Ziraldo inesquecível

Um dos principais artistas gráficos do país e autor de obras clássicas da nossa literatura infanto-juvenil, Ziraldo Alves Pinto, completa 87 anos no próximo dia 24. Nascido em Caratinga (MG) em 1932, Ziraldo iniciou sua carreira nos anos 50 e teve atuação destacada nos principais jornais e revistas do país. Caricaturista, chargista, jornalista, escritor, teatrólogo, cartazista e pintor, foi um dos fundadores de “O Pasquim” e lançou seu primeiro livro infantil (“Flicts”) em 1969. No ano passado, sofreu um AVC e chegou a ficar internado por cerca de um mês, no Rio de Janeiro. Abaixo seleção de “10 obras inesquecíveis do autor, feita pelo Estadão no ano passado por ocasião de seu aniversário de 86 anos.

“O Menino Maluquinho”

“Flicts”

“O Bichinho da Maçã”

“A Turma do Pererê”

“O Joelho Juvenal”

“O Planeta Lilás”

“O Menino da Lua”

“Meninas”

“Tantas Tias”

“A Fábula das Três Cores”  

Celebrando Machado

Falecia, há exatos 111 anos, no Rio de Janeiro, Joaquim Maria Machado de Assis. Jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, Machado de Assis, nascido em 21 de junho de 1839, publicou seu primeiro livro, a tradução de “Queda que as Mulheres têm pelos Tolos”, em 1861. O primeiro livro de poesias, “Crisálidas”, saiu três anos depois e o primeiro romance, “Ressurreição”, foi publicado em 1872. Mais de um século depois, o escritor segue inabalável no topo dos grandes nomes da literatura brasileira e um dos mais importantes autores da língua portuguesa. Abaixo a bibliografia de Machado, segundo o site da Academia Brasileira de Letras.

-“Queda que as Mulheres têm para os Tolos” (tradução), 1861
-“Desencantos”, 1861
-“Teatro”, 1863
-“Quase Ministro”, 1864
-“Crisálidas”, 1864
-“Os Deuses de Casaca“, 1866
-“Falenas”, 1870

-“Contos Fluminenses“, 1870
-“Ressurreição”, 1872
-“Histórias da Meia-noite”, 1873
-“A Mão e a Luva”, 1874
-“Americanas”, 1875
-“Helena”, 1876
-“Iaiá Garcia”, 1878
-“Memórias Póstumas de Brás Cubas”, 1881
-“Tu, só tu, Puro Amor”, 1881
-“Papéis Avulsos”, 1882
-“Histórias sem Data”, 1884
-“Quincas Borba”, 1891
-“Várias Histórias”, 1896
-“Páginas Recolhidas”, 1899
-“Dom Casmurro”, 1899
-“Poesias Completas”, 1901
-“Esaú e Jacó”, 1904
-“Relíquias de Casa Velha”, 1906
-“Memorial de Aires”, 1908
-“Crítica”, 1910
-“Outras Relíquias”, 1910
-“Correspondência”, 1932
-“Crônicas”, 4 vols., 1937
-“Crítica Literária”, 1937
-“Casa Velha”, 1944

73 anos na defesa do livro

Foto da edição do ano passado da Bienal de SP. Fonte: Bienaldolivrosp.com.br

Fundada por um grupo de editores e livreiros em assembleia realizada em 1946 na livraria O Pensamento, de São Paulo, a Câmara Brasileira do Livro completa hoje 73 anos de atividades. Atualmente, segundo a própria CBL, a entidade tem mais de 400 associados no país entre editores, distribuidores e livreiros, reunidos em torno de uma causa fundamental: a construção de um país com melhor educação por meio do livro e da leitura.

Entre outras iniciativas de destaque, a CBL é a organizadora da Bienal Internacional do Livro de São Paulo (a edição do ano passado contabilizou um público de 600 mil visitantes e a próxima já tem data marcada: 30 de outubro a 8 de novembro do ano que vem) e do Prêmio Jabuti, realizado há seis décadas e o mais tradicional e prestigiado do país.

Crusoé faz 300 anos

Imagem: Beta.turismochile.cl

Num dos melhores exemplos da longevidade que uma boa história pode alcançar, “Robinson Crusoe” completa neste ano três séculos de seu lançamento. Escrito por Daniel Defoe e publicado originalmente em 1719 no Reino Unido, foi o primeiro romance publicado em folhetins, no caso no jornal The Daily Post. Epistolar, confessional e em tom didático, o livro é narrado pelo personagem-título, um náufrago que passa 28 anos em uma ilha remota próxima a Trinidad, no sul do Caribe.

Segundo artigo da Wikepedia, supõe-se que o enredo tenha sido inspirado na história do náufrago escocês Alexander Selkirk, que viveu durante quatro anos em uma ilha do Pacífico, hoje renomeada como Ilha Robinson Crusoe. Ainda segundo a mesma fonte, no final do século XIX, nenhum livro de história da literatura ocidental tinha mais reimpressões, obras derivadas e traduções do que o livro de Defoe.

Clássico parnasiano

Abaixo, poema clássico do parnasianismo brasileiro, publicado em 1883 e assinado pelo magistrado, professor, diplomata e poeta Raimundo Correia, falecido há 108 anos, completados hoje, 13 de setembro. Nascido em 13 de maio de 1859, a bordo do navio São Luís, ancorado na Baía de Mogúncia, no Maranhão, Correia era filho de desembargador e descendente de duques.

Depois dos estudos preparatórios feitos na corte do Rio de Janeiro, no Internato do Colégio Nacional, hoje Pedro II, matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo onde integrou um grupo de nomes que viriam a se destacar nas Letras, no Jornalismo e na Política, como Raul Pompeia, Teófilo Dias, Eduardo Prado, Afonso Celso, Augusto de Lima, Valentim Magalhães, Fontoura Xavier e Silva Jardim.

Chegou a ser preso após a Proclamação da República e mais tarde nomeado juiz de direito em São Gonçalo de Sapucaí, no sul de Minas. Em 1892 foi nomeado diretor da Secretaria de Finanças de Ouro Preto, então capital mineira, onde foi também professor da Faculdade de Direito.

Fonte: Academia Brasileira de Letras.

A CAVALGADA

A lua banha a solitária estrada…
Silêncio!… Mas além, confuso e brando,
O som longínquo vem-se aproximando
Do galopar de estranha cavalgada.

São fidalgos que voltam da caçada;
Vêm alegres, vêm rindo, vêm cantando.
E as trompas a soar vão agitando
O remanso da noite embalsamada…

E o bosque estala, move-se, estremece…
Da cavalgada o estrépito que aumenta
Perde-se após no centro da montanha…

E o silêncio outra vez soturno desce…
E límpida, sem mácula, alvacenta,
A lua a estrada solitária banha…
                                                                           (Sinfonias)