A França de hoje e os livros

Em matéria publicada pelo Estadão, o jornalista Gilles Lapouge comenta o crescimento exponencial de lançamentos e a qualidade “angustiante” dos livros escritos pelos franceses atualmente. Segundo ele, em 1990, foram publicados na França 32 mil novos títulos. Em 2000, 59 mil; em 2010, 79,3 mil e de 2010 em diante, mais de 120 mil títulos. A qualidade do que se publica, no entanto, pode ser balizada pela taxa de rejeição de manuscritos pela mais consagrada editora do país, a Gallimard. Na Gallimard, segundo Lapouge, apenas um manuscrito em cada cem é publicado. O mercado, ainda conforme sua análise, segue aquecido pela indulgência dos editores com os autores, pela enxurrada de prêmios literários concedidos diariamente no país e pelo reinado dos best-sellers, que, se aplicadas as técnicas adequadas, facilmente alcançam vendas de 500 mil ou 1 milhão de exemplares vendidos. Matéria completa, para assinantes, no link https://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,quantos-livros-por-ano-na-franca,70002880459.

Vendas em queda na França

Foto: Robert Doisneau

Matéria do jornal francês “Le Figaro” informa que o mercado de livros encolheu no país em 2018. Comparado com 2017, as vendas caíram 1,7% no ano passado, o maior recuo em dez anos. Autores como Guillaume Musso, Michel Bussi e Joël Dicker foram exceções da queda que atingiu sobretudo os best-sellers (-17%). Livros infanto-juvenis e HQs se salvaram. Aumento de 1% nas vendas de cada uma das duas categorias.

Os livros na Espanha

O percentual de espanhóis com mais de 14 anos que afirmam ser leitores frequentes de livros aumentou 7% nos últimos quatro anos, atingindo 67,2% da população. Os dados foram apurados pela associação de editores da Espanha e divulgada recentemente pelo site do jornal El Mundo. A pesquisa revela ainda que as mulheres lêem mais que os homens, 67,2% contra 56,2% e que os livros mais vendidos no país em 2018 foram “Patria”, de Fernando Aramburu; “A Catedral do Mar”, de Ildefonso Falcones; e “Batzan”, de Dolores Redondo.

3×4 da Bienal de SP

BIENAL-2018

Matéria recente do “Caderno 2” do Estadão faz um balanço da Bienal Internacional de São Paulo, encerrada domingo passado, e mostra que além de mais pessoas circulando nos corredores do Anhembi, o evento teve menos expositores (197 este ano contra 280 na edição de 2016) e maior valor do gasto médio dos visitantes (cerca de R$ 160 contra R$ 121). Entre outros participantes ouvidos pela reportagem, a editora Sextante estimava, naquele momento, vendas 50% superiores às registradas em 2016; a Record falava em crescimento da ordem de 20% nas vendas e a Melhoramentos, de 57%. Entre as que apostavam num empate com relação à Bienal anterior estavam Autêntica e Sesc. Comentou ainda a ausência da Livraria Saraiva e da editora Fundamento, conhecida pelo catálogo voltado para aquele que foi o maior público do evento: o infanto-juvenil.

Mais séries, menos livros

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Estudo divulgado recentemente pela Associação Alemã de Editores e Livreiros e repercutido nos jornais locais mostra um pouco do efeito da popularização dos serviços de streaming como a Netflix nos hábitos de leitura da população do país. O número de pessoas que compraram livros caiu cerca de 18% entre 2013 e 2017 e, especificamente na faixa etária de 20 a 50 anos – um grupo que dedica em média mais de 3 horas diárias à internet, a queda foi ainda maior: 24% a 37%. No ano passado, apenas 44% dos alemães com mais de 10 anos, cerca de 29,6 milhões de pessoas, compraram um livro apurou o mesmo estudo.