Novo clube

A cartunista Laerte, uma das “curadoras” do Bux Club, em foto do jornal O Globo

Estreou essa semana um novo clube de livros por assinatura, o Bux Club (www.buxclub.com.br). No rastro de iniciativas similares já conhecidas do público leitor, como o Tag e o Leiturinha, o Bux é um serviço onde o assinante recebe mensalmente um livro escolhido por um “curador” – ou, no caso específico, por 18 “curadores” fixos. Entre eles Laerte, Fernanda Takai e Xico Sá.

Os sucessos da Flip 2019

Abaixo os 30 livros mais vendidos na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) encerrada no final da semana passada, conforme noticiado pelo Estadão.

“Memórias da Plantação – Episódios de Racismo Cotidiano”, Grada Kilomba – Cobogó

“Fique Comigo”, Ayobami Adebayo – HarperCollins

“Ideias Para Adiar o Fim do Mundo”, Ailton Krenak – Companhia das Letras

“Sobre o Autoritarismo Brasileiro”, Lilia Moritz Schwarcz – Companhia das Letras

“Também os Brancos Sabem Dançar”, Kalaf Epalanga – Todavia

“Meu Pequeno País”, Gael Faye – Rádio Londres

“Uma Noite Markovitch”, Ayelet Gundar-Goshen – Todavia

“Maternidade”, Sheila Heti – Companhia das Letras

“O Oráculo da Noite: A História e a Ciência do Sonho”, Sidarta Ribeiro – Companhia das Letras

“Lugar de Fala”, Djamila Ribeiro – Polen

“Heroínas Negras Brasileiras em 15 Cordéis”, Jarid Arraes – Polen

“Cat Person e Outros Contos”, Kristen Roupenian – Companhia das Letras

“Redemoinho em Dia Quente”, Jarid Arraes – Alfaguara

“O Corpo Dela e Outras Farras”, Carmen Maria Machado – Planeta

“A Terra Inabitável: Uma História do Futuro”, David Wallace Wells -Companhia das Letras

“Paletó e Eu: Memórias do Meu Pai Indígena”, Aparecida Villaça – Todavia

“Noite em Caracas”, Karina Sainz Borgo – Intrínseca

“Os Sertões”, Euclides da Cunha – Penguin/Companhia das Letras

“A Maquinação do Mundo: Drummond e a Mineração”, José Miguel Wisnik – Companhia das Letras

“Não Há Tempo a Perder”, Amyr Klink – Tordesilhas

“Forças Armadas e Política no Brasil”, José Murilo de Carvalho – Todavia

“As Mulheres de Tijucopapo”, Marilene Felinto – Edição do Autor

“Olhos D’Água”, Conceição Evaristo – Pallas

“As Coisas que Perdemos no Fogo”, Mariana Enriquez – Intrínseca

“Para Educar Crianças Feministas: Um Manifesto”, Chimamanda Ngozi Adichie – Companhia das Letras

“Os Sertões” – Edição Crítica”, Euclides da Cunha – Ubu

“Cumbe”, Marcelo D’Salete – Veneta

“Sobre Lutas e Lágrimas: Uma Biografia de 2018″, Mario Magalhães – Record

“O Pecado Original da República – Personagens e Eventos Para Compreender o Brasil”, José Murilo de Carvalho – Bazar do Tempo

“Brincando com Luccas Neto”, Luccas Neto – Pixel

O ouro de Sebastião Salgado

O fotógrafo Sebastião Salgado assina a mostra “Gold – Mina de Ouro Serra Pelada”, em cartaz no Sesc da Avenida Paulista (SP), da próxima quarta-feira (17) até 3/11. São mais de 50 imagens do que foi o maior garimpo a céu aberto do mundo, na Amazônia, registradas por Salgado nos anos 80. O portfólio completo das fotos será lançado, pela Taschen, na abertura da exposição.

Leminski ganha o mundo

A obra do poeta curitibano Paulo Leminski, segundo matéria publicada pela Folha, está ganhando o mundo. Em entrevista ao jornal, a filha do escritor, Áurea Leminski, afirma que “a reedição de livros esgotados, as exposições e a constante citação de poemas nas redes sociais reavivaram essa produção. Isso tem despertado a procura por seu trabalho em outras línguas.” Já há lançamentos previstos em pelo menos três países: Portugal, Espanha e Itália. Na Espanha, o romance “Catatau”, de 1975, sairá até o final deste mês pela Libros de la Resistencia, com tradução de Reynaldo Jiménez. A mesma editora deve lançar no ano que vem a tradução de “Agora É que São Elas”, segundo romance de Leminski, publicado no Brasil em 1984. Está previsto também o lançamento em italiano de uma coletânea de poemas, que deve sair por lá com o título de “Distratti Vinceremo”, em alusão ao livro “Distraídos Venceremos”, de 1987.  Já em Portugal, deve sair “Toda Poesia”, previsto para ser lançado pela coleção Plural, da editora Imprensa Nacional.

A França de hoje e os livros

Em matéria publicada pelo Estadão, o jornalista Gilles Lapouge comenta o crescimento exponencial de lançamentos e a qualidade “angustiante” dos livros escritos pelos franceses atualmente. Segundo ele, em 1990, foram publicados na França 32 mil novos títulos. Em 2000, 59 mil; em 2010, 79,3 mil e de 2010 em diante, mais de 120 mil títulos. A qualidade do que se publica, no entanto, pode ser balizada pela taxa de rejeição de manuscritos pela mais consagrada editora do país, a Gallimard. Na Gallimard, segundo Lapouge, apenas um manuscrito em cada cem é publicado. O mercado, ainda conforme sua análise, segue aquecido pela indulgência dos editores com os autores, pela enxurrada de prêmios literários concedidos diariamente no país e pelo reinado dos best-sellers, que, se aplicadas as técnicas adequadas, facilmente alcançam vendas de 500 mil ou 1 milhão de exemplares vendidos. Matéria completa, para assinantes, no link https://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,quantos-livros-por-ano-na-franca,70002880459.