Os melhores contistas brasileiros

Lygia Fagundes em foto do Itaú Cultural. Melhor contista brasileira, segundo os leitores da Bula

A Revista Bula realizou, entre os meses de março e outubro de 2019, uma enquete com seus leitores para descobrir quais são, segundo eles, os melhores contistas da história da literatura brasileira. Confira abaixo os mais citados.

-Lygia Fagundes Telles

-Murilo Rubião

-Rubem Fonseca

-Machado de Assis

-Dalton Trevisan

-Guimarães Rosa

-Clarice Lispector

-Sérgio Sant’Anna

-Monteiro Lobato

-José J. Veiga

-Fernando Sabino

-Lima Barreto

-Rubem Braga

-Caio Fernando Abreu

-Moacyr Scliar

-Amilcar Bettega Barbosa

-Luiz Vilela

-Cíntia Moscovich

-Márcia Denser

-Antônio Carlos Viana

-Orígenes Lessa

-Heloísa Seixas

Patti Smith em São Paulo

Patti e o fotógrafo Robert Mapplethorpe em imagem de Norman Seeff , de 1969

A cantora, escritora e ativista Patti Smith está pela primeira vez no país, onde cumpre agenda de shows, e participa, hoje, de bate-papo aberto ao público em São Paulo. O evento, no teatro do Sesc Pompeia, está previsto para as 14h e marca o lançamento dos seus recentes livros “O Ano do Macaco”, seu terceiro volume de memórias, e “Devoção”, um misto de prosa e ensaio, ambos editados pela Companhia das Letras. As memórias da autora já havia rendido “Só Garotos” – vencedor do National Book Award em 2010 – e “Linha M”, lançado em 2016.

Equívocos na rede

Imagem: PicMix

Numa “Breve História dos Versos Apócrifos”, o jornal espanhol El País selecionou casos clássicos de poemas e textos que se disseminam pelas redes atribuídos a autores errados. No Brasil, Clarice Lispector já é campeã no gênero. Na lista do El País estão, entre outros, o caso do poema cujo começo diz “Primeiro vieram buscar os socialistas, e eu não disse nada, porque eu não era socialista”. O verso circula em diferentes versões e é usualmente atribuído a Bertold Brecht. Na verdade, é do pastor luterano Martin Niemöller.

“Se eu pudesse viver novamente minha vida, na próxima tentaria cometer mais erros”, começa o poema Instantes, geralmente atribuído ao escritor Jorge Luis Borges, mas sua autora é a norte-americana Nadine Stair. O poema A Morte Devagar, da brasileira Martha Medeiros, segundo o jornal, viralizou atribuído falsamente ao Nobel chileno Pablo Neruda. Começa assim: “Morre lentamente quem não viaja, / quem não lê, / quem não ouve música”.

A poesia de Thomas Stearns Eliot

IV

They eyes are not here

There are no eyes here

In this  valley of dying stars

In this hollow valley

This broken jaw o four lose kingdoms

In the last of meeting places

We grope together

And avoid speech

Gathered on this beach of the tumid river

Sightless, unless

The eyes reappear

As the perpetual star

Multifoliate rose

Of death’s twilight kingdom

The hope only

Of empty men.

Foto: The British Library

Os olhos não estão aqui

Não há olhos aqui

Nesse vale de estrelas moribundas

Neste vale oco

Mandíbula partida de nossos reinos perdidos

Neste último dos pontos de encontro

Tateamos unidos

E calamos a fala

Reunidos na praia do túmido rio

Sem ver, a não ser

Que os olhos ressurjam

Como estrela perpétua

Multifoliada rosa

Do reino crepuscular da morte

Esperança apenas

De homens vazios.

Trecho do poema “Os Homens Ocos” (1925), do livro “T.S.Eliot – Poemas”, em edição da Companhia das Letras e tradução de Caetano W. Galindo.