Record lança biografia de Maria Thereza Goulart

Saiu recentemente pela Record, a biografia de uma personagem importante da história política recente do país, uma discreta e elegante dona de casa, que teve sempre sua vida pública associada à do marido, o ex-presidente João Goulart, e que era frequentemente apontada como uma das primeiras-damas mais conhecidas do mundo, ao lado de Jacqueline Kennedy e Grace Kelly. “Uma mulher vestida de silêncio: A biografia de Maria Thereza Goulart”, de Wagner William, é resultado de 12 anos de pesquisas, em arquivos no Uruguai e Brasil, em diversos documentos – entre eles o diário de Maria Thereza –, e mais de 100 entrevistas.

Filha de imigrantes italianos, Maria Thereza nasceu em 1940, em São Borja, no Rio Grande do Sul, e tornou-se a mais jovem (e célebre) primeira-dama do Brasil. Segundo a editora, “a biografia dessa personalidade forte e ao mesmo tempo frágil, alvo de enorme interesse e admiração, inveja, competição e preconceitos, conta também a história de um dos mais importantes períodos da multifacetada vida política e social do Brasil”.

A surpreendente vida de Rondon por Larry Rohter

Biografia importante saindo do forno no início do mês que vem pela Objetiva, do grupo Companhia das Letras. Assinado pelo jornalista americano Larry Rohter, “Rondon – Uma Biografia” narra a vida extraordinária do marechal Cândido Mariano da Silva Rondon (1865-1958), famoso por suas expedições no Mato Grosso e na Bacia Amazônica e pela defesa das populações indígenas.

Largamente homenageado no país, com seu nome batizando ruas, avenidas, cidade, aeroporto e até um estado, Rondon ficou conhecido, entre outros feitos, pela Expedição Científica Rondon-Roosevelt realizada no início de 1914, na companhia do ex-presidente americano Theodore Roosevelt.

Rohter foi correspondente no Brasil da revista Newsweek e do jornal The New York Times. Pelo mesmo selo assina também “Deu no New York Times”, lançado aqui em 2008.

Sérgio Buarque na memória

Completam-se hoje 37 anos da morte do historiador, crítico literário, jornalista e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), Sérgio Buarque de Holanda. Nascido no bairro paulistano da Liberdade, em 11 de julho de 1902, é autor de um dos maiores clássicos da historiografia nacional, o “Raízes do Brasil” – publicado originalmente em 1936 e considerada sua Magnum Opus.

Abaixo as duas partes da cinebiografia do autor, dirigida por Nelson Pereira do Santos.

Desmentindo o presidente

A pedido do Caderno 2, do Estadão, o historiador e jornalista Marcos Guterman selecionou “seis títulos que desmentem Bolsonaro e mostram que nazismo não é de esquerda”:

-“Hitler”, de Ian Kershaw – Companhia das Letras

Monumental biografia de Adolf Hitler, tenta explicar o domínio do líder nazista sobre as elites alemãs e a catástrofe que causou à Alemanha e ao resto do mundo.

“A trilogia do Richard Evans sobre o Terceiro Reich”, Crítica/Planeta

Obra em três volumes, de um dos mais importantes estudiosos da história alemã –  “A chegada do Terceiro Reich”, “Terceiro Reich no Poder” e “Terceiro Reich em Guerra”.  

-“Origens do Totalitarismo”, de Hannah Arendt  

Aborda o crescimento do antissemitismo na Europa Central e Ocidental nos anos 1800, analisa o imperialismo colonial europeu desde 1884 até a Primeira Guerra Mundial e discute as instituições e operações desses movimentos.

-“Os Alemães”, de Norbert Elias – Zahar

Analisa o desenvolvimento social da Alemanha a partir do século 17, investiga a personalidade, a estrutura social e o comportamento do povo alemão.  

A mais censurada

Parecer de censor sobre o livro “Copacabana Posto 6” reproduzido pelo site da BBC Brasil

Ainda a propósito dos recentes debates envolvendo o Golpe de 64, matéria da BBC Brasil resgata a história daquela que teria sido a escritora brasileira mais perseguida pelos censores da didatura militar, Cassandra Rios (1932-2002). Cassandra, pseudônimo de Odete Rios, nascida em um bairro de classe média alta da capital paulista, teve 36 dos seus 50 livros publicados censurados no período.

Segundo o professor da Universidade Estadual de Londrina, Rodolfo Londero, autor do livro “Pornografia e Censura: Adelaide Carraro, Cassandra Rios e o Sistema Literário Brasileiro nos anos 1970″, e um dos entrevistados na matéria, Cassandra Rios incomodava os militares especialmente pelo conteúdo erótico de seus livros, contrário a ‘moral e aos bons costumes’.

Ainda assim, conseguiu, entre outros feitos, a conquista, em 1970, do título de primeira escritora brasileira a vender 1 milhão de exemplares, superando escritores como Jorge Amado, Clarice Lispector e Érico Veríssimo e se tonar, ainda, o primeiro caso conhecido de uma escritora nacional a viver exclusivamente da venda de seus livros.

Matéria assinada por Laís Modelli na íntegra pelo link
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-47756468.