A casa mexicana de Garcia Márquez

Gonzalo García Barcha, filho de Gabriel García Márquez, na biblioteca de seu pai na Cidade do México.
Gonzalo García Barcha na biblioteca do pai na Cidade do México. Teresa de Miguel/El País

Matéria recente do El País destaca a casa do escritor Gabriel García Márquez na cidade do México onde se instalou pela segunda vez, e para sempre, aos 52 anos. A casa conserva o estúdio onde o escritor trabalhava e uma biblioteca com cerca de 5 mil títulos do seu acervo pessoal. Segundo a matéria, o bibliotecário pessoal de Márquez, de 2007 até a morte do escritor em 2014,  Iván Granados, levou anos dividindo os livros em quatro áreas: traduções dos seus próprios títulos, dicionários e enciclopédias, livros de documentação com os quais preparava sua obra, e a literatura de interesse pessoal – romance, poesia, ensaio, jornalismo, cinema e política. O acervo do escritor está hoje dividido, também, com a Biblioteca Nacional da Colômbia e com a Universidade do Texas, em Austin, EUA. Reportagem completa pelo link https://brasil.elpais.com/cultura/2020-08-05/gabo-a-biblioteca-de-um-viajante.html.

Expandindo na crise

Aos 50 anos, Leitura deixa de ser mineira e passa a ser brasileira |  PublishNews
Foto: PublishNews

E a Leitura, rede de livrarias surgida em Belo Horizonte, se consolida como a maior do setor no país em número de lojas. Em meio a uma crise no mercado editorial que se agravou com o fechamento das unidades físicas e que levou à UTI operações tradicionais no setor como as das redes Saraiva e Cultura, a Leitura inaugurou recentemente sua segunda loja no Espirito Santo. A loja 73 foi aberta na cidade de Serra e, segundo o site Publishnews, o plano de expansão do grupo planeja mais cinco inaugurações ainda neste ano. As novas lojas estão previstas para Juiz de Fora (MG), Brasília (DF), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Recife (PE).

Para ler antes dos 50

Mais uma das irresistíveis listas de livros que você deve ler, nesse caso “antes de completar 50 anos”. A seleção de 20 títulos é da Revista Bula e as obras marcos da literatura que abordam temas como envelhecimento, escolhas, arrependimentos e morte.

Oblómov | Amazon.com.br

“Memórias do Subsolo”, Fiódor Dostoiévski – 1864

“Oblómov”, Ivan Gontacharóv – 1877

“A Morte de Ivan Ilitch”, Liev Tolstói – 1886

“O Castelo”, Franz Kafka – 1926

“O Lobo da Estepe”, Hermann Hesse – 1927

“O Amanuense Belmiro”, Cyro dos Anjos – 1937

“Nada”, Carmen Laforet – 1945

Livro: O Tunel - Ernesto Sabato | Estante Virtual

“O Túnel”, Ernesto Sabato – 1948

“Diário de um Velho Louco”, Jun Tanizaki – 1962

“A Redoma de Vidro”, Sylvia Plath – 1963

“Stoner”, John Williams – 1965

“Medo de Voar”, Erica Jong – 1973

“Correio do Tempo”, Mario Benedetti – 1999

Elena Ferrante, em “Dias de Abandono”: como uma trama banal se traduz em  vigor narrativo – capítulo dois

“Dias de Abandono”, Elena Ferrante – 2002

“Homem Lento”, J. M. Coetzee – 2005

“Homem Comum”, Philip Roth – 2007

“A Visita Cruel do Tempo”, Jennifer Egan – 2011

“O Mundo Pós-Aniversário”, Lionel Shriver – 2007

“O Gigante Enterrado”, Kazuo Ishiguro – 2015

“O Peso do Pássaro Morto”, Aline Bei – 2017

Melodia ganha biografia

Acaba de sair, pela Editora Tordesilhas, a primeira biografia de um dos principais nomes da música brasileira contemporânea. “Meu Nome é Ébano: a Vida e a obra de Luiz Melodia” foi escrito por Toninho Vaz e, segundo texto de apresentação da editora, relata a trajetória do músico para além da fama de artista maldito que acompanhou sua carreira e ditou seu condição de outsider da cena musical, “revelando um artista íntegro, profundamente comprometido com sua obra, com seu legado e com seu tempo”.

Companhia mais inclusiva

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Foto de Harness Hamese/Museum Contemporary Photography, de Chicago

A Companhia das Letras acaba de anunciar uma decisão importante e emblemática no mercado editorial do país: está adotando uma série de iniciativas em torno da diversidade e da inclusão. Em resposta a uma temática que ganhou ainda mais relevância no mundo inteiro no cenário da pandemia, o grupo firmou compromisso público de tomar medidas práticas e propositivas nesse sentido. Entre as ações imediatas já anunciadas está a contratação de Fernando Baldrais como editor de Diversidade – transversal a todos os selos do grupo, a realização de um censo interno e também do seu catálogo, a implantação de um programa de trainee com critérios de diversidade racial e pelo menos 100 projetos editoriais para tornar seu catálogo mais diverso. Conheça todas as iniciativas anunciadas no link https://www.blogdacompanhia.com.br/conteudos/visualizar/Diversidade-na-Companhia-das-Letras.