Narizinho no Século XXI

Já está em pré-venda a nova edição, pela Companhia das Letrinhas, do clássico infantojuvenil brasileiro “Reinações de Narizinho”. A história, de Monteiro Lobato (1882-1948) – cuja obra caiu em domínio público a partir deste ano, ganhou ilustrações com toques surrealistas da carioca Lole, a quem coube “fazer a ponte” entre uma história lançada em 1931 e as crianças de hoje. A edição, em capa dura, segundo a editora, chega às prateleiras em meados do próximo mês.

Os rejeitados

A situação é relativamente comum. Uma obra é recusada pelos editores, muitas vezes reiteradamente, até que um belo dia cai no gosto popular e se transforma em verdadeiro best-seller mundial. Matéria do El País lembra oito delas.

-Lolita – Vladimir Nabokov

-Carrie, a Estranha – Stephen King

-O Misterioso Caso de Styles – Agatha Christie

-Uma Confraria de Tolos – John Kennedy Toole

-Os Dublinenses e Ulisses – James Joyce

-O Senhor das Moscas – William Golding

-Harry Potter e a Pedra Filosofal – J. K. Rowling

O drama dos refugiados visto por Khaled Hosseini

Um dos escritores mais lidos no mundo hoje, o autor de origem afegã acaba de lançar “A Memória do Mar”, publicado aqui pela Globo Livros, com tradução de Pedro Bial. A obra, ilustrada pelo artista inglês Dan Williams, é, segundo resenha do Eu&Fim de Semana, do Valor, “um livro curto, mas poderoso”. Trata-se de uma homenagem do escritor a Alan Kurdi e às famílias expulsas de seus países pelas guerras e perseguições de origem étnica e religiosa. Alan era o menino de três anos encontrado morto numa praia da Turquia depois do naufrágio do barco de borracha no qual ele e a família tentavam chegar à Grécia. Sua imagem com o rosto afundado na areia percorreu o mundo inteiro pela internet e capas de jornais.

O livro foi escrito na forma de uma carta de um pai ao filho na véspera de uma viagem de barco que os levará a um destino melhor. “Contemplando o filho adormecido, o pai reflete sobre a jornada perigosa que vão enfrentar. É também um retrato da vida daquela família em Homs, no Oeste da Síria, antes da invasão do inimigo e da transformação da cidade em campo de batalha”, diz matéria assinada pela jornalista Sonia Nolasco, para o Valor, de Nova York.

Com mais de 55 milhões de livros vendidos, Hosseini é autor também, entre outros títulos, de “O Caçador de Pipas” – traduzido em mais de 70 idiomas e com cerca de 31,5 milhões de exemplares comercializados – e “A Cidade do Sol”.

Sobre política

Obra do esloveno Bostjan Jurecic/Saatchi Art

Para aqueles que querem debater de maneira mais embasada, o site homoliteratus.com listou sete títulos como sugestão.

Política – Aristóteles

“Uma boa forma para tentar entender a política e as origens do pensamento político advindo da Grécia antiga”.

Vigiar e Punir – Michel Foucault

“Publicado em 1975, analisa as instituições e entidades estatais (escola, hospital, prisão) e seus modus operandi”

Ensaio Sobre a Liberdade – John Stuart Mill

“Entender política, segundo o autor, é entender os limites da liberdade pessoal frente ao outro”.

A Arte da Guerra – Sun Tzu

“Dividido em treze partes, apresenta todas as áreas em que um estrategista deve pensar”.

As Origens do Totalitarismo – Hannah Arendt

“Para entender como grupos políticos totalitários podem chegar ao poder de forma brutal”.

18 de Brumário de Luís Bonaparte – Karl Marx

“A aplicação das principais teses do autor: materialismo histórico, luta de classes, revolução do proletariado”.

A Revolução dos Bichos – George Orwell

“A revolução dos animais contra os humanos numa granja e seus desdobramentos”.