Mais dicas para a quarentena

Não há como resistir a uma boa lista de sugestões de leitura. Se você não viu, essa foi feita pelo site G1 e traz dicas de jornalistas da GloboNews. Os comentários são recortes dos originais publicados pelo site. Matéria na íntegra pelo link https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2020/04/07/direto-da-estante-jornalistas-da-globonews-dao-dicas-de-livros.ghtml.

ANDRÉIA SADI

“She Said”, Jodi Kantor e Megan Twohey

“O livro é obrigatório em tempos em que discutimos a cultura do assédio, machismo, sexismo. As jornalistas do ‘New York Times’ que publicaram a primeira investigação sobre as denúncias de abusos contra o ex-produtor Harvey Weinstein trazem detalhes sobre caso. Imperdível.”

“A História de Mora: a Saga de Ulysses Guimarães”, Jorge Bastos Moreno

“..um retrato da história recente do país por um jornalista que respirava bastidor político noite e dia. O livro conta a saga do doutor diretas na visão de sua mulher. Moreno misturou realidade e ficção para contar a história recente do país.”

“O Livro de Jô”, Jô Soares e Matinas Suzuki Jr.

“…leitura obrigatória para quem gosta de gigantes, mestres e histórias de A a Z.”

“O Anjo Pornográfico”, Ruy Castro

“…a história de vida de Nelson Rodrigues foi mais espantosa do que qualquer uma de suas histórias. Clássico, leitura obrigatória.”

ARIEL PALACIOS

“Um Espelho Distante”, Barbara Tuchman

“…se passa no século 14 marcado pela peste negra e por guerras. Depois disso, o mundo acabou chegando ao renascimento. É um relato do século 14, é um livro de história.”

“Outras Inquisições”, Jorge Luis Borges

“Livro de ensaios em que ele fala um pouco de tudo, desde Kafka, Oscar Wilde, desde a cultura chinesa. Ele fala sobre a inquisição, fala sobre filosofia, faz um apanhado de um monte de coisas.”

-“A série Fundação”, Isaac Asimov

“É a história da humanidade. Tem muita ironia política, frases fantásticas e ele é muito sarcástico, irônico.”

“A Queda de Berlim 1945”, Antony Beevor

“É um livraço que conta as tropas indo e vindo, os tramas dos berlinenses, o desespero geral. É daqueles livros que você pega e não larga até que termine.”

“Guerra e Paz”, Tolstói

“É fenomenal. Tolstói é um dos grandes escritores da literatura mundial e da literatura russa. Ele consegue descrever desde os campos de batalha, com canhões disparando, até uma coisa totalmente diferente, como a aristocracia russa num salão de festas em Moscou, dançando valsa.”

“Os Canhões de Agosto”, Barbara Tuchman

“É a história do primeiro mês da Primeira Guerra Mundial. O livro conta como foi uma guerra que poderia ter sido impedida, mas as diplomacias e os exércitos dos países envolvidos começaram a mobilizar tudo para que a guerra começasse.”

CRISTIANA LÔBO

“As Fábulas de La Fontaine” e “As Fábulas de Esopo”

“São dois livros que talvez nem entrassem na categoria de livros, mas de coletâneas, que têm muito significado em minha família. Eu fazia leitura para meus filhos e faço agora para meus netos.”

“Como as Democracias Morrem”, Steven Levitsky e Daniel Ziblatt

“Para os momentos atuais, esse livro é recomendável. Foi escrito por dois professores de Harvard que explicam muito do que estamos vivendo hoje em várias partes do mundo.”

“Carmen: uma Biografia”, Ruy Castro

“Vale a pena também ler. A importância que teve a pequena notável, a riqueza de detalhes e a maravilha da pena de Ruy Castro.”

A jornalista recomenda ainda as “Obras Completas” de Jorge Luis Borges e o livro “Jacaré, não”, de Antônio Prata.

