O espírito natalino por Dickens

Mais que um clássico no gênero, “Uma Canção Natalina”, o livro de Charles Dickens lançado recentemente pelo selo Penguin, é responsável pela forma como a data é – ou deveria ser – celebrada nos dias de hoje, uma ocasião para agradecer e ajudar o próximo.

“Uma Canção” conta a história de Ebenezer Scrooge, que, incapaz de compartilhar momentos de amizade e de compreender a magia do Natal, só encontra refúgio na riqueza e na solidão. Até que recebe, num dia 24 de dezembro, a visita do fantasma do ex-sócio falecido há sete anos.

Com várias traduções em português, o livro, lançado originalmente em 19 de dezembro de 1843, com ilustrações de John Leech, foi escrito em menos de um mês para pagar dívidas do autor e tornou-se um sucesso instantâneo, com mais de seis mil cópias vendidas na primeira semana.

Clássico brasileiro em HQ

Reedição de clássico de José Mauro de Vasconcelos lançada em 2018

Segundo notícia do blog Babel, do Estadão, “O Meu Pé de Laranja Lima” – relançado em edição especial no ano passado pela Melhoramentos para marcar os 50 anos da obra, vai ganhar agora uma versão em quadrinhos. O livro de José Mauro de Vasconcelos (1920-1984) será adaptado por Luiz Antônio Aguiar e ilustrado por Franco de Rosa e equipe. O lançamento, pela mesma Melhoramentos, está previsto para março do ano que vem.

A edição em HQ, ainda de acordo com o blog, faz parte da iniciativa de resgate da obra do escritor, que deve contemplar, no total, 20 títulos. Nos próximos dias chegam às prateleiras “Banana Brava”, “Longe da Terra”, “Barro Blanco” e “Vazante”. Outros dez títulos devem ser lançados no ano que vem.

A poesia de Thomas Stearns Eliot

IV

They eyes are not here

There are no eyes here

In this  valley of dying stars

In this hollow valley

This broken jaw o four lose kingdoms

In the last of meeting places

We grope together

And avoid speech

Gathered on this beach of the tumid river

Sightless, unless

The eyes reappear

As the perpetual star

Multifoliate rose

Of death’s twilight kingdom

The hope only

Of empty men.

Foto: The British Library

Os olhos não estão aqui

Não há olhos aqui

Nesse vale de estrelas moribundas

Neste vale oco

Mandíbula partida de nossos reinos perdidos

Neste último dos pontos de encontro

Tateamos unidos

E calamos a fala

Reunidos na praia do túmido rio

Sem ver, a não ser

Que os olhos ressurjam

Como estrela perpétua

Multifoliada rosa

Do reino crepuscular da morte

Esperança apenas

De homens vazios.

Trecho do poema “Os Homens Ocos” (1925), do livro “T.S.Eliot – Poemas”, em edição da Companhia das Letras e tradução de Caetano W. Galindo.

Hamlet por Geraldo Carneiro

Edição da L&PM, de 1997

Tem lançamento previsto para hoje, na Livraria Travessa, do Leblon, no Rio de Janeiro, a nova tradução de “Hamlet”, de Shakespeare. A edição sai pela Maneira Advogados e é assinada por Geraldo Carneiro, que já traduziu outras peças do autor como “A Tempestade” e sonetos diversos. Carneiro é poeta, dramaturgo, roteirista, letrista com músicas gravadas por nomes como Tom Jobim e Vinicius de Moraes, além de imortal da Academia Brasileira de Letras desde 2017.