Zélia na memória

Zélia, Sartre, Beauvoir, Amado e Mãe Senhora. Foto: Fundação Casa de Jorge Amado

Há 11 anos, a literatura nacional perdia Zélia Gattai. Nascida em São Paulo em 2 de julho 1916, foi casada com Jorge Amado e conseguiu projeção já com seu primeiro livro de memórias, “Anarquistas Graças a Deus”. Lançado em 1979 e adaptado com grande sucesso para uma série de TV, narra a vida dos pais, a realidade dos imigrantes italianos no Brasil e sua infância em São Paulo. Em 2001 foi eleita imortal pela Academia Brasileira de Letras (ABL).

Abaixo a bibliografia da escritora. Fonte: ABL

Memórias
“Anarquistas Graças a Deus”, 1979
-“Um Chapéu para Viagem”, 1982.
“Pássaros Noturnos do Abaeté”, com gravuras de Calasans Neto, 1983
“Reportagem Incompleta”, com fotografias de sua autoria, 1987
“Jardim de Inverno”, 1988
“Chão de Meninos”, 1992.
“A Casa do Rio Vermelho”, 1999
“Città di Roma”, ilustrado com fotografias de época, 2000
“Códigos de Família”, 2001
“Jorge Amado: um Baiano Sensual e Romântico”, 2002

Literatura infanto-juvenil
“Pipistrelo das Mil Cores”, com ilustrações de Pink Wainer, 1989
“Jonas e a Sereia”, com ilustrações de Roger Mello, 2000

Romance
“O Segredo da Rua 18”, ilustrado por Ricardo Leite, 1991
“Crônica de uma Namorada”, 1995

94 anos de Rubem Fonseca

Rubem Fonseca comemora 90 anos com livro de contos
Foto do site sabado.pt

Hoje, 11/5, é dia de celebrar os 94 anos do nascimento do contista, romancista, ensaista, cronista e roteirista Rubem Fonseca. Filho de imigrantes portugueses, José Rubem Fonseca nasceu em Juiz de Fora, formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, atuou como comissário na Polícia do Rio, lecionou na Fundação Getúlio Vargas, atuou na Light e, a partir daí, passou a se dedicar integralmente à literatura, tornando-se um dos principais escritores brasileiros contemporâneos.

Abaixo romances, contos e crônicas assinados pelo autor. Fonte: Wikepedia.

ROMANCES

“O Caso Morel” – 1973

“A Grande Arte” – 1983

“Bufo & Spallanzani” – 1986

“Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos” – 1988

“Agosto” – 1990

“O Selvagem da Ópera” – 1994

“E do Meio do Mundo Prostituto só Amores Guardei ao meu Charuto” – 1977

“O Doente Molière” – 2000

“Diário de um Fescenino” – 2003

“Mandrake, a Bíblia e a Bengala” – 2005

“O Seminarista” – 2009

“José” – 2011

CONTOS

“Os Prisioneiros” – 1963

-“A Coleira do Cão” – 1965

“Lúcia McCartney” – 1969

“O Homem de Fevereiro ou Março” – 1973

“Feliz Ano Novo” – 1975

“O Cobrador” – 1979

“Romance Negro e Outras Histórias” – 1992

“O Buraco na Parede” – 1995

“Histórias de Amor” – 1977

“A Confraria dos Espadas” – 1998

“Secreções, Excreções e Desatinos” – 2001

“Pequenas Criaturas” – 2002

-“64 Contos de Rubem Fonseca” – 2004

“Ela e Outras Mulheres” – 2006

“Axilas e Outras Histórias Indecorosas” – 2011

“Amálgama” – 2013

“Histórias Curtas” – 2015

“Calibre 22” – 2017

“Carne Crua” – 2018

CRÔNICAS

-“O Romance Morreu” – 2007

Escritoras extraordinárias

A lista foi feita pelo Blog da Companhia das Letras em março do ano passado, por ocasião do Dia Internacional da Mulher, mas vale como dica para o Dia das Mães ou qualquer outro. Abaixo a seleção (com complementos) de “20 escritoras extraordinárias” com obras publicadas por selos do grupo Companhia e os respectivos títulos.

Hilda Hilst –  “Da Poesia” (livro lançado em 2017. No ano seguinte, foram publicados ainda “Da Prosa”, “Júbilo, Memória, Noviciado e Paixão” e “De Amor Tenho Vivido”.

