Obras-primas liberadas

A dica para quem se interessa por arte vem de Tainá Corrêa, da revistabula.com. São 330 obras sobre o tema liberadas para download gratuito (no formato pdf), em uma cortesia da Getty Publicações. “São títulos premiados, publicados entre 1968 e 2018, e podem ser pesquisadas por temas, títulos, autores ou palavras-chave. Além de catálogos raros e estudos críticos, o acervo contempla obras sobre arqueologia, fotografia, pintura, escultura, arquitetura, história da arte, cerâmica, conservação e restauração; tanto para o público em geral, quanto para especialistas.” 

http://www.getty.edu/publications/virtuallibrary/index.html

Zélia na memória

Zélia, Sartre, Beauvoir, Amado e Mãe Senhora. Foto: Fundação Casa de Jorge Amado

Há 11 anos, a literatura nacional perdia Zélia Gattai. Nascida em São Paulo em 2 de julho 1916, foi casada com Jorge Amado e conseguiu projeção já com seu primeiro livro de memórias, “Anarquistas Graças a Deus”. Lançado em 1979 e adaptado com grande sucesso para uma série de TV, narra a vida dos pais, a realidade dos imigrantes italianos no Brasil e sua infância em São Paulo. Em 2001 foi eleita imortal pela Academia Brasileira de Letras (ABL).

Abaixo a bibliografia da escritora. Fonte: ABL

Memórias
“Anarquistas Graças a Deus”, 1979
-“Um Chapéu para Viagem”, 1982.
“Pássaros Noturnos do Abaeté”, com gravuras de Calasans Neto, 1983
“Reportagem Incompleta”, com fotografias de sua autoria, 1987
“Jardim de Inverno”, 1988
“Chão de Meninos”, 1992.
“A Casa do Rio Vermelho”, 1999
“Città di Roma”, ilustrado com fotografias de época, 2000
“Códigos de Família”, 2001
“Jorge Amado: um Baiano Sensual e Romântico”, 2002

Literatura infanto-juvenil
“Pipistrelo das Mil Cores”, com ilustrações de Pink Wainer, 1989
“Jonas e a Sereia”, com ilustrações de Roger Mello, 2000

Romance
“O Segredo da Rua 18”, ilustrado por Ricardo Leite, 1991
“Crônica de uma Namorada”, 1995

Livro e Cinema

Mais uma lista. Dessa vez com “15 filmes para quem gosta de literatura”. Foi publicada pelo Estadão, em 2017.

“O Escritor Fantasma”, Adam Lang – 2010

“Meia-Noite em Paris”, Woody Allen – 2011

“As Horas”, Stephen Daldry – 2002

“Providence”, Alain Resnais – 1977

“Shakespeare Apaixanado”, John Madden – 1999

“Capote”, Bennet Miller – 2006

“As Palavras”, Brian Klugman e Lee Sternthal – 2012

“Minhas Tardes com Margueritte”, Jean Becker – 2010

“Encontrando Forrester”, Gus Van Sant – 2000

 –“Louca Obsessão”, Rob Reiner – 1990

“Mais Estranho que a Ficção”, Marc Forster – 2007

“A Garota do Livro”, Marya Cohn – 2016

“Os Irmãos Grimm”, Terry Gilliam – 2005

“Miss Potter”, Chris Noonan – 2006

“Em Busca da Terra do Nunca”, Marc Forster – 2004

A NY dos anos 20 em lançamento da Carambaia

Já está à venda no país “Eles e Elas – Contos da Broadway”, de Damon Runyon ((1880-1946)). O livro reúne uma galeria de personagens que inclue apostadores, gângsteres, cantores, coristas, leões de chácara, contrabandistas, garçons e pugilistas, que ganharam a admiração de nomes consagrados da literatura mundial como Julio Cortázar, Guillermo Cabrera Infante, Saul Bellow e Philip Roth.

Embora pouco badalado por aqui, Runyon é considerado um dos principais cronistas da Nova York dos anos de 1920 a 30, época marcada pela Depressão e pela Lei Seca (mas, também pela liberdade e pelo jazz). São dez histórias, de onde nasceram posteriormente pelo menos 11 filmes, dirigidos por nomes também consagrados do cinema como Frank Capra, Mankiewics e Jerry Lewis. As histórias de Runyon renderam também peças que viraram verdadeiros clássicos do teatro contemporâneo como “Guys and Dolls”, que estreou nos palcos em 1950 e ainda hoje é encenada com sucesso em diversos países do mundo.