Sesc reedita tesouro de Mário de Andrade

Índios Pankaruru, de Pernambuco, etnia visitada por missão chefiada por Mário de Andrade, em foto da Fundação Joaquim Nabuco.

Há oitenta anos, o escritor e, naquele momento, chefe do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo, Mário de Andrade, liderou uma expedição que percorreu os rincões de diversos estados brasileiros para registrar manifestações culturais espontâneas das comunidades desses lugares.

O resultado desse trabalho desenvolvido por uma equipe muldisciplinar ficou registrado em 21 cadernetas, 14 filmes curtos, cerca de 1.200 fonogramas, 33 horas de gravação, 856 objetos e 600 fotografias. Um tesouro que, conforme matéria recente da Folha de SP, foi colocado ao alcance do público em 2006 na forma de CDs e livro e que rapidamente se esgotou.

O material será novamente disponibilizado por meio de uma parceria do Sesc com o Centro Cultural São Paulo (CCSP). Segundo informou o Sesc na reportagem, o lançamento estava inicialmente previsto para este ano, para marcar os 80 anos da missão, mas acabou ficando para 2019.

Jóia da coroa americana completa 219 anos

A maior e mais importante biblioteca pública do mundo, a Biblioteca do Congresso dos EUA (Library of Congress) completa, no próximo mês de abril, 219 anos de atividades com uma acervo e uma história invejáveis. São mais de 32 milhões de livros, mais de 63 milhões de manuscritos, cerca de 3 milhões de gravações em áudio e a maior coleção de livros raros da América do Norte, incluindo uma das quatro cópias restantes da Bíblia de Gutenberg em papel velino.

Entre os fatos que marcam a história do lugar estão pelo menos dois grandes incêndios (acontecidos ainda no Século XIX, ressalte-se). O primeiro por ocasião da invasão das tropas britânicos ao prédio do Capitólio em agosto de 1814. A biblioteca estava hospedada no prédio e teve seus cerca de 3 mil volumes queimados. O conteúdo foi logo reposto com o acervo pessoal de 6.487 livros do ex-presidente Thomas Jefferson. Em dezembro de 1851 outro incêndio destruiu um patrimônio já em 35 mil volumes, retratos originais de Cristóvão Colombo e dos cinco primeiros presidentes dos EUA, pintados por Gilbert Stuart, além de estátuas de George Washington, Jefferson e do Marquês de Lafayette e do primeiro mapa a registrar a existência dos Estados Unidos.

Hoje, a biblioteca do Congresso é item de destaque nos guias de turismo. Lá, além da arquitetura monumental e um interior impactante, os visitantes têm acesso à salas de leitura com mais de 40 milhões de exemplares traduzidos de mais de 470 idiomas e podem conhecer tesouros como os diários manuscritos de George Washington, os primeiros desenhos sobre a Lua de Galileu.

Boa parte do seu acervo já digitalizado está disponível a qualquer interessado no site da instituição: http://www.loc.gov.

A história dos conquistadores

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Lançamento da Editora Crítica comentado pelo El País – Brasil, “Conquistadores – Como Portugal Forjou o Primeiro Império Global” é, segundo o jornal espanhol, um ensaio apaixonante sobre um episódio histórico ainda desconhecido por muitos. Assinado, pelo historiador britânico Roger Crowley, o livro aborda um período de 30 anos, a partir de 1497, quando Portugal se valeu da ousadia e habilidade de seus navegantes para descobrir a rota para a Índia e dominar o comércio mundial de especiarias, entre outras conquistas. Uma história recheada de personagens como o rei Manuel, “o Venturoso”, Dom João II, Afonso de Albuquerque e Vasco da Gama. Figuras que “misturavam suas ambições particulares com os objetivos públicos do império, muitas vezes sofrendo perdas espantosas em busca da riqueza global”.

Histórias russas

Classificado na categoria “Alta Qualidade” do caderno EU&Fim de Semana, do Valor, chega ao país, pela Todavia, o livro “A Lanterna Mágica de Mólotov – Uma Viagem pela História da Rússia”. O Livro, uma mistura de ensaio, romance e memórias, é assinado pela jornalista britânica Rachel Polonsky. O fio condutor da história é o personagem-título Viatcheslav Mólotov, o burocrata favorito de Stálin e o homem que deu nome ao famoso coquetel explosivo inventado, segundo o artigo do Valor, pelos finlandeses para para combater os invasores russos em 1939.

Toque condenado

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“Seus cabelos, uma vez tão bonitos, estão caindo como os de um velho; cedo na vida ele está ficando careca.”

Ilustração do livro “Le Livre Sans Titre” (O Livro sem Título) mostra jovem de 17 anos em processo de definhamento causado pela masturbação. A publicação anônima, de 1830, contém 15 desenhos coloridos a mão, mostrando o passo a passo da destruição a que estava destinado o corpo de quem praticava tal ato. Fonte: site aventuransahistoria.