No topo das mudanças

Ilustração da revista The Week

O top ten dos “livros que mudaram o mundo”, segundo seleção de O Estado de São Paulo:

Bíblia

Teatro Completo – William Shakespeare

Dom Quixote – Miguel de Cervantes

Cem Anos de Solidão – Gabriel García Márquez

A Interpretação dos Sonhos – Sigmund Freud

O Segundo Sexo – Simone de Beauvoir

A Origem das Espécies – Charles Darwin

Os Elementos – Euclides

Os Analectos – Confúcio

O Capital – Karl Marx

Um outro lado de Dickens

Imagem: greatestbritons.com

Uma face pouco lisonjeira de Dickens é comentada em matéria de Rafa de Miguel, de Londres, para o El País. O principal romancista da história da literatura inglesa foi também um marido cruel, que depois de 20 anos de casamento teria movido céus e terra na tentativa de internar a mulher, Catherine, em um manicômio para assim desfrutar com mais liberdade do seu romance com a atriz Ellen Ternan.

Segundo John Bowen, professor de Literatura da Universidade de York, entrevistado na matéria, traços sombrios da personalidade do escritor podem ser reconhecidos em personagens de clássicos como “Grandes Esperanças”. Para ele, “um romance cheio de culpa, de vergonha. Seu personagem principal (Pip) se sente incompreendido e é alguém que magoou muito gente”.

Matéria na íntegra no link: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/03/01/cultura/1551475506_900644.html.

Rivalidades literárias

Nem só da troca de elogios e gentiliezas vive o mundo literário. Artigo de Brasigóis Felício na Revista Bula, citando relatos do livro “A Ilusão Literária”, de Eduardo Frieiro, assinala que “um rápido olhar sobre as biografias literárias de escritores célebres nos mostra que não são incomuns as farpas da inveja e da disputa de prestígio, as hostilidades furibundas, as rasteiras e voadoras — puramente verbais, é verdade, porém devastadoras e dotadas de cargas de maldade e perversidade…”.

Algumas desavenças e maledicências celébres comentadas no artigo: Tolstói e Dostoiévski; Petrarca e Dante; Nicolas Boileau e La Fontaine; Lope de Vega e Cervantes. O território nacional não foge a regra. Daqui, um dos principais destaques fica com a antológica rixa entre Graciliano Ramos e Guimarães Rosa.  

Sesc reedita tesouro de Mário de Andrade

Índios Pankaruru, de Pernambuco, etnia visitada por missão chefiada por Mário de Andrade, em foto da Fundação Joaquim Nabuco.

Há oitenta anos, o escritor e, naquele momento, chefe do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo, Mário de Andrade, liderou uma expedição que percorreu os rincões de diversos estados brasileiros para registrar manifestações culturais espontâneas das comunidades desses lugares.

O resultado desse trabalho desenvolvido por uma equipe muldisciplinar ficou registrado em 21 cadernetas, 14 filmes curtos, cerca de 1.200 fonogramas, 33 horas de gravação, 856 objetos e 600 fotografias. Um tesouro que, conforme matéria recente da Folha de SP, foi colocado ao alcance do público em 2006 na forma de CDs e livro e que rapidamente se esgotou.

O material será novamente disponibilizado por meio de uma parceria do Sesc com o Centro Cultural São Paulo (CCSP). Segundo informou o Sesc na reportagem, o lançamento estava inicialmente previsto para este ano, para marcar os 80 anos da missão, mas acabou ficando para 2019.

Jóia da coroa americana completa 219 anos

A maior e mais importante biblioteca pública do mundo, a Biblioteca do Congresso dos EUA (Library of Congress) completa, no próximo mês de abril, 219 anos de atividades com uma acervo e uma história invejáveis. São mais de 32 milhões de livros, mais de 63 milhões de manuscritos, cerca de 3 milhões de gravações em áudio e a maior coleção de livros raros da América do Norte, incluindo uma das quatro cópias restantes da Bíblia de Gutenberg em papel velino.

Entre os fatos que marcam a história do lugar estão pelo menos dois grandes incêndios (acontecidos ainda no Século XIX, ressalte-se). O primeiro por ocasião da invasão das tropas britânicos ao prédio do Capitólio em agosto de 1814. A biblioteca estava hospedada no prédio e teve seus cerca de 3 mil volumes queimados. O conteúdo foi logo reposto com o acervo pessoal de 6.487 livros do ex-presidente Thomas Jefferson. Em dezembro de 1851 outro incêndio destruiu um patrimônio já em 35 mil volumes, retratos originais de Cristóvão Colombo e dos cinco primeiros presidentes dos EUA, pintados por Gilbert Stuart, além de estátuas de George Washington, Jefferson e do Marquês de Lafayette e do primeiro mapa a registrar a existência dos Estados Unidos.

Hoje, a biblioteca do Congresso é item de destaque nos guias de turismo. Lá, além da arquitetura monumental e um interior impactante, os visitantes têm acesso à salas de leitura com mais de 40 milhões de exemplares traduzidos de mais de 470 idiomas e podem conhecer tesouros como os diários manuscritos de George Washington, os primeiros desenhos sobre a Lua de Galileu.

Boa parte do seu acervo já digitalizado está disponível a qualquer interessado no site da instituição: http://www.loc.gov.