100 anos de distopia

Em edição especial do último final de semana de 2019, o Aliás, do jornal “O Estado de São Paulo” destacou os “100 anos de distopia – como o pessimismo virou uma febre literária”, e listou 10 títulos essenciais de várias épocas para conhecer melhor o gênero.

-“Nós”, Ievguêni Zamiátin – Aleph

Publicado em 1924, “traduz algumas experiências pessoais do autor com as revoluções russas de 1905 e 1917. Seu protagonista, um cientista, passa a questionar o funcionamento da sociedade em que vive, aparentemente perfeita. A opressão, no entanto, é a arma que mantém todos em silêncio, reduzidos a criaturas sem identidade”.   

-“Admirável Mundo Novo”, Aldous Huxley – Biblioteca Azul

Lançado em 1931, retrata uma sociedade em que bebês são gerados e alimentados por incubadoras e onde as palavras pai e mãe carecem de sentido. Nessa sociedade, organizada por princípios exclusivamente científicos, em que as pessoas são programadas para cumprir um papel desde crianças, e em que a racionalidade é a verdadeira religião, não há espaço para o livre arbítrio.   

-“Kalocaína”, Karin Boye (Carambaia)

Publicado em 1940, descreve uma sociedade totalitária num futuro desumanizado em que um químico, Leo Kall, trabalha para o Estado Mundial, que controla toda a sociedade. Ele inventa o soro da verdade kallocaína quando se encontra numa prisão do Estado, conduzindo testes com cobaias humanas até que a Polícia começa a comandar o uso da droga.   

-“1984”, George Orwell – Companhia das Letras

Publicado em 1949, a sátira socialista tornou-se um clássico, popularizando a imagem do Big Brother, o Grande Irmão, de cuja vigilância ninguém escapa. Apesar disso, o poder do Estado é desafiado por um grupo revolucionário.  

-“Fahrenheit 451”, Ray Bradbury – Biblioteca Azul

Publicado em 1953, aborda uma sociedade onde os livros são proibidos e queimados e o povo é controlado pelo Estado por meio de programas interativos de TV.  

-“Laranja Mecânica”, Anthony Burgess – Aleph

Obra de 1962, retrata uma Inglaterra dominada por gangues juvenis que pilham, estupram, matam e cultuam a “ultraviolência” sem pudores. Um governo com viés autoritário tenta solucionar o problema da segurança pública por meio de um tratamento que associa a violência a náuseas e, em tese, impediria os jovens delinquentes de praticar esses atos.  

-“Os Despossuídos”, Ursula K. Le Guin  – Aleph

Publicado em 1974, retrata um sistema binário entre dois planetas, um capitalista e um comunista, que vivem um clima de hostilidade semelhante ao que tinham Estados Unidos e Rússia. Nesse cenário, um brilhante cientista do planeta comunista é cooptado pelos rivais para trabalhar em um projeto.  

-“O Conto da Aia”, Margaret Atwood – Rocco

Livro de 1985, imagina um mundo em que uma grande parte das mulheres deixou de ser fértil e uma seita religiosa ascendeu ao poder nos Estados Unidos, criando uma sociedade baseada em castas que escraviza as mulheres capazes de gerar filhos – as aias.

-“A Parábola do Semeador”, Octavia Butler – Morro Branco

Na duologia composta pelos romances “A Parábola do Semeador” (1993) e “A Parábola dos Talentos” (1998), a empatia é tratada como uma doença; as mudanças climáticas estão minando a vida nas cidades; e grupos políticos compostos por supremacistas brancos e fanáticos religiosos assumem o poder nos EUA. A protagonista vive em um condomínio fechado, protegida das minorias étnicas e de refugiados que vagueiam para além dos muros.  

-“A Fila”, Basma Abdel Aziz – Rocco

Retrata um governo totalitário em uma nação fictícia do Oriente Médio. Após levantes populares frustrados, um grupo misterioso chamado O Portão tomou o poder no país. O livro narra o drama de Yehya, que precisa enfrentar a burocracia kafkiana do Portão, na forma de uma enorme fila, para passar por uma cirurgia.

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