A poesia que sai das frestas

Primo Levi em foto da “The New Yorker”

SEGUNDA-FEIRA / O que é mais triste que um trem? / Que parte quando deve partir, / Que tem somente uma voz, / Que tem somente um caminho. / Nada é mais triste que um trem. / Ou talvez um burro de carga. / Está preso entre duas barras / E não pode olhar para o lado. / Sua vida é só caminhar. / E um homem? Não é triste um homem? / Se vive há muito em solidão, / Se acha que o tempo terminou, / Um homem também é coisa triste.

Trecho “Mil Sóis”, coletânea bilíngue de poemas lançada no Brasil pela Todavia para marcar o centenário de nascimento do químico e escritor italiano Primo Levi (1919-1987), comemorado hoje, dia 31. Levi foi prisioneiro de um campo de concentração em Auschwitz-Birkenau, experiência abordada em “É Isto um Homem?”, considerado hoje um clássico na história do Holocausto. É autor também de “A Trégua”, onde relata sua volta à Itália, em 1945.

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