Marc Ferrez no IMS

Pão de Açúcar, visto de Niterói. RJ, c. 1890. Coleção Jennings Hoffenberg/Acervo IMS

Prossegue até o dia 25 de agosto próximo, na sede paulistana do Instituto Moreira Salles, a exposição “Marc Ferrez: Território e Imagem”. Principal fotógrafo brasileiro do Século XIX, Ferrez teve seu acervo de 15 mil imagens adquirido pelo IMS em 1998.

A exposição mostra 300 itens do acervo próprio e de outras instituições – fotografias, negativos de vidro, estereoscopias, autocromos, câmeras e equipamentos, documentos e correspondências – e se propõe a discutir “o papel da imagem fotográfica no processo de exploração do território nacional, em suas diversas regiões, e de sua construção e consolidação como ideia de nação, em especial durante o Segundo Império e início da República”.

Ferrez (1843-1923) e sua obra são tema, também, de coletâneas de fotografia e ensaio publicados pelo mesmo IMS. As edições de “Rio de Marc Ferrez” e “O Brasil de Marc Ferrez” seguem indisponíveis no momento. Já “Marc Ferrez: Uma Cronologia da Vida e da Obra”, organizado por Ileana Pradilla Ceron, pode ser adquirido no site lojadoims.com.br. O livro é fruto da mais extensa pesquisa biográfica realizada até hoje sobre o fotógrafo.

Muito depois

Imagem do fotógrafo canadense David McMillan mostrada em matéria recente do El País. A foto integra “Growth and Decay: Pripyat and the Chernobyl Exclusion Zone” (Crescimento e deterioração: Pripiat e a zona de exclusão de Tchernobil, conforme tradução do jornal), um livro que registra “o antes, o depois e o muito depois” de Pripiat, cidade do norte da Ucrânia, localizada a 30 quilômetros da usina nuclear que, ao explodir em abril de 1986, liberou cem vezes o nível de radiação registrado em Hiroshima e Nagasaki. “Growth and Decay” foi lançado pela editora alemã Steidl no começo do ano e traz registros feitos por McMillan durante 25 anos de visitas à região.