Chimamanda Ngozi Adichie“Meio Sol Amarelo”, “Hibisco Roxo”, “Americanah”, “Sejamos Todos Feministas”, “Para Educar Crianças Feministas”, “No Seu Pescoço”.

Rebecca Solnit“A Mãe de Todas as Perguntas”

Lilia Moritz Schwarcz“As Barbas do Imperador: D. Pedro II, um Monarca nos Trópicos”, “O Espetáculo das Raças”, “O Sol do Brasil”, “Nem Preto Nem Branco, Muito Pelo Contrário”, “Brasil: Uma Biografia”, “Lima Barreto: Triste Visionário” e várias outras obras, inclusive para o público infanto-juvenil.

Ana Cristina Cesar“Poética” e “Crítica e Tradução”.

Angélica Freitas“Um Útero é do Tamanho de um Punho”. Teve publicada também a HQ “Guadalupe”.

Virginia Woolf“Orlando” e “Mrs. Dalloway”

Caitlin Moran“Como ser Mulher” e “Do que é Feita uma Garota”.

E. Lockhart“O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks”, “Mentirosos” e “Fraude Legítima”.

Lygia Fagundes Telles“As Meninas”, “Antes do Baile Verde” e dezenas de outras obras.

Martha Batalha “A Vida Invísivel de Eurídice Gusmão” e “Nunca Houve um Castelo”.

Nicole Krauss“Floresta Escura”, “A Memória de Nossas Memórias” e “A História do Amor”.

Elizabeth Strout“Meu Nome é Lucy Barton” e “Olive Kitteridge”.

Maria Valéria Rezende“Quarenta Dias”, “Vasto Mundo”, “Modo de Apanhar Pássaros à Mão”, “O Voo da Guará Vermelha”, “Outros Cantos”, “Carta à Rainha Louca”.

Carol Bensimon “Sinuca Embaixo d’Água”, “Todos Nós Adorávamos Caubóis”, “O Clube dos Jardineiros de Fumaça”.

Alice Munro“Felicidade Demais”, “O Amor de Uma Boa Mulher”, “Vida Querida”.

Elvira Vigna “Como se Estivéssemos em Palimpseto de Putas”, “Por Escrito”, “A Um Passo”.

Helena Morley“Minha Vida de Menina”.

Susan Sontag“A Vontade Radical”, “Diante da Dor dos Outros” e “Sobre Fotografia” e várias outras obras.

Svetlana Aleksiévitch “Vozes de Tchernóbil”, “A Guerra não tem Rosto de Mulher”, “O Fim do Homem Soviético”, “As Últimas Testemunhas”.

Os mais citados pelos “seguidores” do jornal FSP

Para marcar o Dia da Literatura Brasileira, comemorado ontem, 1/5, em uma homenagem ao nascimento do escritor José de Alencar (1829-1877), o jornal Folha de SP desafiou seus seguidores em uma rede social a postarem imagens com recomendações de obras de autores nacionais de ficção, não-ficção e infantis. Entre os mais lembrados, segundo o jornal, figuraram “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e “Dom Casmurro”, de Machado de Assis; “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa; “Capitães de Areia”, de Jorge Amado; “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo; e “Lucíola” e “Senhora”, de José de Alencar. Chama a atenção a ausência absoluta de obras poéticas e, coincidência ou não, o destaque para títulos comumente associados à leitura obrigatória no currículo escolar e em concursos.

Os 300 anos e os paradoxos de Crusoé, segundo o Post

Os 300 anos do lançamento, em Londres, de um dos livros mais populares da história da literatura, “Robinson Crusoé”, de Daniel Defoe (1660-1732), foi lembrado em matéria publicada no último dia 25 no The Washington Post. Segundo a matéria, assinada por Michael Dirda e publicada aqui por jornais como O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo, o livro é um clássico “escrito vividamente, repleto de paradoxos e de atitudes culturais perturbadoras”.

Dono de uma biografia movimentada, que incluiu o comércio de vinho e uma sentença de três dias no pelourinho por difamação, Defoe foi autor também de outros clássicos como “Moll Flanders” e “Diário do Ano da Praga”, esse último, conforme lembra a mesma matéria, “uma descrição excepcionalmente realista, embora fictícia, da epidemia de peste bubônica em Londres em 1665 e 1666”.