A distopia continua


Atwood em foto de  1999, da “The Canadian Encyclopedia”

Segundo notícia recente dos portais de notícia, a canadense Margaret Atwood está escrevendo a continuidade do cultuado “O Conto da Aia” (The Handmaid’s Tale). A história lançada em 1985 ficou conhecida no mundo inteiro, especialmente após virar série da Netflix.

A segunda parte, chamada “The Testaments”, deve ser lançada em setembro do ano que vem.

Temporada tem Camus nos palcos e Colette nas telas

Notícias do final de semana dão conta de que pelo menos três obras literárias – ou, mais precisamente uma obra e dois autores – deixam o mundo dos livros para ganhar palcos e telas em peça e filmes igualmente recomendados. 

A obra de Albert Camus empresta inclusive o título ao espetáculo “Estado de Sítio”, dirigido por Gabriel Vilela, que estreou no Sesc Vila Mariana, em São Paulo. A escritora francesa, Gabrielle Colette (1873-1954) é vivida nas telas por Keira Knightley em filme do diretor Wash Westmoreland que tem estreia nos cinemas brasileiros prevista para o próximo dia 13. E o brasileiríssimo Ariano Suassuna, morto em 2014,  estará em “O Riso de Ariano”, roteiro de João Falcão e Tatiana Maciel em fase de filmagem sob direção José Eduardo Belmonte e com previsão de lançamento para o segundo semestre do ano que vem.

Sesc reedita tesouro de Mário de Andrade

Índios Pankaruru, de Pernambuco, etnia visitada por missão chefiada por Mário de Andrade, em foto da Fundação Joaquim Nabuco.

Há oitenta anos, o escritor e, naquele momento, chefe do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo, Mário de Andrade, liderou uma expedição que percorreu os rincões de diversos estados brasileiros para registrar manifestações culturais espontâneas das comunidades desses lugares.

O resultado desse trabalho desenvolvido por uma equipe muldisciplinar ficou registrado em 21 cadernetas, 14 filmes curtos, cerca de 1.200 fonogramas, 33 horas de gravação, 856 objetos e 600 fotografias. Um tesouro que, conforme matéria recente da Folha de SP, foi colocado ao alcance do público em 2006 na forma de CDs e livro e que rapidamente se esgotou.

O material será novamente disponibilizado por meio de uma parceria do Sesc com o Centro Cultural São Paulo (CCSP). Segundo informou o Sesc na reportagem, o lançamento estava inicialmente previsto para este ano, para marcar os 80 anos da missão, mas acabou ficando para 2019.

“Fenômeno australiano” lança novo livro de ficção

Edição australiana do novo livro de Zusak

Depois de 13 anos de “A Menina que Roubava Livros”, o “arrasa quarteirão” lançado em 2005 e com mais de 16 milhões de cópias vendidas (cerca de 3 milhões delas, no Brasil), o australiano Markus Zusak chega com nova obra ao mercado: “O Construtor de Pontes”. O livro deve estar nas lojas brasileiras no início do ano que vem. Para os assinantes do Clube do Livro da Intrínseca (www.intrinsecos.com.br), estará disponível já no mês que vem. 

São 528 páginas na edição brasileira de uma narrativa que mistura relatos de diferentes gerações da família Dunbar, da infância dos pais dos meninos, Penélope e Michael, à vida adulta dos cinco.

Novos ensaios de Franzen

Acaba de sair em português, de Portugal, o novo livro do norte-americano Jonathan Franzen, “O Fim do Fim da Terra”, lançado lá pela Dom Quixote. “O Fim…” é um conjunto de ensaios escritos por Franzen, em sua maior parte, nos últimos cinco anos abordando temas como o complexo relacionamento com o tio quando jovem adulto em NY e outros como 
alterações climáticas, redes sociais, tecnologia e consumismo.

Por aqui, aparentemente, não há, ainda, anúncio de data para lançamento. No site da Companhia das Letras não há menção ao novo título. Abaixo obras do autor lançados no Brasil pela editora. 

“Pureza”, 2016

“Tremor”, 2012

“Como Ficar Sozinho” (Ensaios), 2012

“As Correções” (Ed. econômica), 2011

“Liberdade”, 2011

“A Zona do Desconforto – Uma História Pessoal”, 2008