CBL anuncia Bienal Virtual do Livro para dezembro

Bienal do Livro em SP dá a largada com atrações nacionais e estrangeiras -  Jornal O Globo
Foto: O Globo

Depois do adiamento da 26a edição da Bienal Internacional, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou a realização da 1a Bienal Virtual do Livro de São Paulo. Será no período de 7 a 13 de dezembro próximo e seguirá o conceito Conectando Pessoas e Livros. A proposta é, por meio de uma plataforma digital, reunir leitores, escritores, parceiros, editores, distribuidores, livrarias e outros profissionais do mercado editorial em encontros virtuais. Durante o evento, os participantes poderão assistir palestras, comprar livros e fazer negócios. A estimativa dos organizadores, segundo o noticiário, é receber 150 expositores e mais de um milhão de visitantes.

As memórias de Obama

Uma terra prometida por [Barack Obama, Berilo Vargas, Cássio de Arantes Leite, Denise Bottmann, Jorio Dauster]

Conforme anúncio feito nesta semana pela Companhia das Letras as memórias do ex-presidente Barack Obama serão publicadas em dois volumes e o primeiro deles já sai no próximo dia 17 de novembro. “Uma Terra Prometida” será lançado simultaneamente em 25 idiomas com a expectativa de repetir o feito de “Minha História”, publicado em 2018 por Michelle Obama e líder em vendas em todo o mundo. Segundo nota de apresentação da editora, no livro Obama “narra, nas próprias palavras, a história de sua odisseia improvável, desde quando era um jovem em busca de sua identidade até se tornar líder do mundo livre. Com detalhes surpreendentes, ele descreve sua formação política e os momentos marcantes do primeiro mandato de sua presidência histórica — época de turbulências e transformações drásticas”. “Uma Terra Prometida” já está em pré-venda nas versões impressa e eletrônica na Amazon.

“Isso é muito triste”

Jeffrey Sachs | Newstalk
Sachs em imagem da Newstalk

Trecho de entrevista recente do economista Jeffrey Sachs publicada no Eu&Fim de Semana do Valor Econômico. Conselheiro de Bernier Sanders, consultor-sênior do secretariado-geral da ONU para o Desenvolvimento Sustentável e apontado pela “The Economist” como um dos três economistas mais influentes do mundo, Sachs é autor, entre outros, de “O Fim da Pobreza” e “A Era do Desenvolvimento Sustentável”. No trecho abaixo sua resposta para uma questão que tem sido debatida intensamente por todos nos últimos meses.

Valor: O senhor imagina que o mundo possa ter alguma mudança depois da pandemia?

Sachs: Pode, porque há mais gente decente do que vigaristas neste mundo. Assim, Trump, por exemplo, que é uma pessoa absolutamente horrível e tem um comportamento horroroso, mentiroso, um trapaceiro, uma fraude, tem o apoio de um terço do eleitorado americano. Isso é muito triste. É gente muito ingênua. E Trump tenta apelar para o ódio deles. Especialmente contra os negros. Mas ele não tem a maioria o apoiando. Por outro lado, ele é um tipo traiçoeiro, que se envolve em fraudes e trapaças. Não é fácil tirá-lo do poder. Vamos ter uma grande eleição dentro de pouco tempo, em novembro. Muito crítica, crucial. Muitos já disseram nos últimos dias, e é importante pensar nisso, que a democracia nos Estados Unidos está em risco.

Os finalistas do Booker Prize

2020 Booker Prize announces shortlist, highlights diversity | Books | DW |  15.09.2020

Considerada uma das mais prestigiadas distinções literárias do mundo, o Booker Prize divulgou nesta semana a lista dos seis finalistas da edição de 2020. São eles: Diane Cook, Avni Doshi e Brandon Taylor, dos EUA; o escocês Douglas Stuart; Maaza Mengiste, nascida na Etiópia e Tsitsi Dangarembga, do Zimbábue. Outro destaque é que dos seis livros finalistas, quatro foram publicados por editoras independentes. Segundo o site Publishnews, duas autoras da lista – Dangarembga e Mengiste – já são publicadas por aqui, respectivamente pela Kapulana e pela Record. O grande finalista levará para casa um prêmio no valor de 50 mil libras e será conhecido no dia 17 de novembro.

Os seis livros na final do Booker Prize 2020:

-“The New Wilderness”, Diane Cook  
-“This Mournable Body”, Tsitsi Dangarembga  
-“Burnt Sugar”,
Avni Doshi
-“The Shadow King”, Maaza Mengiste
-“Shuggie Bain”, Douglas Stuart
-“Real Life”, Brandon Taylor  

Em busca da luz

Chasing the Light: Writing, Directing, and Surviving Platoon, Midnight  Express, Scarface, Salvador, and the Movie Game | Amazon.com.br

Ele moldou o modo de uma geração ver a Guerra do Vietnã com filmes como “Platoon” e “Nascido em 4 de Julho” e prestes a completar 74 anos, Oliver Stone acaba de lançar sua autobiografia “Chasing the Light”. O livro, segundo matéria recente da Folha, põe a nu os altos e baixos do diretor, “seus erros muitas vezes monumentais, seu vasto uso de drogas —inclusive uma prisão dias depois de sua volta do Vietnã, carregando uma farta trouxa de maconha, o que depois serviu de inspiração para algumas cenas de “O Expresso da Meia-Noite” (1978), filme que roteirizou—, suas relações conflituosas com mulheres, suas brigas com atores e colegas diretores, sua mistura de desencanto e carinho pelos Estados Unidos”. A edição original em inglês já está à venda na Amazon nas versões impressa e eletrônica.