Crítica literária perde mais um nome consagrado

Steiner em imagem da revistacaliban.net

Depois de Harold Bloom, morto em outubro do ano passado, o mundo perde outro dos seus mais importantes críticos literários. Também professor, poeta e ensaista reconhecido, George Steiner morreu, aos 90 anos, no último dia 3, em Cambridge, no Reino Unido. Com mais de 20 títulos sobre assuntos diversos publicados, Steiner foi autor, entre outros, de “Tolstói ou Dostoiévski?”, “Nenhuma Paixão Desperdiçada”, “Lições dos Mestres” e “Aqueles que Queimam Livros”.

Sessão de cinema com um especialista

Já em pré-venda na Amazon o novo livro do jornalista Sérgio Augusto, “Vai Começar a Sessão”. Com 533 páginas, o lançamento da Objetiva reúne textos produzidos desde os anos 2000 e publicados, em sua maioria, no jornal O Estado de São Paulo. Uma primeira versão dessa coletânea já havia sido publicada em formato digital em 2015, sob o título “O Colecionador de Sombras” e, segundo nota da editora, juntos, “formam uma espécie de guia afetivo da Sétima Arte para curiosos e aficionados, mas também para todo mundo que se interessa por cultura, ou simplesmente deseja uma boa leitura”. “Diretores, atrizes e atores, trilha sonora, bastidores das filmagens, iluminação, roteiro: todos os aspectos da arte e da indústria cinematográfica se encadeiam em um texto saboroso, opinativo e bem informado”, completa a nota.

Tecnologia acessível

Recebeu nota máxima (AAA-Excepcional) do Caderno Eu&Fim de Semana, do Valor, o recém-lançado, pela Companhia Editora Nacional, “Futuro Presente – O Mundo Movido à Tecnologia”, de Guy Perelmuter. Segundo artigo assinado pela pesquisadora Dora Kaufman, a obra aborda “de maneira amigável” um amplo conjunto de temas – de inteligência artificial a nanotecnologia, de energia a biotecnologia, questões sociais – como o futuro do emprego e cibersegurança – e tecnologias –  de realidade virtual a criptomoedas e blockchain. “O livro não é acadêmico, e mesmo assim contém referências científicas sólidas. Numa leitura prazerosa, o texto é acessível a qualquer leitor antenado.”

Novo livro de Thomas Piketty nas prateleiras

Já tem data para chegar ao mercado de língua inglesa o novo livro de Thomas Piketty, autor de “Capital no Século 21”, estudo do economista francês sobre a desigualdade, com mais de 2,5 milhões de exemplares vendidos no mundo e publicado aqui em 2013, pela Intrínseca. Seis anos depois, sua nova obra, “Capital e Ideologia”, recém-lançada na França, ganha versão em inglês em março do ano que vem. Dessa vez, Piketty põe em questão a superação do “hipercapitalismo” e defende que todas as ideologias acabam sendo substituídas por outros sistemas de organização, e que o mesmo vai acontecer com o regime atual.

Trecho de entrevista concedida pelo autor à Agência France-Presse (AFP) por ocasião do lançamento de “Capital et Idéologie”:

“É hora de fazer um balanço das decisões tomadas desde os anos 80 e 90. No início da década de 2020 podemos ver seus limites com uma globalização altamente desigual, que é desafiada por muitos e que nutre avanços identitários extremamente perigosos. A revolução conservadora de Ronald Reagan e Margaret Thatcher, assim como a queda do comunismo soviético, deram uma espécie de impulso a uma nova fé, às vezes ilimitada, na autorregulação dos mercados, na sacralização da propriedade. Mas é um movimento que, acredito, está chegando ao fim.”

O caldeirão de Gleiser

Um dos mais populares e reconhecidos cientistas brasileiros, o físico Marcelo Gleiser reuniu artigos escritos em publicações brasileiras e americanas no “O Caldeirão Azul: O Universo, o Homem e seu Espírito”, que acaba de ser lançado pela Record.

Na obra, conforme o site da editora, Gleiser nos lembra que a ciência, aliada à nossa busca por respostas e nosso fascínio pelo mistério que nos cerca, pode ser usada tanto como ponte para um mundo melhor, como para construir a pior distopia imaginável. E nos convida a refletir – e decidir – sobre o futuro que queremos para nós, respeitando as diferenças de cada um e estando abertos para aprender com os que pensam de outras formas.