Para interagir com as crianças

Boa dica do blog “Era Outra Vez”, de Bruno Molinero, no Uol, para pais e filhos: “De Novo” e “Muito Esquisito”, do autor e artista gráfico Gustavo Piqueira. O primeiro conta com seis livretos, cada um com quatro folhas dobradas em locais diferentes e costuradas entre si. No “Muito Esquisito”, lançado pela editora Pulo do Gato e mais voltado para as crianças, Piqueira ilustra poemas de Alexandre Brito sobre animais imaginários. Abaixo vídeo do “De Novo”, que saiu pela Lote 42.

O poder do audiolivro

aluno em frente ao microfone se prepara para narrar uma história ao lado da professora e colegas em uma sala de leitura
Foto de Josy Inácio/Divulgação/Prefeitura de Itanhaém publicada pela Folha de São Paulo

História inspiradora vem de Itanhaém, no interior de São Paulo, onde a orientadora de uma escola local, Alessandra Aparecida Sales Cavalcante, propôs a um grupo de alunos um projeto de produção de audiolivros. A iniciativa, criada no início desse ano para atender a demanda de um adolescente da escola com síndrome paralítica, já está rendendo frutos. Segundo matéria da Folha, três das 40 escolas da rede municipal já estão sendo atendidas pelo projeto. Além dos benefícios para os próprios estudantes envolvidos no projeto, os audiolivros gravados por eles abrem um novo mundo para alunos com Síndrome de Down, Autismo e outras necessidades especiais como deficiências visuais, auditivas, físicas e mentais. Ainda de acordo com a reportagem, já foram gravados mais de 20 títulos e até o fim do ano, a expectativa é que toda as escolas municipais recebam os audiolivros. Cerca de 420 alunos devem ser atendidos pela iniciativa.

A matéria, assinada por Klaus Richmond, de Santos, pode ser lida na íntegra no link: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/09/alunos-gravam-livros-para-colegas-de-escola-que-nao-podem-ler-no-litoral-de-sp.shtml.

O mapa-múndi das livrarias

Livrarias

Já nas lojas,  “Livrarias: Uma História da Leitura e de Leitores”, do ensaísta catalão Jorge Carrión. A edição, da Bazar do Tempo, tem tradução de Sílvia Massimini e contempla 20 anos de viagens do autor pelos cinco continentes em busca de livrarias. Carrión mistura diário de bordo, reportagem de fôlego e ensaio cultural. Entre as muitas livrarias citadas a Shakespeare and Company, de Paris (uma das mais importantes do Século XX); a Barnes & Nobles; e as redes brasileiras, Nobel, Saraiva e Cultura, todas, como informa o autor, surgidas de projetos de imigrantes.

Os essenciais, segundo o Aliás

Os destaques de agosto, conforme a seção “Estante” que o caderno de cultura do “Estadão” vem publicando a cada último domingo do mês.

as lembrancas

“As Lembranças do Porvir”, Elena Garro – Arte & Letra

fun

“Fun Home”, Alison Bechdel – Todavia

 

nao se

“Não se pode Morar nos Olhos de um Gato”, Ana Margarida de Carvalho – Dublinense

a vida.png

“A Vida Escolar de Jesus”, J. M. Coetzee – Companhia das Letras

 

o mundo

“O Mundo Pós-Ocidental”, Oliver Stuenkel – Zahar

historias

“Histórias de Livros Perdidos”, Giorgio Van Straten – Unesp

 

 

tribos

“Tribos Morais”, Joshua Greene – Record

tomates

“Tomates Verdes Fritos”, Fannie Flag – Globo Livros

O que acontece

“O Que Acontece Quando um Homem Cai do Céu”, Lesley Nneka Arimah – Kapulana

conversa

“Conversa Cortada: A Correspondência entre Antonio Candido e Ángel Rama” – Ouro Sobre Azul/Edusp Perspectiva

As dicas de Orwell

george orwell

Seis “normas” básicas de George Orwell para escrever bem, relembradas em reportagem recente do El País:

1-Não use uma metáfora, comparação ou outra frase feita que esteja acostumado a ver escrita;

2-Nunca use uma palavra longa se puder usar uma curta que tenha o mesmo significado;

3-Quando possível eliminar uma palavra, sempre elimine;

4-Nunca use a voz passiva quando puder usar a voz ativa;

5-Nunca use uma expressão estrangeira, um termo científico ou um jargão se puder pensar em uma palavra equivalente em seu idioma que seja de uso comum;

6-Descumpra qualquer uma dessas regras antes de escrever algo que pareça estúpido.