Hamlet por Geraldo Carneiro

Edição da L&PM, de 1997

Tem lançamento previsto para hoje, na Livraria Travessa, do Leblon, no Rio de Janeiro, a nova tradução de “Hamlet”, de Shakespeare. A edição sai pela Maneira Advogados e é assinada por Geraldo Carneiro, que já traduziu outras peças do autor como “A Tempestade” e sonetos diversos. Carneiro é poeta, dramaturgo, roteirista, letrista com músicas gravadas por nomes como Tom Jobim e Vinicius de Moraes, além de imortal da Academia Brasileira de Letras desde 2017.

Ziraldo inesquecível

Um dos principais artistas gráficos do país e autor de obras clássicas da nossa literatura infanto-juvenil, Ziraldo Alves Pinto, completa 87 anos no próximo dia 24. Nascido em Caratinga (MG) em 1932, Ziraldo iniciou sua carreira nos anos 50 e teve atuação destacada nos principais jornais e revistas do país. Caricaturista, chargista, jornalista, escritor, teatrólogo, cartazista e pintor, foi um dos fundadores de “O Pasquim” e lançou seu primeiro livro infantil (“Flicts”) em 1969. No ano passado, sofreu um AVC e chegou a ficar internado por cerca de um mês, no Rio de Janeiro. Abaixo seleção de “10 obras inesquecíveis do autor, feita pelo Estadão no ano passado por ocasião de seu aniversário de 86 anos.

“O Menino Maluquinho”

“Flicts”

“O Bichinho da Maçã”

“A Turma do Pererê”

“O Joelho Juvenal”

“O Planeta Lilás”

“O Menino da Lua”

“Meninas”

“Tantas Tias”

“A Fábula das Três Cores”  

Celebrando Machado

Falecia, há exatos 111 anos, no Rio de Janeiro, Joaquim Maria Machado de Assis. Jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, Machado de Assis, nascido em 21 de junho de 1839, publicou seu primeiro livro, a tradução de “Queda que as Mulheres têm pelos Tolos”, em 1861. O primeiro livro de poesias, “Crisálidas”, saiu três anos depois e o primeiro romance, “Ressurreição”, foi publicado em 1872. Mais de um século depois, o escritor segue inabalável no topo dos grandes nomes da literatura brasileira e um dos mais importantes autores da língua portuguesa. Abaixo a bibliografia de Machado, segundo o site da Academia Brasileira de Letras.

-“Queda que as Mulheres têm para os Tolos” (tradução), 1861
-“Desencantos”, 1861
-“Teatro”, 1863
-“Quase Ministro”, 1864
-“Crisálidas”, 1864
-“Os Deuses de Casaca“, 1866
-“Falenas”, 1870

-“Contos Fluminenses“, 1870
-“Ressurreição”, 1872
-“Histórias da Meia-noite”, 1873
-“A Mão e a Luva”, 1874
-“Americanas”, 1875
-“Helena”, 1876
-“Iaiá Garcia”, 1878
-“Memórias Póstumas de Brás Cubas”, 1881
-“Tu, só tu, Puro Amor”, 1881
-“Papéis Avulsos”, 1882
-“Histórias sem Data”, 1884
-“Quincas Borba”, 1891
-“Várias Histórias”, 1896
-“Páginas Recolhidas”, 1899
-“Dom Casmurro”, 1899
-“Poesias Completas”, 1901
-“Esaú e Jacó”, 1904
-“Relíquias de Casa Velha”, 1906
-“Memorial de Aires”, 1908
-“Crítica”, 1910
-“Outras Relíquias”, 1910
-“Correspondência”, 1932
-“Crônicas”, 4 vols., 1937
-“Crítica Literária”, 1937
-“Casa Velha”, 1944

O gato de Eliot

Curious Cat/Tozé Fonseca/Olhares – Fotografia Online

Do livro “T. S. Eliot – Poemas”, com tradução de Caetano W. Galindo para a edição da Companhia das Letras.

O Gato Bento se Apresenta

Eu era Pirata, singrei Sete Mar –

Mas se aposentei e piciso de grana;

Por isso cêis me acha aqui nesse lugar,

Cuidano da porta dum prédio bacana.

Apriceio cumê tudo os bicho da asa

E um leite bem gordo, no prato ou na cuia;

Aceito uns golinho pur conta da casa

E um pêxe sargado, dispois da patruia.

Sô meio grossero, sô meio sem jeito,

Mas cuido do pelo, ando tudo pimpão.

Os povo comenta, e pra mim tá perfeito:

“O Bento é direito, tem bão coração.”

Sufri coisas feia nos mar do estrangero,

A voz é orrive, num tenho talento;

Mas posso afirmá, e eu não sô de exagero,

Que tem umas moça que adora esse Bento.

Então, pra falá co chefão, o iditor,

Te dô essa dica, que é tudo que importa:

É muito mais útil, tem bem mais valor,

Fazê amizade co Gato da porta.

BENTO.

Cat Morgan Introduces Himself

I once was a Pirate what sailed the ‘igh seas –

But now I’ve retired as a com-mission-aire:

And that’s how you find me a-tankin’ my ease

And keepin’ the door in a Bloomsbury Square.

I’m partial to partridges, likewise to grouse,

And I favour that Devonshire cream in a bowl;

But I’m allus content with a drink on the ‘ouse

And a bit o’ cold fish when I done me patrol.

I ain’t got much polish, me manners is gruff,

But I’ve got a good coat, and I keep meself smart;

And everyone says, and I guess that’s enough:

‘You can’t but like Morgan, ‘e’s got a kind ‘ art.’

I got knocked about on the Barbary Coast,

And me voice it ain’t no sich melliferous horgan;

But yet I can state, and I’m not one to boast,

That some of the gals is dead keen on old Morgan.

So if you ‘ave business with Faber – or Faber –

I’ll give you this tip, and it’s worth a lost more:

You’ll save yourself time, and you’ll spare yourself labour

If jist you make friends with the Cat at the door.

MORGAN.

Crusoé faz 300 anos

Imagem: Beta.turismochile.cl

Num dos melhores exemplos da longevidade que uma boa história pode alcançar, “Robinson Crusoe” completa neste ano três séculos de seu lançamento. Escrito por Daniel Defoe e publicado originalmente em 1719 no Reino Unido, foi o primeiro romance publicado em folhetins, no caso no jornal The Daily Post. Epistolar, confessional e em tom didático, o livro é narrado pelo personagem-título, um náufrago que passa 28 anos em uma ilha remota próxima a Trinidad, no sul do Caribe.

Segundo artigo da Wikepedia, supõe-se que o enredo tenha sido inspirado na história do náufrago escocês Alexander Selkirk, que viveu durante quatro anos em uma ilha do Pacífico, hoje renomeada como Ilha Robinson Crusoe. Ainda segundo a mesma fonte, no final do século XIX, nenhum livro de história da literatura ocidental tinha mais reimpressões, obras derivadas e traduções do que o livro de Defoe.