Filosofia essencial

No rastro das discussões em torno da estupidez oficial do momento – o esvaziamento das faculdades de Ciências Humanas, em especial de cursos como Filosofia e Sociologia, Mariana Felipe, do www.revistabula.com, listou 25 títulos essenciais para entender os motivos desse tipo de disciplina ser a base para a construção de qualquer outro conhecimento.

“A Paisagem Moral”, Sam Harris – 2010

O autor defende o abandono da religião em nome da ciência. Tese defendida também por nomes como Richard Dawkins e Christopher Hitchens.

“Problemas de Gênero”, Judith Butler – 1990

Crítica contundente a um dos principais fundamentos do movimento feminista: a identidade. Butler é considerada hoje uma das principais teóricas do feminismo.

“Crítica da Razão Cínica”, Peter Sloterdijk – 1983

Destrincha e recompõe o legado da filosofia ocidental de cunho racionalista e progressista. Provocador e perspicaz.

“Vigiar e Punir”, Michel Foucault – 1975

Estudo sobre a evolução da legislação penal e dos métodos coercitivos e punitivos adotados pelo poder público na repressão à delinquência.

“História da Filosofia Ocidental”, Bertrand Russel – 1969

Obra monumental de um dos maiores pensadores dos séculos XIX e XX, reflete sobre a filosofia dos pré-socráticos aos dias atuais.

“A Sociedade do Espetáculo”, Guy Debord – 1967

Análise impiedosa da invasão de todos os aspectos do cotidiano pelo capitalismo moderno.

“A Condição Humana”, Hannah Arendt – 1958

Uma das filósofas mais influentes do século XX pondera sobre como e porque foi possível o surgimento do totalitarismo.

“O Segundo Sexo”, Simone de Beauvoir – 1949

Procura compreender de que maneira a mulher ocupou a posição de segundo sexo em diferentes sociedades, como ela se coloca no mundo e como contribui para essa configuração social.

“O Ser e o Nada”, Jean-Paul Sartre – 1943

Prodigioso sistema de “explicação total do mundo” por meio de um exame detalhado da realidade humana como ela se manifesta, estudando o abstrato concretamente.

“O Mito de Sísifo”, Albert Camus – 1942

Ensaio clássico sobre o absurdo e o suicídio, publicado durante a Segunda Guerra Mundial.

“Ser e Tempo”, Martin Heidegger – 1927

Livro fundamental para quem pretende conhecer e entender o ser humano de forma integral.

“Sobre a Liberdade”, John Stuart Mill – 1859

Defesa da individualidade e da autonomia diante da sociedade e do Estado.

“Ou-ou: Um Fragmento de Vida”, Kierkegaard – 1843

Obra ímpar da literatura e da filosofia ocidentais, desenvolve conceitos sobre o estético e o ético, o ético e o religioso, desespero e esperança.

“O Mundo como Vontade e Representação”, Arthur Schopenhauer – 1819

Obra fundamental do autor, escrita em estilo claro, elegante e contundente, abrange temas que vão da epistemologia à ética.

-“Fenomenologia do Espírito”, Georg W. Friedrich Hegel – 1807

Obra inicia tentativa do autor de construir um Sistema de Filosofia, com a Fenomenologia do Espírito, onde a fenomenologia desempenha a função de ser uma introdução à Ciência.

-“Reivindicação dos Direitos da Mulher”, Mary Wollstonecraft -1792

Considerado um dos documentos fundadores do feminismo, o livro denuncia a exclusão das mulheres do acesso a direitos básicos no século 18. Mary é mãe de Mary Shelley, autora de “Frankenstein” (1818).

“Crítica da Razão Pura”, Immanuel Kant – 1781

Para o autor, considerado o último grande filósofo dos princípios da era moderna, a razão desdobra-se em contradições, mas apenas aparentes.

-“Investigação Sobre os Princípios da Moral”, David Hume – 1751

Mostra que uma investigação deve proceder de fatos observados sobre o comportamento humano, deixando de lado quaisquer esquemas puramente hipotéticos e idealizados acerca da “real natureza” do homem.

-“Discurso do Método”, René Descartes – 1637

Penso, logo existo: tal proposição resume o espírito de René Descartes, sábio francês cuja obra inaugurou a filosofia moderna.

-“Os Ensaios”, Michel de Montaigne – 1595

Considerado o inventor do gênero ensaio, foi alfabetizado em latim e prefeito de Bordeaux. Na obra, temas como o medo, a covardia, a preparação para a morte, a educação dos filhos, a embriaguez, a ociosidade.

-“O Príncipe”, Nicolau Maquiavel -1532

Em 26 capítulos, o autor elenca os tipos de principado existentes e as diferenças entre cada um deles. Ainda hoje, é considerado um guia sobre como chegar ao poder e mantê-lo.

-“Cartas a Lucílio”, Sêneca – 1494

Consideradas a grande obra-prima do filósofo latino, apresentam uma síntese dos princípios de sabedoria, virtude e liberdade que o pensador perseguiu em vida.

-“Confissões”, Agostinho de Hipona – 398 d.C.

Pela densidade poética e pela originalidade da escrita, representam um marco único na história da literatura ocidental. O autor é considerado o mais importante teólogo dos primeiros séculos do cristianismo.

-“A República”, Platão – 308 a.C.

Exposição das ideias políticas, filosóficas, estéticas e jurídicas de um dos pilares da filosofia ocidental.

-“A Ética a Nicômaco”, Aristóteles

Na obra o autor expõe sua concepção teleológica de racionalidade prática, sua ideia de virtude como moderação e suas considerações acerca do papel do hábito e da prudência.

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