Animais iguais

A boa dica de lançamento recente, classificado como AA+ (Alta Qualidade) pelo caderno Eu&Fim de Semana do Valor, é “Memórias de um Urso Polar”, da japonesa Yoko Tawada. O livro, “estranho e pertubador”, segundo o jornalista Cadão Volpato, conta a história de três gerações de ursos artistas que convivem com os humanos como iguais. Pensam, falam e agem como pessoas. A autora nasceu em Tóquio em 1960, se mudou para Alemanha nos anos 80 e vive hoje em Berlim. Embora protagonizada por animais, a obra, de acordo com o site da editora Todavia, “revela como nós, humanos, nos comunicamos com nossos próprios sentimentos em meio aos eventos do século XX”.

Para a revista inglesa The Economist, “um romance com ecos de Kafka.”

A distopia continua


Atwood em foto de  1999, da “The Canadian Encyclopedia”

Segundo notícia recente dos portais de notícia, a canadense Margaret Atwood está escrevendo a continuidade do cultuado “O Conto da Aia” (The Handmaid’s Tale). A história lançada em 1985 ficou conhecida no mundo inteiro, especialmente após virar série da Netflix.

A segunda parte, chamada “The Testaments”, deve ser lançada em setembro do ano que vem.

“Fenômeno australiano” lança novo livro de ficção

Edição australiana do novo livro de Zusak

Depois de 13 anos de “A Menina que Roubava Livros”, o “arrasa quarteirão” lançado em 2005 e com mais de 16 milhões de cópias vendidas (cerca de 3 milhões delas, no Brasil), o australiano Markus Zusak chega com nova obra ao mercado: “O Construtor de Pontes”. O livro deve estar nas lojas brasileiras no início do ano que vem. Para os assinantes do Clube do Livro da Intrínseca (www.intrinsecos.com.br), estará disponível já no mês que vem. 

São 528 páginas na edição brasileira de uma narrativa que mistura relatos de diferentes gerações da família Dunbar, da infância dos pais dos meninos, Penélope e Michael, à vida adulta dos cinco.

Olhar sobre a colonização portuguesa

caderno

Lançamento recente da Todavia e mais uma boa oportunidade para conhecer a boa produção literária em língua portuguesa da atualidade: “Caderno de Memórias Coloniais”, da moçambicana filha de pais portugueses, Isabela Figueiredo. Uma das convidadas especiais da Flip 2018, a escritora já era conhecida por aqui também por “A Gorda”, lançado pela mesma editora e ambos celebradíssimos em Portugal.