O hino de Machado

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Para quem acha que já se sabia tudo sobre Machado de Assis, o repórter Maurício Meireles revela, em matéria da Folha, um achado inédito do escritor. Uma letra de hino nacional escrita em 1867 em homenagem ao aniversário de 42 anos do monarca Dom Pedro II e encontrada pelo pesquisador Felipe Risssato no arquivo da Biblioteca Pública de Florianópolis. Segundo a matéria, o hino é composto de sete estrofes em redondilhas maiores (versos de sete sílabas poéticas). “Das florestas em que habito/Solto um canto varonil:/Em honra e glória de Pedro/ O gigante do Brasil” é o trecho inicial e refrão da música.

Arte gráfica em exposição

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Uma exposição inédita mostrará, até 27 de janeiro, no Instituto Moreira Salles, de SP, 500 desenhos de Millôr Fernandes (1923-2012). “Millôr: Obra Gráfica” faz uma retrospectiva de 70 anos de produção do autor, incluindo o marco zero, a coluna Pif-Paf, publicada na revista O Cruzeiro. Os desenhos integram o acervo de mais de 6 mil originais, hoje sob guarda do IMS.

Mendes da Rocha no Itaú Cultural

Prossegue, até o próximo dia 4 de novembro, no Itaú Cultural, em São Paulo, a “Ocupação Paulo Mendes da Costa”. A iniciativa prevê uma exposição, com curadoria do arquiteto Guilherme Wisnik e do instituto, que reúne croquis, fotografias, maquetes, textos críticos e depoimentos do arquiteto e ainda visitas a construções assinadas por ele na cidade e workshops sobre sua obra.

Mendes da Rocha nasceu em 1928, em Vitória (ES), foi assistente de João Villanova Artigas, com quem compartilhava projetos que enfatizavam a técnica, o uso de concreto armado e a apresentaçao da estrutura. É autor de projetos emblemáticos como o Clube Athletico Paulistano, o Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia (MuBE), a Praça do Patriarca, o Poupatempo Itaquera, o Sesc 24 de Maio, o estádio Serra Dourada e as reformas da Pinacoteca do Estado de São Paulo e do Centro Cultural Fiesp.

Nas fotos, edições em português sobre sua obra. No vídeo, do site www.itaucultural.org.br, o arquiteto define seu ofício em menos de 1 minuto.

 

Construindo futuro

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Foto do site do projeto Era uma Vez

Depois do projeto de audiolivros dos estudantes de Itanhaém, no interior de São Paulo, assunto do post abaixo, outra iniciativa, igualmente inspiradora. Dessa vez, vem do Rio de Janeiro e também surgiu do engajamento de adolescentes. No caso, Maria Antonia Sendas, que, junto com alguns colegas, ensinava inglês em uma escola municipal do bairro Humaitá. Foi a partir dessa experiência e da constatação que os participantes tinham muita dificuldade mesmo era com o português, que ela resolveu criar uma oficina literária para os alunos. Foi lançado, então, o site www.projetoeraumavez.org, e o projeto passou a ser acolhido em outra escola municipal, onde, desde junho passado,  segue a pleno vapor. As oficinas são abertas para estudantes de 10 a 13 anos, têm duração de dois meses e meio e aulas semanais. Entre os temas abordados, estão estrutura narrativa e desenvolvimento de enredo. Segundo o site, o Era uma Vez já foi implantado também em uma escola de Nova Lima (MG). Que o encontro com a literatura, possa ser, de fato, como prevê os idealizadores do projeto, “um catalisador para um futuro melhor”.

O poder do audiolivro

aluno em frente ao microfone se prepara para narrar uma história ao lado da professora e colegas em uma sala de leitura
Foto de Josy Inácio/Divulgação/Prefeitura de Itanhaém publicada pela Folha de São Paulo

História inspiradora vem de Itanhaém, no interior de São Paulo, onde a orientadora de uma escola local, Alessandra Aparecida Sales Cavalcante, propôs a um grupo de alunos um projeto de produção de audiolivros. A iniciativa, criada no início desse ano para atender a demanda de um adolescente da escola com síndrome paralítica, já está rendendo frutos. Segundo matéria da Folha, três das 40 escolas da rede municipal já estão sendo atendidas pelo projeto. Além dos benefícios para os próprios estudantes envolvidos no projeto, os audiolivros gravados por eles abrem um novo mundo para alunos com Síndrome de Down, Autismo e outras necessidades especiais como deficiências visuais, auditivas, físicas e mentais. Ainda de acordo com a reportagem, já foram gravados mais de 20 títulos e até o fim do ano, a expectativa é que toda as escolas municipais recebam os audiolivros. Cerca de 420 alunos devem ser atendidos pela iniciativa.

A matéria, assinada por Klaus Richmond, de Santos, pode ser lida na íntegra no link: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/09/alunos-gravam-livros-para-colegas-de-escola-que-nao-podem-ler-no-litoral-de-sp.shtml.