Sob o signo do retrocesso

Imagem: giphy.com

Em matéria assinada por Douglas Eralldo, o blog listasliterarias.com enumerou 10 autores, vítimas recentes da “vexatória prática da censura, deslavada, descarada ou dissimulada” no país. Não bastassem esses casos, ainda ficaram de fora episódios igualmente escabrosos como o da ordem de apreensão da HQ “Vingadores, a Cruzada das Crianças”, à venda na Bienal do Livro do Rio, dada pela prefeitura municipal, em setembro passado, em função de um beijo gay retratado na história.

1 – Luísa Geisler: A escritora gaúcha, indicada pela Granta como uma das principais autoras jovens do país, foi desconvidada pelo município gaúcho de Nova Hartz a participar de sua feira do livro por considerar “inadequada” a linguagem utilizada pela autora;

2 – Luiz Puntel: Nem mesmo antigos clássicos da coleção Vaga-Lume, lembra o blog, estão a salvo. Em 2018, grupos de pais do Colégio Santo Agostinho desencadearam campanha de censura ao livro “Meninos Sem Pátria” usando da velha e batida denúncia de “apologia comunista”;

-Miriam Leitão: também desconvidada pela Feira do Livro de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, da participação na edição deste ano, segundo noticiou-se na época, em função das críticas da jornalista e escritora ao Governo Bolsonaro;

-Sérgio Abranches: O desconvite à Miriam Leitão foi extensivo ao marido, sociólogo e cientista político;

-Ignácio de Loyola Brandão: Desconvidado, junto a outros autores, da Feira do Livro de Brasília, sob o pretexto da “falta de recursos”;

-Chico Alencar: Escola particular, de Brasília, retirou de sua biblioteca o livro infantil “A Semente de Nicolau”, assinado pelo deputado federal do Psol;

-George Furlan: Depois de financiado por um Fundo Municipal de Cultura de São José dos Campos, o livro foi recolhido por “extrapolar as regras da legalidade” depois de constatarem que a obra tinha críticas a Bolsonaro;

-Geraldo Carneiro: Censurado na ditadura militar, o membro da ABL teve texto seu para uma peça de teatro censurado pelo Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro;

-Ricardo Lísias:  Teve proibida a leitura de “O Céu dos Suicidas” em uma aula do terceiro ano do ensino médio em uma escola do Sesi-SP;

-Ana Maria Machado: Teve de lidar, no ano passado, com os tribunais das redes sociais e os ataques ao seu livro de 1983, “O Menino que Espiava para Dentro”, “por se tratar de apologia ao suicídio infantil”. 

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