Grandes personagens

Da cantora Elis Regina ao ex-presidente Getúlio Vargas, a revista Veja sugere cinco biografias que fogem do lugar comum e desvendam como viveram grandes personalidades do Brasil e do mundo.

“Van Gogh: A Vida”, Steven Naifeh e Gregory Whith Smith – Companhia das Letras

Considerada a biografia definitiva do artista, descreve detalhes da vida familiar e eventos envolvendo o pintor holandês. “Para além do complexo protagonista, o livro ganha sabor com uma intensa trama familiar e detalhes do desenrolar do impressionismo na Europa”.

“Viver para Contar”, Gabriel García Márquez – Record

O Nobel de Literatura escreve sobre sua própria trajetória, de memórias de família a detalhes da história política e cultural da sua Colômbia natal.  

“Uma Mulher Vestida de Silêncio – A Biografia de Maria Thereza Goulart”, Wagner William – Record

Aborda a trajetória pessoal e política da ex-primeira-dama, desde seu encontro com o João Goulart até sua visão sobre o Golpe de 64 que a expulsou do país.

“Elis e Eu: 11 Anos, 6 Meses e 19 Dias com Minha Mãe”, João Marcello Bôscoli – Planeta

Filho primogênito da cantora, o autor descreve de cenas da intimidade familiar a momentos que ele percebe que a mãe estava na lista negra do regime militar.

“Trilogia Getúlio”, Lira Neto – Companhia das Letras

Reconstituição objetiva e fiel da trajetória de um dos maiores personagens da história política do país. Com precisão de repórter e talento narrativo de bons romancistas, o autor acompanha desde os primeiros passos de Getúlio até seu trágico suicídio.

Visitando ateliês

Ateliê do artista recifense Paulo Bruscky. Reprodução de foto de Fran Parente

A dica vem de artigo assinado por Clara Balbi, na Ilustrada, da FSP. É “Espaços de Trabalho de Artistas Latino-Americanos”, assinado pela jornalista e crítica de arte Beta Germano com imagens do fotógrafo Fran Parente. O livro é resultado das visitas a 27 ateliês de artistas espalhados por oito países. A lista inclui, entre outros, Cildo Meireles, Adriana Varejão e Miguel Rio Branco. O lançamento é da Cobogó.

 

Sensibilidade coletiva

Ilustração: Pngtree

A criação do Dia Mundial do Livro, comemorado no último dia 23, tem diversas origens, inclusive o fato de ser a data de referência para a morte de Cervantes e Shakespeare. Abaixo, a motivação da Unesco ao oficializar a data.

“O livro vem sendo, historicamente, o elemento mais poderoso de difusão do conhecimento e o meio mais eficaz para sua conservação, […] que toda iniciativa que promova sua divulgação redundará oportunamente não só no enriquecimento cultural de quantos tenham acesso a ele, mas no máximo desenvolvimento das sensibilidades coletivas em relação aos acervos culturais mundiais e à inspiração de comportamentos de entendimento, tolerância e diálogo.”

Mercado livreiro estima perdas de até 45% na Europa

Matéria assinada pelo escritor e editor Julio Silveira, do site PublishNews, dá um rápido panorama do mercado editorial na Europa em tempos de pandemia. Na França, ainda sob estado de emergência com uma série de restrições ao comércio, há previsões que indicam queda de 27% no faturamento das livrarias este ano e perda de 30% na receita total das editoras. Lá, a Amazon foi proibida de vender livros e se limitar a vender “produtos essenciais”, em respeito à saúde de seus trabalhadores locais.

Na Alemanha, após um mês fechadas, as livrarias estão sendo reabertas, mas as estimativas são de perdas de cerca de meio bilhão de euros no período que ficaram fechadas. Na Itália, traumatizada pelas perdas recordes de vida, as livrarias já podem reabrir, mas ainda há resistências. As livrarias da Letônia também foram reabertas parcialmente, mas varejistas falam em perdas de 45% no faturamento.

Vinicius sempre

Autumm Maples with Poem Slips, c. 1675 – Tosa Mitsuoki/Acervo do Instituto de Arte de Chicago

Pandemia também se combate com poesia. Abaixo, um clássico do poeta Vinicius de Moraes.

Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.