Jóia da coroa americana completa 219 anos

A maior e mais importante biblioteca pública do mundo, a Biblioteca do Congresso dos EUA (Library of Congress) completa, no próximo mês de abril, 219 anos de atividades com uma acervo e uma história invejáveis. São mais de 32 milhões de livros, mais de 63 milhões de manuscritos, cerca de 3 milhões de gravações em áudio e a maior coleção de livros raros da América do Norte, incluindo uma das quatro cópias restantes da Bíblia de Gutenberg em papel velino.

Entre os fatos que marcam a história do lugar estão pelo menos dois grandes incêndios (acontecidos ainda no Século XIX, ressalte-se). O primeiro por ocasião da invasão das tropas britânicos ao prédio do Capitólio em agosto de 1814. A biblioteca estava hospedada no prédio e teve seus cerca de 3 mil volumes queimados. O conteúdo foi logo reposto com o acervo pessoal de 6.487 livros do ex-presidente Thomas Jefferson. Em dezembro de 1851 outro incêndio destruiu um patrimônio já em 35 mil volumes, retratos originais de Cristóvão Colombo e dos cinco primeiros presidentes dos EUA, pintados por Gilbert Stuart, além de estátuas de George Washington, Jefferson e do Marquês de Lafayette e do primeiro mapa a registrar a existência dos Estados Unidos.

Hoje, a biblioteca do Congresso é item de destaque nos guias de turismo. Lá, além da arquitetura monumental e um interior impactante, os visitantes têm acesso à salas de leitura com mais de 40 milhões de exemplares traduzidos de mais de 470 idiomas e podem conhecer tesouros como os diários manuscritos de George Washington, os primeiros desenhos sobre a Lua de Galileu.

Boa parte do seu acervo já digitalizado está disponível a qualquer interessado no site da instituição: http://www.loc.gov.

Referência para crianças e adolescentes

moinhodacascata
Moinho da Cascata – Prédio de 1905, em Caxias do Sul, será a sede do Instituto Quindim.

Boa notícia que chega pelo blog “Era Outra Vez”, de Bruno Molinero, no site da Folha. Caxias do Sul ganha, a partir de 30 de novembro, uma biblioteca com 5 mil títulos infanto-juvenis de todo o mundo. A iniciativa, batizada de “Instituto de Leitura Quindim”, chega com a promessa de ser um dos principais centros de referência no assunto. Os visitantes, segundo o jornalista, poderão fazer consultas no local e usuários cadastrados poderão levar livros para casa por até 15 dias. O espaço terá ainda centro de pesquisa, livraria e, a partir do ano que vem, um prêmio literário anual.

 

O Guia Mindlin

The Morgan Library & Museum
Morgan Library, em Nova York. Uma das preferidas do bibliófilo José Mindlin.

Dono da maior biblioteca privada do país, o empresário José Mindlin (1914-2010) fez, a convite do caderno de Turismo do jornal Folha de São Paulo, em 1989, um roteiro de grandes bibliotecas pelo mundo. Confira endereços citados por Mindlin em 13 diferentes países:

BRASIL

– Biblioteca Nacional, no Itamaraty

-Gabinete Português de Leitura (Rio)

-Arquivo Nacional (Rio)

-Biblioteca Mário de Andrade (São Paulo)

ESTADOS UNIDOS

-Morgan Library (NY)

-New York Public Library

-Biblioteca do Congresso (Washington)

-Folger Library

-Beinecke Library (Universidade de Yale)

-Houghton Library (Universidade de Harvard)

-Boston Athenaeum

-John Carter Brown Library (Rhode Island)

-Newberry Library (Chicago)

-Bloomington (Indiana)

-State Library (Califórnia)

-Biblioteca da Universidade da Califórnia

PORTUGAL

-Biblioteca de Lisboa

-Biblioteca da Universidade de Coimbra

-Arquivo da Torre do Tombo

SUÍÇA

-Biblioteca de Saint Gal (Região de Zurique)

ALEMANHA

– Biblioteca de Wolfenbuttel

ITÁLIA

-Biblioteca do Vaticano

FRANÇA

-Biblioteca Nacional

-Biblioteca do Arsenal

BÉLGICA

-Biblioteca Real

INGLATERRA

-British Library (Londres)

-John Rylands Library (Manchester)

SUÉCIA

-Biblioteca Real

-Arquivo Militar

RÚSSIA

-Biblioteca Lênin

CHINA

-Biblioteca da Universidade de Pequim

AUSTRÁLIA

-Biblioteca da Universidade de Sidney

 

Pelo nosso patrimônio

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Foto G1-Globo.com

Duas semanas da tristeza e vergonha pela negligência dos nossos presidentes e ministros que deixaram o Museu Nacional  (18181-20018) ser quase totalmente consumido por um incêndio no dia 2 passado. Que o Cristo guardai a Biblioteca Nacional (originada do acervo de Dom João VI, que chegou ao Rio em 1808), o Real Gabinete Português de Leitura (de 1837), a Biblioteca da Fundação Oswaldo Cruz e tantos outros patrimônios públicos e privados, do Rio e do país.

Abaixo vídeo de 2015, da Capim Filmes, um dos vários disponíveis no site do Museu (www.museunacional.ufrj.br), cedido pela produtora como parte de um esforço coletivo de resgate da história da instituição.