O Guia Mindlin

The Morgan Library & Museum
Morgan Library, em Nova York. Uma das preferidas do bibliófilo José Mindlin.

Dono da maior biblioteca privada do país, o empresário José Mindlin (1914-2010) fez, a convite do caderno de Turismo do jornal Folha de São Paulo, em 1989, um roteiro de grandes bibliotecas pelo mundo. Confira endereços citados por Mindlin em 13 diferentes países:

BRASIL

– Biblioteca Nacional, no Itamaraty

-Gabinete Português de Leitura (Rio)

-Arquivo Nacional (Rio)

-Biblioteca Mário de Andrade (São Paulo)

ESTADOS UNIDOS

-Morgan Library (NY)

-New York Public Library

-Biblioteca do Congresso (Washington)

-Folger Library

-Beinecke Library (Universidade de Yale)

-Houghton Library (Universidade de Harvard)

-Boston Athenaeum

-John Carter Brown Library (Rhode Island)

-Newberry Library (Chicago)

-Bloomington (Indiana)

-State Library (Califórnia)

-Biblioteca da Universidade da Califórnia

PORTUGAL

-Biblioteca de Lisboa

-Biblioteca da Universidade de Coimbra

-Arquivo da Torre do Tombo

SUÍÇA

-Biblioteca de Saint Gal (Região de Zurique)

ALEMANHA

– Biblioteca de Wolfenbuttel

ITÁLIA

-Biblioteca do Vaticano

FRANÇA

-Biblioteca Nacional

-Biblioteca do Arsenal

BÉLGICA

-Biblioteca Real

INGLATERRA

-British Library (Londres)

-John Rylands Library (Manchester)

SUÉCIA

-Biblioteca Real

-Arquivo Militar

RÚSSIA

-Biblioteca Lênin

CHINA

-Biblioteca da Universidade de Pequim

AUSTRÁLIA

-Biblioteca da Universidade de Sidney

 

Pelo nosso patrimônio

cristo_g1
Foto G1-Globo.com

Duas semanas da tristeza e vergonha pela negligência dos nossos presidentes e ministros que deixaram o Museu Nacional  (18181-20018) ser quase totalmente consumido por um incêndio no dia 2 passado. Que o Cristo guardai a Biblioteca Nacional (originada do acervo de Dom João VI, que chegou ao Rio em 1808), o Real Gabinete Português de Leitura (de 1837), a Biblioteca da Fundação Oswaldo Cruz e tantos outros patrimônios públicos e privados, do Rio e do país.

Abaixo vídeo de 2015, da Capim Filmes, um dos vários disponíveis no site do Museu (www.museunacional.ufrj.br), cedido pela produtora como parte de um esforço coletivo de resgate da história da instituição.

Biblioteca flutuante

Praateleira

Dica de prateleira invisível do site Catraca Livre.

Materiais 

Furadeira, 3 cantoneiras (para uma prateleira), trena, 6 buchas plásticas, 6 parafusos, broca do tamanho do parafuso e da bucha, fita dupla face de grande aderência, lápis, chave de fenda, tesoura, livro de capa dura (que você não poderá manusear por um bom tempo).

Prateleira_flutuante_por_Fernando_Donasci_UOL

Como fazer

1)      Utilize a trena para marcar na parede a altura onde será fixado o suporte da prateleira.
2)      Posicione a cantoneira  e marque com o lápis onde deverão ser feitos os furos.
3)      Hora de usar a furadeira para fazer todos os furos sinalizados na parede.
4)      Coloque as buchas plásticas nos orifícios.
5)      Parafuse com a chave de fenda as cantoneiras.
6)      Quem utilizar as cantoneiras deve deixa-las fixadas uma paralela a outra.
7)      Cole a fita dupla face na parte inferior das cantoneiras.
8)      Coloque a parte interna da capa inferior do livro e assegure-se que está bem firme. É este primeiro livro que encobre a prateleira tornando-a invisível.
9)      Feche o livro sobre a prateleira e organize os outros livros em cima.

Extermínio de leitores em SP

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Notícia (triste) que chega pelo UOL. O número de acesso a livros despencou na maior cidade do país graças à interrupção de um projeto que levava livro de maneira gratuita aos quatro cantos da cidade. Criados pelo escritor Mário de Andrade em 1936 quando era diretor do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo, os ônibus-bibliotecas foram mantidos em circulação de maneira ininterrupta até o final de 2015, quando  garantiram o acesso de cerca de 628 mil pessoas a livros, revistas e jornais, num total de 4 mil itens. Naquele  momento, eram 12 ônibus percorrendo 72 diferentes rotas.

Em 2015, somado às consultas nas bibliotecas públicas, o número de acessos foi de cerca de 1,5 milhão. Segundo a reportagem, no ano passado, primeiro período inteiro de paralisação total da iniciativa, as consultas, agora restritas às bibliotecas, caíram para cerca de 648 mil. Ou seja, reduziu-se praticamente pela metade o acesso gratuito e facilitado aos livros para pessoas que precisaram deles até para prestar concursos. Os mandatários locais garantiram à reportagem que a suspensão é uma questão orçamentária/burocrática/etc. etc. mas que os ônibus voltarão a circular.

A biblioteca de Pessoa

biblioteca Particular Fernando Pessoa.jpg

Graças à iniciativa coletiva iniciada em 2008, a biblioteca particular do poeta Fernando Pessoa pode ser acessada em sua quase totalidade na internet. São cerca de 1.300 títulos de um acervo construído por Pessoa a partir de 1898 que pode ser acessado pelo endereço: http://bibliotecaparticular.casafernandopessoa.pt/index/index.htm

A biblioteca, de valor inestimável, conta com milhares de páginas impressas, muitas com anotações do autor, comentários, traduções e textos em prosa e verso, além de desenhos, horóscopos e exercícios caligráficos.

A digitalização foi realizada em colaboração entre a Casa Fernando Pessoa e o Centro de Linguística da Universidade de Lisboa.