autobiografia mais vendida em todos os tempos. A estimativa é da editora Penguin Random House, que divulgou um número de 10 milhões de cópias da obra vendidas desde seu lançamento, em novembro passado. No Brasil, o livro foi publicado pela Objetiva e também está presente em todas as listas dos mais vendidos no país. A mesma Penguin deve lançar ainda este ano a biografia do marido de Michelle, o presidente dos EUA por dois mandatos, Barack Obama.

Novas histórias de Fausto

O Crime da Galeria Cristal e os Dois Crimes da Mala” é o novo livro do historiador Boris Fausto, lançamento da Companhia das Letras já em fase de pré-venda. Na linha da micro-história, Fausto resgata três episódios de homicídio que chocaram São Paulo no início do Século XX. São três histórias com mulheres no centro da trama como assassinas, pivôs ou vítimas dos crimes relatados.

Segundo assinala matéria da Folha, por meio das histórias é possível também “vislumbrar o lugar da mulher naquela sociedade, um começo de feminismo que começava a surgir, os tribunais do início do século, a profissionalização da imprensa e o crescimento do sensacionalismo”.