Os sucessos da Flip 2019

Abaixo os 30 livros mais vendidos na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) encerrada no final da semana passada, conforme noticiado pelo Estadão.

“Memórias da Plantação – Episódios de Racismo Cotidiano”, Grada Kilomba – Cobogó

“Fique Comigo”, Ayobami Adebayo – HarperCollins

“Ideias Para Adiar o Fim do Mundo”, Ailton Krenak – Companhia das Letras

“Sobre o Autoritarismo Brasileiro”, Lilia Moritz Schwarcz – Companhia das Letras

“Também os Brancos Sabem Dançar”, Kalaf Epalanga – Todavia

“Meu Pequeno País”, Gael Faye – Rádio Londres

“Uma Noite Markovitch”, Ayelet Gundar-Goshen – Todavia

“Maternidade”, Sheila Heti – Companhia das Letras

“O Oráculo da Noite: A História e a Ciência do Sonho”, Sidarta Ribeiro – Companhia das Letras

“Lugar de Fala”, Djamila Ribeiro – Polen

“Heroínas Negras Brasileiras em 15 Cordéis”, Jarid Arraes – Polen

“Cat Person e Outros Contos”, Kristen Roupenian – Companhia das Letras

“Redemoinho em Dia Quente”, Jarid Arraes – Alfaguara

“O Corpo Dela e Outras Farras”, Carmen Maria Machado – Planeta

“A Terra Inabitável: Uma História do Futuro”, David Wallace Wells -Companhia das Letras

“Paletó e Eu: Memórias do Meu Pai Indígena”, Aparecida Villaça – Todavia

“Noite em Caracas”, Karina Sainz Borgo – Intrínseca

“Os Sertões”, Euclides da Cunha – Penguin/Companhia das Letras

“A Maquinação do Mundo: Drummond e a Mineração”, José Miguel Wisnik – Companhia das Letras

“Não Há Tempo a Perder”, Amyr Klink – Tordesilhas

“Forças Armadas e Política no Brasil”, José Murilo de Carvalho – Todavia

“As Mulheres de Tijucopapo”, Marilene Felinto – Edição do Autor

“Olhos D’Água”, Conceição Evaristo – Pallas

“As Coisas que Perdemos no Fogo”, Mariana Enriquez – Intrínseca

“Para Educar Crianças Feministas: Um Manifesto”, Chimamanda Ngozi Adichie – Companhia das Letras

“Os Sertões” – Edição Crítica”, Euclides da Cunha – Ubu

“Cumbe”, Marcelo D’Salete – Veneta

“Sobre Lutas e Lágrimas: Uma Biografia de 2018″, Mario Magalhães – Record

“O Pecado Original da República – Personagens e Eventos Para Compreender o Brasil”, José Murilo de Carvalho – Bazar do Tempo

“Brincando com Luccas Neto”, Luccas Neto – Pixel

Calculadoras nas portas do inferno

Sai até o final deste mês, pela Tusquets, a edição em português de “L’ordre du jour”, do escritor e cineasta francês Érick Vuillard. “A Ordem do Dia” foi o vencedor de 2017 do Goncourt – o mais importante das letras francesas – e aborda os dias iniciais e a ascensão do nazismo na Alemanha dos Anos 30. O Ilustríssima, da Folha, traz na edição do final de semana um trecho da obra onde é relatada reunião de nomes como Adolf Hitler e Hermann Goering com 24 grandes empresários alemães em busca de apoio ao regime. Um acontecimento bastante banal, afinal, lembra o autor, “políticos e industriais costumam se frequentar”, que nesse caso, porém, acabou por se revelar um momento único na história patronal. O nazismo ganhava ali um apoio fundamental dos senhores Basf, Bayer, Agfa, Opel, Siemens, Allianz, Telefunken, Krupp e todo o clero da indústria alemã. Vinte e quatro empresários, impassíveis, “como vinte e quatro máquinas de calcular nas portas do Inferno”. Trecho completo (para assinantes) no link: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2019/07/empresarios-embarcam-no-nazismo-em-livro-frances-premiado-leia.shtml.

Os donos das palavras

Chaucer em ilustração do acervo da British Library

Alguns autores célebres na literatura mundial, se notabilizaram também pela criação de palavras que, segundo matéria publicada no site da BBC Brasil, “mudaram a forma como pensamos, ouvimos, descobrimos e existimos no mundo”. Abaixo uma amostra da seleção da BBC.

Twitter – (ou ‘twiterith’, como era o termo original na metade do século 14)

Surgiu da pena de Geoffrey Chaucer em sua tradução do livro “A Consolação da Filosofia”, do filósofo do século 6 Boethius, significa “gorjear”. É uma das mais de 2,2 mil palavras cuja criação é atribuída ao poeta medieval.  

Visualizar – Em 1817, o poeta romântico e crítico Samuel Taylor Coleridge criou a palavra em sua confissão filosófica “Biographia Literaria” – um século depois que a palavra “Envision” (“vislumbrar”) foi criada.

O mesmo Coleridge é responsável por introduzir ao inglês outras palavras para descrever aspectos mais sombrios da experiência humana, como “Psicossomático” e “Pessimismo”. Costuma ganhar o crédito também por “Intelectualise” (“intelectualizar”), que significa transformar um objeto físico em uma propriedade da mente, e “Thingify” (“coisificar”), que significa transformar um pensamento em um objeto.

“Outsider” (excluído) seria uma criação da britânica Jane Austen e “Angst” (Raiva), da alemã George Eliot.

O ouro de Sebastião Salgado

O fotógrafo Sebastião Salgado assina a mostra “Gold – Mina de Ouro Serra Pelada”, em cartaz no Sesc da Avenida Paulista (SP), da próxima quarta-feira (17) até 3/11. São mais de 50 imagens do que foi o maior garimpo a céu aberto do mundo, na Amazônia, registradas por Salgado nos anos 80. O portfólio completo das fotos será lançado, pela Taschen, na abertura da exposição.

Leminski ganha o mundo

A obra do poeta curitibano Paulo Leminski, segundo matéria publicada pela Folha, está ganhando o mundo. Em entrevista ao jornal, a filha do escritor, Áurea Leminski, afirma que “a reedição de livros esgotados, as exposições e a constante citação de poemas nas redes sociais reavivaram essa produção. Isso tem despertado a procura por seu trabalho em outras línguas.” Já há lançamentos previstos em pelo menos três países: Portugal, Espanha e Itália. Na Espanha, o romance “Catatau”, de 1975, sairá até o final deste mês pela Libros de la Resistencia, com tradução de Reynaldo Jiménez. A mesma editora deve lançar no ano que vem a tradução de “Agora É que São Elas”, segundo romance de Leminski, publicado no Brasil em 1984. Está previsto também o lançamento em italiano de uma coletânea de poemas, que deve sair por lá com o título de “Distratti Vinceremo”, em alusão ao livro “Distraídos Venceremos”, de 1987.  Já em Portugal, deve sair “Toda Poesia”, previsto para ser lançado pela coleção Plural, da editora Imprensa Nacional.