Villa-Lobos ganha nova biografia

Villa-Lobos e a mulher Arminda desembarcando no Galeão/Foto: Museu Villa-Lobos

Sai no ano que vem uma nova biografia do compositor e maestro Heitor Villa-Lobos (1887-1959), aclamado como um dos maiores nomes da música clássica brasileira em todos os tempos. O livro tem autoria do músico, pesquisador e escritor Wilson Baptista e, traz, segundo entrevista do autor para o blog da editora Companhia das Letras, novidades como uma genealogia inédita de Villa e outras revelações relativas às viagens de mocidade do compositor.

Filho de uma dona de casa e de um funcionário da Biblioteca Nacional e músico amador, Villa-Lobos aprendeu com o pai Raul Villa-Lobos a tocar clarinete e violoncelo a partir dos seis anos. Aos 18, partia em viagens pelo país, visitando estados como o Espírito Santo, Bahia e Pernambuco, onde passa temporadas em engenhos e fazendas do interior em busca do folclore local. No início da década de 20, já celebrado no Brasil, o músico vai pela primeira vez à Europa, onde retornaria em celebradas turnês nos anos seguintes. Villa morreu de câncer, há 60 anos, no Rio de Janeiro.

A comédia de Wilde

A vida vertiginosa de Oscar Wilde – de sua condenação a dois anos de trabalho forçado, em 1895, por sodomia e corrupção da juventude, ao sucesso de uma criação literária que em cerca de oito anos produziu clássicos em contos, peças e em seu único romance, “O Retrato de Dorian Gray” – é contada de forma gráfica em “La Divina Comedia de Oscar Wilde”, do ilustrador espanhol Javier de Isusi. Segundo matéria recente do El País, a obra é um trabalho de mais de 300 páginas ao qual o autor dedicou cinco anos, entre tarefas de pesquisa, roteiro e desenho.

À venda na Amazon, em edição de capa dura, por R$ 820.

Benjamin Moser lança biografia de Susan Sontag

Matéria original do The New York Times, publicada aqui pelo Aliás, do Estadão, aborda a nova – e elogiada – biografia assinada por Benjamin Moser. Depois da bem-sucedida obra sobre Clarice Lispector, Moser acaba de lançar, nos EUA, “Sontag”.

Segundo a matéria, o autor passou sete anos escrevendo o livro, que resultou em um volume de 800 páginas sobre a vida e o trabalho da ensaísta, romancista e ativista política, de sua infância como a criança precoce Susan Lee Rosenblatt à posição de ícone cultural até sua morte em dezembro de 2004, em NY. Foram 600 pessoas entrevistadas, entre elas a fotógrafa Annie Leibovitz, com a qual Sontag manteve um duradouro relacionamento, e um acesso sem precedentes aos periódicos, cartas, fotografias e até mesmo o computador pessoal da autora, um acervo hoje mantido na Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

O livro, segundo a jornalista Nina Siegel, “é um marco biográfico, a primeira grande reintrodução ao público de um peso pesado literário incomparável, desde sua morte, há 15 anos. Moser mergulha profundamente na vida pessoal de Sontag e em seu trabalho, explorando escritos publicados e não publicados e dando um tempo com frequência para analisar as influências emocionais, intelectuais e sociais de Sontag”.

Matéria na íntegra, para assinantes: https://alias.estadao.com.br/noticias/geral,susan-sontag-ganha-biografia-escrita-por-benjamin-moser,70003015762

Os Estados Unidos contra Edward Snowden

Foto: Irish Times

Um dos mais famosos foragidos da Justiça no mundo, conforme citado em matéria do El País, Edward Snowden está sendo processado pelo Governo dos EUA por violar “as obrigações expressas” de confidencialidade ao publicar seu livro de memórias “Eterna Vigilância” (Permanent Record), que acaba de ser lançado no Brasil pela Planeta. Snowden é um ex-funcionário da CIA e ex-analista da Agência de Segurança Nacional (NSA), acusado pelos EUA de ter revelado, há seis anos, detalhes do programa de vigilância do país em escala mundial e hoje vivendo na Rússia. Segundo nota do Departamento de Justiça norte-americano sobre a ação judicial, a intenção do Governo não é deter ou restringir a publicação ou distribuição do livro, e sim impedir que o autor obtenha lucro com ele.

Demasiado humano

Pensador igualmente admirado por Albert Camus e Adolf Hitler, o filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900), ou melhor, sua mais recente biografia “Eu Sou Dinamite! A vida de Friedrich Nietzsche” é tema de artigo assinado por Pedro Duarte e publicado no site da FSP. Segundo ele, o livro, da historiadora Sue Prideaux, lançado aqui pela Crítica/Grupo Planeta, tem entre seus méritos o fato de abordar não os grandes feitos da figura heróica do filósofo, mas “a vida de um homem ao rés do chão”. “É uma descida mundana que restitui a humanidade real dos personagens, em vez de corroborar sua idealização”, avalia. 

Matéria na íntegra pelo link https://quatrocincoum.folha.uol.com.br/br/resenhas/b/a-vida-como-ela-e.

Veja o que foi comentado sobre a obra também nos principais jornais da Grã-Bretanha:

“Livro esplêndido. Um relato maravilhosamente escrito, e muitas vezes comovente, de uma vida dedicada à conquista da grandeza intelectual e à exploração das condições para o seu florescimento. Nietzsche ficaria orgulhoso…” – The Financial Times

“Esta é a biografia que Friedrich Nietzsche tem clamado desde o dia em que perdeu a razão e abraçou um cavalo em uma praça de Turim, em 1889. Prideaux traz uma luz calma e constante para suportar o mais incandescente dos poetas-filósofos, com resultados esclarecedores”. – The Guardian