Os Essenciais do mês de março, segundo o “Aliás”

A cada última edição do mês, a equipe do caderno Aliás, do Estadão, seleciona 10 livros lançados recentemente no Brasil e outros países para incluir na estante. Confira as dicas de março.

-“Enervadas”, Chrysanthème – Carambaia

Dez anos antes de o voto feminino ser conquistado pelo movimento sufragista brasileiro, o livro Enervadas, publicado em 1922, já questionava as leis da época quanto à diferença de tratamento entre os gêneros. Chrysanthème era o pseudônimo de Maria Cecília Bandeira de Melo Vasconcelos (1870-1948), uma das principais vozes femininas na literatura brasileira do século 20.

“Escrever Ficção”, Luiz Antonio de Assis Brasil – Companhia das Letras

Condensando o conteúdo de suas aulas na PUC-RS, o autor não promete fórmulas mágicas para a fabricação de um best-seller, mas sim ferramentas que possam ser usadas e adaptadas ao gosto de cada ficcionista, auxiliando no repertório da formação de escritores.

“Verifique se o Mesmo”, Nuno Ramos – Todavia

A obra reúne ensaios sobre artistas como Caetano Veloso, Glauber Rocha e Tunga. Nuno Ramos vai do erudito ao popular em uma vírgula para oferecer sua visão do País, compreendendo temas dos mais diversos, desde literatura, cinema e arte até o futebol. 

-“A Natureza da Arte”, Edmond Couchot – Unesp

Na obra, o artista digital e teórico da arte Couchot reúne hipóteses, teorias e experimentos científicos produzidos nas últimas décadas para realizar um extenso levantamento de como as ciências da cognição compreendem o processo de prazer estético proporcionado pela arte. 

“Minha Irmã, a Serial Killer”, Oyinkan Braithwaite – Kapulana

Com direitos já vendidos para o cinema, a obra da nigeriana Oyinkan Braithwaite, uma das principais revelações da literatura africana, é um thriller psicológico bem-humorado, onde a amargurada Korede percebe tendências homicidas em sua irmã caçula, Ayoola, cujos três ex-namorados aparecem misteriosamente mortos.

“A Cidade Perdida do Deus Macaco”, Douglas Preston – Vestígio

O livro aborda a mais recente expedição científica às ruínas da Cidade Branca, um lugar lendário em meio à floresta de La Mosquitia, na atual Honduras, empreendida em 2016, narrada pelo jornalista Douglas Preston. Uma obra que reconfigura nosso conhecimento sobre as culturas pré-hispânicas na América Central.

“Terra de Sonhos e Acaso”, Filipe de Campos Ribeiro – Martin Claret

Horror genuinamente brasileiro, conta a história de Ismael, que precisa retornar a cidadezinha de Rio das Almas para reclamar sua herança. No vilarejo, crimes misteriosos têm amedrontado habitantes supersticiosos. 

“O Dia D”, Antony Beevor – Crítica

O livro do historiador britânico Antony Beevor, grande especialista no registro da 2.ª Guerra Mundial é considerado uma das principais obras sobre a investida de 6 de junho de 1944, o dia do desembarque dos exércitos aliados nas praias da Normandia.

-“Isto Não É um Assassino”, Hugo Aguiar e Gustavo Machado  – Sesi-SP

Quadrinho brasileiro com roteiro, o álbum de Hugo Aguiar e arte de Gustavo Machado, não apenas reflete sobre o mosaico de significados do trabalho do pintor belga René Magritte, mas é uma grande celebração à obra do surrealista belga.

-“Back in the USSR”, Fábio Fernandes – Patuá

O romance imagina as consequências da vida eterna para a sociedade, numa trama que inverte conceitos da história oficial para fins literários e dá início à coleção Futuro Infinito, selo de ficção científica da Patuá. 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s