Obras-primas liberadas

A dica para quem se interessa por arte vem de Tainá Corrêa, da revistabula.com. São 330 obras sobre o tema liberadas para download gratuito (no formato pdf), em uma cortesia da Getty Publicações. “São títulos premiados, publicados entre 1968 e 2018, e podem ser pesquisadas por temas, títulos, autores ou palavras-chave. Além de catálogos raros e estudos críticos, o acervo contempla obras sobre arqueologia, fotografia, pintura, escultura, arquitetura, história da arte, cerâmica, conservação e restauração; tanto para o público em geral, quanto para especialistas.” 

http://www.getty.edu/publications/virtuallibrary/index.html

As mais bonitas do Brasil

Para quem, como eu, tem grande apreço pelas bibliotecas públicas, a repórter Mariana Felipe, da Revista Bula, listou, por meio de votação dos seus leitores, as “15 mais bonitas do país”. A primeira delas aberta ao público no Brasil, segundo o artigo, foi em 1811, na Bahia. Estima-se que hoje existam 6 mil no país.

Real Gabinete Português de Leitura – Rio de Janeiro

Aberta ao público desde 1900, possui a maior coleção de obras lusófonas fora de Portugal, com cerca de 350 mil volumes. Ocupa edifício gótico-renascentista, inaugurado em 1887.

Biblioteca Pública do Paraná – Curitiba

Fundada em 1857, possui acervo de aproximadamente 650 mil livros, além de jornais, revistas, mapas, manuscritos etc.

Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro

Criada por D. João em1810 possui hoje acervo estimado em 9 milhões de peças e é considerada pela Unesco uma das dez maiores bibliotecas nacionais e a maior da América Latina.

Biblioteca da Floresta – Rio Branco

Inaugurada em 2007, é especializada em autores e temas da Amazônia e do Acre. Fica no Parque da Maternidade.

Biblioteca Nacional de Brasília

Possui acervo de cerca de 30 mil obras e, embora projetada no plano original da capital federal, do arquiteto Lúcio Costa, só foi entregue ao público no final de 2006.

Biblioteca Mário de Andrade – São Paulo

Fundada em 1925, ocupa edifício projetado pelo francês, Jaques Pilon, e é considerado um ícone da art-déco na capital paulista.

Biblioteca Pública Estadual do Amazonas – Manaus

Inaugurada em 1910, ocupa um prédio em estilo neoclássico e tem acervo com mais de 70 mil peças.

Biblioteca Infante D. Henrique – Salvador

Fundada em 1863 como Gabinete Português de Leitura de Salvador, tem sua atual sede em estilo gótico projetado pelo arquiteto italiano Alberto Barelli e acervo de cerca de 25 mil volumes.

Biblioteca de São Paulo

Inaugurada em 2010, faz parte do projeto de revitalização da área onde funcionou o presídio do Carandiru. Ocupa área de mais de 4 mil metros quadrados e tem acervo de 43 mil títulos.

Biblioteca Parque de Manguinhos – Rio de Janeiro

Inaugurada em 2010, conta com acervo de cerca de 25 mil volumes e foi inspirada em experiências adotadas em Medelín e Bogotá, na Colômbia.

Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais – Belo Horizonte

Fundada em 1954, foi projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer e possui acervo de cerca de 550 mil exemplares, entre livros, revistas e jornais.

Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul – Porto Alegre

Criada oficialmente em 1871, foi aberta ao público em 1922 e possui acervo de 240 mil peças, entre elas livros raros dos séculos XVI ao XIX.

Biblioteca Pública do Estado da Bahia – Salvador

Criada em 1811, foi a primeira biblioteca pública da América do Sul e possui acervo de 120 mil livros, entre eles cerca de 60 mil títulos raros publicados desde o séculos XVI.

Biblioteca Pública Benedito Leite – São Luís´

É a maior do Estado, com acervo de cerca de 140 mil títulos. Fundada em 1826, foi transferida para a atual sede em 1951.

Biblioteca Pública do Acre – Rio Branco

Inaugurada em 1979, conta com acervo de cerca de 25 mil livros e funciona como centro cultural com mostras de filmes, cursos e oficinas.

Jóia da coroa americana completa 219 anos

A maior e mais importante biblioteca pública do mundo, a Biblioteca do Congresso dos EUA (Library of Congress) completa, no próximo mês de abril, 219 anos de atividades com uma acervo e uma história invejáveis. São mais de 32 milhões de livros, mais de 63 milhões de manuscritos, cerca de 3 milhões de gravações em áudio e a maior coleção de livros raros da América do Norte, incluindo uma das quatro cópias restantes da Bíblia de Gutenberg em papel velino.

Entre os fatos que marcam a história do lugar estão pelo menos dois grandes incêndios (acontecidos ainda no Século XIX, ressalte-se). O primeiro por ocasião da invasão das tropas britânicos ao prédio do Capitólio em agosto de 1814. A biblioteca estava hospedada no prédio e teve seus cerca de 3 mil volumes queimados. O conteúdo foi logo reposto com o acervo pessoal de 6.487 livros do ex-presidente Thomas Jefferson. Em dezembro de 1851 outro incêndio destruiu um patrimônio já em 35 mil volumes, retratos originais de Cristóvão Colombo e dos cinco primeiros presidentes dos EUA, pintados por Gilbert Stuart, além de estátuas de George Washington, Jefferson e do Marquês de Lafayette e do primeiro mapa a registrar a existência dos Estados Unidos.

Hoje, a biblioteca do Congresso é item de destaque nos guias de turismo. Lá, além da arquitetura monumental e um interior impactante, os visitantes têm acesso à salas de leitura com mais de 40 milhões de exemplares traduzidos de mais de 470 idiomas e podem conhecer tesouros como os diários manuscritos de George Washington, os primeiros desenhos sobre a Lua de Galileu.

Boa parte do seu acervo já digitalizado está disponível a qualquer interessado no site da instituição: http://www.loc.gov.

Referência para crianças e adolescentes

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Moinho da Cascata – Prédio de 1905, em Caxias do Sul, será a sede do Instituto Quindim.

Boa notícia que chega pelo blog “Era Outra Vez”, de Bruno Molinero, no site da Folha. Caxias do Sul ganha, a partir de 30 de novembro, uma biblioteca com 5 mil títulos infanto-juvenis de todo o mundo. A iniciativa, batizada de “Instituto de Leitura Quindim”, chega com a promessa de ser um dos principais centros de referência no assunto. Os visitantes, segundo o jornalista, poderão fazer consultas no local e usuários cadastrados poderão levar livros para casa por até 15 dias. O espaço terá ainda centro de pesquisa, livraria e, a partir do ano que vem, um prêmio literário anual.