Novos ensaios de Franzen

Acaba de sair em português, de Portugal, o novo livro do norte-americano Jonathan Franzen, “O Fim do Fim da Terra”, lançado lá pela Dom Quixote. “O Fim…” é um conjunto de ensaios escritos por Franzen, em sua maior parte, nos últimos cinco anos abordando temas como o complexo relacionamento com o tio quando jovem adulto em NY e outros como 
alterações climáticas, redes sociais, tecnologia e consumismo.

Por aqui, aparentemente, não há, ainda, anúncio de data para lançamento. No site da Companhia das Letras não há menção ao novo título. Abaixo obras do autor lançados no Brasil pela editora. 

“Pureza”, 2016

“Tremor”, 2012

“Como Ficar Sozinho” (Ensaios), 2012

“As Correções” (Ed. econômica), 2011

“Liberdade”, 2011

“A Zona do Desconforto – Uma História Pessoal”, 2008

Pollan psicodélico

Autor conhecido por aqui com títulos como “O Dilema do Onívaro” e “Cozinhar – Uma História Natural da Transformação”, Micahel Pollan está com novidade na praça. Dessa vez, o renomado jornalista e ativista da alimentação saudável, investiga os novos usos de drogas como o LSD ou a psilocibina no tratamento de depressão, vício e ansiedade associada ao câncer. O livro “Como Mudar Sua Mente” (“How to Change Your Mind”, no original) tem edição em português da Intrínseca.

Conforme o site da editora, a nova obra de Pollan conta a história do renascimento das pesquisas com compostos alucinógenos depois de anos de coibição e esquecimento.  “Em uma impressionante jornada de caráter tanto científico quanto pessoal, Pollan mergulha nos mais diversos estados da consciência e apresenta os progressos que essas substâncias trazem para os estudos mais recentes da neurociência, revelando que os benefícios terapêuticos das substâncias psicodélicas são indissociáveis das experiências de transcendência proporcionadas por elas.”

 
 

Aprendendo com os gregos

Mythos

Lançamento da Editora Planeta para ficar no radar, “Mythos” é o novo livro do também ator, diretor, comediante, roteirista e apresentador de televisão britânico, Stephen Fry – fenômeno recente na internet brasileira em função de entrevista feita com o então candidato e hoje presidente eleito Jair Bolsonaro.

Artigo na Veja destaca que Fry “narrador culto e elegante, adiciona cores literárias sem corromper as fontes consagradas de um apanhado de episódios que se iniciam na tumultuada criação do cosmos, passam pela feroz Titanomaquia – guerra mitológica em que os deuses derrotaram seus antepassados titãs (entre eles, o cruel Cronos, que devorava a própria prole) – e culminam na vida do rei Midas, que transformava tudo o que tocava em ouro”.’

Para a Amazon, o livro é “um novo olhar – mais honesto e muito mais divertido – sobre heróis, deuses e titãs, nas palavras de um dos maiores atores britânicos da atualidade”.

Compêndio grego

Literatura-grega

Um livro de fôlego e uma produção brasileira capaz de divulgar o vasto legado da literatura grega no ocidente. Assim é apresentado, pela Ilustrada, o livro “Literatura Grega: Irradiações”, do escritor, professor e tradutor Donaldo Schüler. Lançamento da Ateliê Editorial, o título reflete a trajetória de leituras de Schüler, que comenta mais de 80 autores e obras em grego. São quase 3 mil anos de produção literária, do período arcaico grego até escritores consagrados mais recentemente, como Kazantzákis, Kaváfis e Seféris, comentados numa linguagem leve, sem pedantismo e afetação.

Em entrevista ao blog da editora, Schüler afirma que “os gregos estão presentes mesmo quando  nossa atenção não está voltada a eles. Quando pensamos, afirmamos ou negamos o que eles pensaram. Eles são nossos interlocutores. Assim os preservamos vivos. O mundo se amplia quando ultrapassamos o que nos cerca. Nunca somos herdeiros passivos. O que não conquistamos não nos pertence”.

Lição de linguagem

Ezra
Os escritores James Joyce, Ezra Pound e Ford Madox Ford e o advogado e patrono das artes John Quinn, no estúdio de Pound em Paris, 1923. Foto do The Irish Times.

“A soma da sabedoria humana não está contida em nenhuma linguagem e nenhuma linguagem em particular é capaz de exprimir todas as formas e graus da compreensão humana.”

Ezra Pound (1885-1972), do livro “ABC da Literatura” (ABC of Reading), traduzido por Augusto de Campos e José Paulo Paes, em edição da Cultrix.