As cartas de dois mestres da literatura japonesa

A boa dica de lançamento vem em matéria de Antonio Gonçalves Filho, publicada no final de semana pelo O Estado de SP. É “Kawabata-Mishima Correspondência 1945-1970”, que acaba de sair pela Estação Liberdade e mostra a longa e intensa relação intelectual e afetiva entre dois dos principais nomes da literatura japonesa contemporânea: Yasunari Kawabata (1899-1972) e Yukio Mishima (1925-1970).

Kawabata foi o primeiro escritor do país a ganhar o Nobel de Literatura, em 1968, e Mishima, o escritor japonês mais conhecido no mundo ocidental. Ambos morreram de maneira trágica. Em 25 de novembro de 1970 Mishima recorre ao seppuku (ritual suicida praticado por samurais) e, dois anos depois, inconsolável com a perda do discípulo e amigo, Kawabata se mata, inalando gás em casa, no dia 16 de abril de 1972.

Confira alguns títulos dos dois autores lançados no Brasil. Fontes: Livraria da Folha (Kawabata), Companhia das Letras e Estante Virtual (Mishima)

Yasunari Kawabata

-“A Dançarina de Izu”

De 1926, é a primeira obra de destaque do autor, traz temas como o amor impossível, a solidão e a sexualidade velada.

 –“Contos da Palma da Mão”

Reúne textos escritos entre 1923 e 1964 traduzidos diretamente do japonês por Meiko Shimon.

-“A Casa das Belas Adormecidas”

Lançado em 1961, busca desvendar o universo do corpo feminino em um culto ao belo e ao inalcançável.

“A Gangue Escarlate de Asakusa”

Publicada num jornal de Tóquio entre 1929 e 1930, é uma das raras narrativas urbanas do autor.

“Beleza e Tristeza”

Obra de 1965, aborda a sublimação do amor frente ao medo e aos preconceitos da sociedade japonesa.

“Mil Tsurus”

Escrito entre os anos de 1949 e 1951, resgata valores do Japão, fazendo da cerimônia do chá o pano de fundo para a história.

“O País das Neves”

Marco na obra de Kawabata, expõe a densidade e as contradições das relações humanas.

“Kyoto”

De 1962, foi uma das últimas obras finalizadas pelo autor e traz uma narrativa rica em descrições da capital imperial do Japão.

“O Som da Montanha”

Aborda a sociedade japonesa e reflete sobre a vida e a morte, especialmente sobre a possibilidade do suicídio.

Yukio Mishima

“Cores Proibidas”

Lançado pela Companhia das Letras em 2002, narra a história de Shunsuke e sua profunda misoginia.

“Mar Inquieto”

Fábula de inspiração shakespeariana, narra o amor proibido entre um jovem pescador e a filha de um poderoso morador da ilha de Utajima.

 –“Confissões de uma Máscara”

Considerada sua obra-prima, o romance autobiográfico conta a história de um adolescente que descobre sua homossexualidade no Japão da Segunda Guerra.

“O Pavilhão Dourado”

Narrado de forma densa e original, mostra que a beleza absoluta pode ser tão opressiva e enlouquecedora quanto qualquer imperfeição.

“Neve de Primavera”

As tensões entre a velha e a nova aristocracia na Tóquio de 1912.

“O Marinheiro que Perdeu as Graças do Mar”

Uma das mais breves e belas novelas do autor, é visto como uma representação simbólica da sociedade japonesa do pós-guerra.

“Morte em Pleno Verão”

Lançado aqui em 1986 pela Rocco, reúne alguns dos melhores e inspiradores contos de Mishima.

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