ELIANE CANTANHÊDE

“Fogo e Fúria”, Michael Wolff

“O jornalista Wolff cobriu de dentro a campanha presidencial de Donald Trump e não apenas relata fatos como também desvenda com clareza e perspicácia a psicologia do homem mais poderoso do mundo, do seu governo e do seu entorno.”

“Tormenta”, Thaís Oyama

“Como Wolff fez com Trump e a Casa Branca, a também jornalista Thaís Oyama mostra com elegância e precisão a personalidade do presidente Jair Bolsonaro e do seu Palácio do Planalto.”

“O Homem que Amava os Cachorros”, Leonardo Padura

“Num livro contundente, dramático e real, o cubano Padura entrelaça as atrocidades stalinistas com a longa e complexa história do assassinato de Leon Trótsky no México. Leitura eletrizante.”

“Como as Democracias Morrem”, Steven Levitsky e Daniel Ziblatt

“Claro, didático, imperdível, esse livro mostra como os golpes toscos e as revoluções sangrentas evoluíram para formas bem mais sofisticadas – e disseminadas – de ataques à democracia.”

-“A trilogia Getúlio”, Lira Neto

“A monumental biografia de Getúlio Vargas, em três volumes, não descreve apenas a trajetória de um dos líderes mais complexos do Brasil, mas mostra também como foram construídas a engrenagem e a cultura políticas no país.”

-“A coleção Ditadura”, Elio Gaspari

“Mais tempo, mais sossego? É hora de ler a obra de um dos maiores jornalistas e especialistas em regime militar do Brasil. São cinco volumes imperdíveis…”

JORGE PONTUAL

 –“The Mirror and the Light”, Hilary Mantel

Estou lendo no momento o genial último volume da trilogia que começou com Wolf Hall.”

“A Peste”, Albert Camus

“Estou relendo. É um clássico. Uma cidade fechada, isolada, vítima de uma praga terrível. É outro romance para refletir sobre nossa situação.”

“The Coming Plague”, Laurie Garret

“Em 1995, ela alertou para a pandemia que viria inevitavelmente. Não foi só ela, tem muitos livros sobre isso. Saiu nova edição atualizada. Os governos ignoraram.”

“The Three Body Problem, Remembrance of Earth’s Past”, Liu Cixin

“Para quem gosta de ficção científica e até para quem não gosta. A mais genial obra no meu gênero favorito.”

-Os sete volumes de “A la Recherche du Temps Perdu”, Marcel Proust

“Eu sempre disse que iria reler Proust quando tivesse tempo e nunca tive. Agora não tem desculpa. Um universo de emoção e inteligência.”

MÔNICA WALDVOGEL

 -Os romances de Andrea Camilleri

“As histórias do Comissário Montalbano se passam na Sicília, as personagens são impagáveis, têm humor e têm enigma, a narrativa é deliciosa.”

“Corpo” e “Breve História de Quase Tudo”, Bill Bryson

“Os livros de Bill Bryson são empolgantes. Em breve história de quase tudo o autor nos pega pela mão para nos conduzir pela formidável aventura do conhecimento científico que a humanidade acumulou.”

“Falando de Música”, Leandro Oliveira

“O músico e maestro Leandro Oliveira nos delicia neste livro com ensaios sobre o mundo infinito da música. Da mesma forma que a ciência, é maravilhoso ver como a arte musical produziu tanto com apenas doze notas.”

“O Som e o Sentido”, José Miguel Wisnik

“Outro livro bom de ler nesses dias acinzentados sobre a profunda marca que a música produz em nosso espírito e cultura.”

“Dom Casmurro”, Machado de Assis

“Releio esse livro quase todo ano e sempre descubro algo que não tinha reparado em leituras anteriores. A ironia e o humor, o estilo da escrita, as personagens laterais, a misteriosa Capitu e o cínico narrador Bentinho valem cada investida neste livro inesgotável.”

“A Educação pela Pedra”, João Cabral de Melo Neto

“Para não fechar esta listinha sem poesia, escolho o grande João Cabral de Melo Neto. Dois ou três poemas para cada dia de quarentena…”

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