Sessão de cinema com um especialista

Já em pré-venda na Amazon o novo livro do jornalista Sérgio Augusto, “Vai Começar a Sessão”. Com 533 páginas, o lançamento da Objetiva reúne textos produzidos desde os anos 2000 e publicados, em sua maioria, no jornal O Estado de São Paulo. Uma primeira versão dessa coletânea já havia sido publicada em formato digital em 2015, sob o título “O Colecionador de Sombras” e, segundo nota da editora, juntos, “formam uma espécie de guia afetivo da Sétima Arte para curiosos e aficionados, mas também para todo mundo que se interessa por cultura, ou simplesmente deseja uma boa leitura”. “Diretores, atrizes e atores, trilha sonora, bastidores das filmagens, iluminação, roteiro: todos os aspectos da arte e da indústria cinematográfica se encadeiam em um texto saboroso, opinativo e bem informado”, completa a nota.

O oráculo de Meirelles

“Para mim, “Grande Sertão: Veredas” funciona até como um oráculo. Abre-se uma página ao acaso, lê-se o que está à frente e ali estará uma pequena revelação. Dificilmente outra obra me tocará tanto na vida.” Fernando Meirelles em depoimento a Walter Porto, do “Ilustríssima”, da FSP.

Além do encantamento pela obra de Guimarães Rosa, o cineasta comenta também sobre seu sonho de mais de 20 anos de filmar a história de Riobaldo e Diadorim em uma versão “mais clássica”. Meirelles é diretor de vasta filmografia adaptada de livros. Caso, entre outros de “Cidade de Deus”, “Ensaio sobre a a Cegueira” e “O Jardineiro Fiel”. Seu mais recente filme, “Dois Papas”, com Anthony Hopkins e Jonathan Pryce, estreia na Netflix no próximo dia 20. Matéria completa, para assinantes, pelo link: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2019/12/adaptar-grande-sertao-para-cinema-e-sonho-ha-20-anos-diz-fernando-meirelles.shtml. No vídeo abaixo, Bethânia lê trecho do livro.

Gullar por Silvio Tendler

Foto: EBC

Depois de levar para as telas documentários de sucesso sobre figuras como Jango, Juscelino Kubitschek e Glauber Rocha, o poeta maranhense Ferreira Gullar, morto em dezembro de 2016 aos 86 anos, é tema do novo longa do diretor Silvio Tendler, “Ferreira Gullar – Arqueologia do Poeta”, em fase de pré-lançamento no país.

Tendler era amigo do poeta e já havia se inspirado no seu “Poema Sujo” para as produções “Há Muitas Noites na Noite”, uma vídeo instalação, de 2011, e a série documental de mesmo nome exibida no final de 2015 na TV Brasil.

Cézanne e Zola

Já em cartaz no país “Cézanne e Eu”, filme dirigido por Danièle Thompson, estruturado a partir da troca de cartas entre o pintor pós-impressionista e o autor do clássico Germinal (1885), registrada no livro “Lettres Croisées” (Cartas Cruzadas). Publicada em 2016 pela editora francesa Gallimard, a obra traz a correspondência mantida entre os dois mestres, de 1858 a 1887, somando 115 cartas.

Em breve nos cinemas

Fato inédito desde seu lançamento em 1902 e até então para muitos um feito improvável, dada as características do livro, “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, está sendo adaptado para o cinema. A empreitada é do cineasta português, Miguel Gomes e já tem roteiro, escrito em colaboração com Mariana Ricardo, Telmo Churro e Maureen Fazendeiro, entre 2016 e 2017. Pelo menos parte das filmagens devem acontecer a partir do ano que vem, segundo o diretor, na região de Canudos, no interior da Bahia.