Tecnologia acessível

Recebeu nota máxima (AAA-Excepcional) do Caderno Eu&Fim de Semana, do Valor, o recém-lançado, pela Companhia Editora Nacional, “Futuro Presente – O Mundo Movido à Tecnologia”, de Guy Perelmuter. Segundo artigo assinado pela pesquisadora Dora Kaufman, a obra aborda “de maneira amigável” um amplo conjunto de temas – de inteligência artificial a nanotecnologia, de energia a biotecnologia, questões sociais – como o futuro do emprego e cibersegurança – e tecnologias –  de realidade virtual a criptomoedas e blockchain. “O livro não é acadêmico, e mesmo assim contém referências científicas sólidas. Numa leitura prazerosa, o texto é acessível a qualquer leitor antenado.”

Os melhores livros do Século XXI, segundo os espanhóis

Mais listas. Dessa vez originária de matéria publicada no dia 1º passado, pelo jornal espanhol El País, mostrando os 100 títulos “mais relevantes” do Século XXI, conforme um time de 84 especialistas. Confira abaixo os 20 primeiros colocados. Matéria completa no link https://brasil.elpais.com/brasil/2019/11/26/cultura/1574767429_166094.html.

1- “2666”, Roberto Bolaño

2- “Austerlitz”, W. G. Sebald

3- “La Belleza del Marido”, Anne Carson

4- “A Festa do Bode”, Mario Vargas Llosa

5- “Reparação”, Ian McEwan

6- “Limónov”, Emmanuel Carrère

7- “Seu Rosto Amanhã”, Javier Marías

8- “Borges”, Adolfo Bioy Casares

9- “Verão”, J. M. Coetzee

10- “O Ano do Pensamento Mágico”, Joan Didion

11- “Minha Luta”, Karl Ove Knausgård

12- “A Estrada”, Cormac McCarthy

13- “Crematório”, Rafael Chirbes

14- “Dentes brancos”, Zadie Smith

15- “Manual da Faxineira: Contos Escolhidos”, Lucia Berlin

16- “Zurita”, Raúl Zurita

17- “Pós-Guerra – Uma História da Europa desde 1945”, Tony Judt

18- “Soldados de Salamina”, Javier Cercas

19- “O Fim do Homem Soviético”, Svetlana Aleksiévich

20- “Persépolis”, Marjane Satrap

O oráculo de Meirelles

“Para mim, “Grande Sertão: Veredas” funciona até como um oráculo. Abre-se uma página ao acaso, lê-se o que está à frente e ali estará uma pequena revelação. Dificilmente outra obra me tocará tanto na vida.” Fernando Meirelles em depoimento a Walter Porto, do “Ilustríssima”, da FSP.

Além do encantamento pela obra de Guimarães Rosa, o cineasta comenta também sobre seu sonho de mais de 20 anos de filmar a história de Riobaldo e Diadorim em uma versão “mais clássica”. Meirelles é diretor de vasta filmografia adaptada de livros. Caso, entre outros de “Cidade de Deus”, “Ensaio sobre a a Cegueira” e “O Jardineiro Fiel”. Seu mais recente filme, “Dois Papas”, com Anthony Hopkins e Jonathan Pryce, estreia na Netflix no próximo dia 20. Matéria completa, para assinantes, pelo link: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2019/12/adaptar-grande-sertao-para-cinema-e-sonho-ha-20-anos-diz-fernando-meirelles.shtml. No vídeo abaixo, Bethânia lê trecho do livro.

Clarice na memória

Amanhã, dia 9, completam-se 42 anos da morte de Clarice Lispector. Na terça, 99 anos do nascimento da escritora. Nascida em Chechelnyk, na Ucrânia, Clarice chegou ao Brasil em 1922, acompanhada dos pais e de duas irmãs. Inicialmente em Maceió e em seguida em Recife. Aos 14 anos, muda-se para o Rio de Janeiro, onde mais tarde se consagra, primeiramente como tradutora, e depois como escritora, jornalista, contista e ensaista. Estreou como escritora aos 24 anos, com o romance “Perto do Coração Selvagem”. Morreu em 1977, vítima de câncer de ovário, um dia antes de completar 57 anos. Abaixo, vídeo comemorativo do programa “Hora de Clarice”, produzido pelo Instituto Moreira Salles.

Sem livraria, sem museu, sem teatro

Pesquisa divulgada essa semana pelo IBGE revela que o número de cidades brasileiras com ao menos uma livraria caiu de 42,7% em 2001 para 17,7% em 2018. Ainda sobre o acesso a equipamentos culturais no país, o mesmo estudo mostra que em 2018, 32,2% da população brasileira morava em municípios sem museu; 30,9%, sem teatro ou sala de espetáculo; 39,9%, sem cinema; 18,8% sem rádio AM ou FM local e 14,8%, sem provedor de internet.