Um outro lado de Dickens

Imagem: greatestbritons.com

Uma face pouco lisonjeira de Dickens é comentada em matéria de Rafa de Miguel, de Londres, para o El País. O principal romancista da história da literatura inglesa foi também um marido cruel, que depois de 20 anos de casamento teria movido céus e terra na tentativa de internar a mulher, Catherine, em um manicômio para assim desfrutar com mais liberdade do seu romance com a atriz Ellen Ternan.

Segundo John Bowen, professor de Literatura da Universidade de York, entrevistado na matéria, traços sombrios da personalidade do escritor podem ser reconhecidos em personagens de clássicos como “Grandes Esperanças”. Para ele, “um romance cheio de culpa, de vergonha. Seu personagem principal (Pip) se sente incompreendido e é alguém que magoou muito gente”.

Matéria na íntegra no link: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/03/01/cultura/1551475506_900644.html.

“Cem Anos de Solidão” terá adaptação da Netflix

Vídeo divulgado junto ao anúncio da adaptação da obra-prima do realismo mágico

“Cem Anos de Solidão”, obra de Gabriel García Márquez lançada em 1967 e celebrada nos quatro cantos do planeta, vai virar série da Netflix. A gigante do serviço de streaming anunciou a novidade nesta semana e ressaltou em uma rede social que é a primeira vez em 50 anos que a família do autor permite uma adaptação do romance para as telas. Os filhos Rodrigo e Gonzalo García serão os produtores executivos da série, que deve ser gravada na Colômbia e falada em espanhol.

Salinger inédito

Jerome David Salinger em foto do thedailybeast.com

Conforme notícia da Associated Press reproduzida pelo jornal O Estado de SP, Matt Salinger afirma que textos inéditos do seu pai, J. D. Salinger (1919-2010), serão publicados. Nascido em Manhattan, filho de pai judeu de origem polaca e mãe de origem escocesa, o autor teve apenas quatro títulos publicados, entre eles o cultuado “O Apanhador no Campo de Centeio”. Salinger parou de publicar nos anos 60, mas continuou produzindo pelos 50 anos seguintes.

Seu último trabalho foi publicado em 1965 e o escritor passou a viver recluso. Raramente falava com a imprensa e proibiu a reimpressão de sua obra. Ainda segundo o artigo do Estadão, com o centenário de nascimento do autor neste ano de 2019, a família de Salinger vem dando mostras de alguma abertura, permitindo também novas capas e edições especiais de sua obra.

Clássicos em edição de luxo

Depois de “O Patinho Feio e Outras Estórias”, do dinamarquês Hans Christian Andersen (1805-1875), a editora 34 reúne agora, em edição de luxo, obras clássicas da literatura infantil de Jacob (1785-1863) e Wilhelm Grimm (1786-1859) em “Contos Maravilhosos Infantis & Domésticos”, com tradução de Christine Rôhrig e projeto gráfico de Raul Loureiro . A obra, lançada originalmente em 1812, reúne narrativas recolhidas da tradição oral – “Chapeuzinho Vermelho”, “Branca de Neve”, “A Bela Adormecida”, “Rapunzel” e “O Gato de Botas” para citar algumas – e, segundo artigo assinado pelo escritor Flávio Ricardo Vassoler em edição recente do Aliás, ocupa o primeiro lugar entre os livros alemães mais traduzidos no mundo, à frente do “Manifesto Comunista”, de Marx e Engels.

168 anos de Joyce

James Augustine Aloysius Joyce, o celébre escritor irlandês James Joyce, completaria hoje, 2 de fevereiro, 168 anos. Conforme resgata o blog da editora Companhia das Letras, Joyce era o mais velho de dez filhos de uma família que, após uma breve prosperidade, caiu na pobreza. Ainda assim, foi educado nas melhores escolas de Dublin. Em 1902 muda-se para Paris. No ano seguinte regressa a Dublin em função da morte da mãe.

Em 1907 são publicados, em Londres, os poemas de “Música de Câmara”. Em 1914, o livro de contos “Dublinenses”. Na sequência saem “Um Retrato do Artista Quando Jovem” (1916) e a peça “Exilados” (1918). Em 1922 publica, em Paris, o livro que vinha trabalhando desde 1914 e que lhe garantiu relevância mundial: “Ulysses”. No mesmo ano, começa a escrever “Finnegans Wake” e, apesar dos problemas enfrentados em um olho e profundamente abalado pela doença mental da filha, publica o livro em 1939.

Depois do início da Segunda Guerra Mundial, o escritor vai morar na França ainda não ocupada. Em dezembro de 1940, quase cego, vai para Zurique, onde morre em janeiro de 1941 de úlcera e peritonite generalizada durante uma cirurgia.