O caldeirão de Gleiser

Um dos mais populares e reconhecidos cientistas brasileiros, o físico Marcelo Gleiser reuniu artigos escritos em publicações brasileiras e americanas no “O Caldeirão Azul: O Universo, o Homem e seu Espírito”, que acaba de ser lançado pela Record.

Na obra, conforme o site da editora, Gleiser nos lembra que a ciência, aliada à nossa busca por respostas e nosso fascínio pelo mistério que nos cerca, pode ser usada tanto como ponte para um mundo melhor, como para construir a pior distopia imaginável. E nos convida a refletir – e decidir – sobre o futuro que queremos para nós, respeitando as diferenças de cada um e estando abertos para aprender com os que pensam de outras formas.

Vida privada

“Stairway”, de Edward Hopper, de 1949. Do acervo do Whitney Museum of American Art

“É preciso fazer como os animais, que apagam seu rastro na porta da toca.”

“Il faut faire comme les animaux, qui effacent la trace à la porte de leur tainière.

Citação lembrada por Erich Auerbach na Introdução de “Ensaios”, de Michel de Montaigne (1533-1592), em edição da coleção Clássicos, da Penguin/Companhia das Letras.

Fukuyama e a democracia

“Várias democracias têm avançado na direção errada, mas ainda essa ainda é a forma dominante de organização no mundo, e até países autoritários como a Rússia de (Vladimir) Putin ainda sentem que têm que passar pelo ritual das eleições porque não têm uma forma alternativa de legitimidade para oferecer em substituição à democracia como forma de governo.

Então, nesse sentido, acredito que a democracia ainda é uma ideia muito poderosa e continua a ser a principal ideia para nos organizarmos politicamente hoje no mundo.”

Do filósofo, cientista político e economista Francis Fukuyama (1952), em entrevista à repórter Paula Molina, da BBC News Mundo, onde aborda também questões como o avanço da ultradireita e dos populismos, ambas presentes no seu novo livro, “Identidades: A Exigência de Dignidade e a Política do Ressentimento”. Fukuyama virou uma celebridade do mundo acadêmico ao publicar, em 1989, o artigo “O Fim da História”, transformado em livro três anos depois.

Ellis lança livro de ensaios

Ellis em foto do The New York Times

Depois de uma lacuna de nove anos, o escritor americano Bret Easton Ellis (1964) lança, no próximo dia 16, sua primeira obra de não-ficção, o livro de ensaios “White”. A informação é do The New York Times em matéria traduzida e publicada pelo Estadão.

Ellis, autor do célebre “Psicopata Americano”, de 1991, ganhou fama mundial com seu livro de estreia “Less Than Zero” (“Menos que Zero” na edição em português), de 1985. Segundo a matéria, “sua ficção violentamente niilista e sua persona pública politicamente incorreta têm lhe valido tanto aclamações quanto fúria. Após três décadas de carreira, com cinco romances, uma coleção de contos, um podcast e sucessivas polêmicas na mídia, Ellis ainda tem o que dizer”.

Sem consenso

Uma pergunta que é feita desde sempre e que continua sem uma resposta unânime é o tema do livro Arte é o que Eu e Você Chamamos de Arte?, do crítico e historiador Frederico Morais. A obra, segundo noticia o Aliás, do Estadão, foi publicada originalmente em 1998 e acaba de ser reeditada pela Bazar do Tempo. O livro reúne 801 reflexões sobre a arte por figuras como Socrátes, São Tomás de Aquino e Leonardo da Vinci.

Abaixo três respostas registradas no livro e publicadas no artigo de André Cáceres no Estadão:

“A arte é a arte”

“Arte é um conceito estatístico. Se há gente suficiente que decide que uma coisa é arte, então é arte”

“Tudo é arte. Nada é arte”