Stonewall analisado por Harari

Os 50 anos de uma rebelião ocorrida no bar Stonewall Inn, no Greenwich Village, em Nova York, comemorados recentemente, renderam acalorados debates, documentários, matérias na mídia e um valioso artigo do escritor israelense Yuval Noah Harari, publicado originalmente no Guardian e republicado aqui no blog da Companhia das Letras – http://www.blogdacompanhia.com.br/conteudos/visualizar/50-anos-de-Stonewall-Yuval-Noah-Harari-reflete-sobre-as-ameacas-aos-direitos-LGBT7.

Harari utiliza o episódio, considerado um marco da luta pelos direitos LGBT no mundo, para lembrar que apesar das conquistas notáveis registradas nas últimas décadas – a Sérvia tem como primeira ministra uma lésbica assumida; o primeiro ministro da Irlanda é orgulhosamente gay e assim também o CEO da Apple e numerosos outros políticos, empresários, artistas e cientistas – elas não garantem o futuro. Segundo o escritor, “cerca de setenta países ainda criminalizam a homossexualidade, como Arábia Saudita, Irã, Brunei e uma porção de outras nações condenando gays à morte. E mesmo as sociedades mais amigáveis com sua população gay ainda apresentam muita discriminação, abuso e outros crimes de ódio”.

Para Harari, só a organização coletiva das pessoas pode garantir alguma luz em um mundo cada vez mais dominado por interesses obscuros, potencializados pelos enormes avanços tecnológicos das últimas décadas. Segundo ele, a cooperação está no âmago do que foram os levantes de Stonewall e é ela que torna os humanos poderosos.

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