Nelson para inglês ler

Em matéria publicada pela TV Folha em 2012, por ocasião do centenário de nascimento do escritor, Ruy Castro fala sobre a importância de Nelson para a literatura brasileira

Conforme notícia que chega pelo Estadão, a quinta-feira e o sábado passados foram dias de celebrações em torno da obra do dramaturgo Nelson Rodrigues (1912-1980) em Londres. O autor, como lembra a matéria assinada por Ubiratan Brasil, é pouco conhecido em outras línguas, mas foi tema de um “festival” na capital britânica, marcado, entre outras iniciativas, pelo lançamento de sete de suas peças traduzidas pela primeira vez para o inglês britânico. Reunidas num único volume, foram traduzidas as peças “Vestido de Noiva”, “Perdoa-me por Me Traíres”, “Toda Nudez Será Castigada”, “Os Sete Gatinhos”, “Valsa Número 6”, “Anjo Negro” e “Álbum de Família”.

Salinger nas prateleiras

Começam hoje as vendas da nova edição de “O Apanhador no Campo de Centeio”, de J. D. Salinger (1919), agora no catálogo da Todavia. O livro já vendeu mais de 70 milhões de cópias desde seu lançamento em 1951 e marcou as gerações seguintes pela sua visão crua da adolescência, pela prosa ágil e desbocada e pelo humor anárquico. A nova edição em português do Brasil foi traduzida por Caetano W. Galindo e, pela primeira vez, traz a capa original de seu lançamento.

Nirlando desde o princípio

Recebeu nota AA+ (Alta Qualidade) no Caderno Eu&Fim de Semana, do Valor, o livro de memórias do jornalista Nirlando Beirão, “Meus Começos e Meu Fim”, lançado recentemente pela Companhia das Letras. Beirão nasceu em Belo Horizonte em 1948, é um dos mais conceituados profissionais da sua geração e teve atuação de destaque em veículos como as revistas Veja e Playboy e os jornais Última Hora e O Estado de SP. Em 2016 foi diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa que ele aborda no livro intercalada com memórias familiares protagonizados por gente como o avó paterno, um jovem padre português que, no começo do século passado, largou a batina para se casar com uma fiel no interior de Minas Gerais.

A história de Marsha contada por Rita Lee

A boa notícia, vista no blog Era Outra Vez, da FSP, é que a história da ursa Marsha, agora batizada de Rowena, vai ser contada por Rita Lee. Contrabandeada da Rússia e depois resgatada de um circo, Marsha vivia no zoológico de Teresina (PI) sob temperaturas de 40 graus, o que a tornou conhecida como a ursa mais triste do mundo em matérias que comoveram todo o país. Segundo informa o blogueiro Bruno Molinero, o livro “Amiga Ursa – Uma História Triste, mas com Final Feliz” deve ser lançado no próximo mês de julho, pela Globinho.

Hersh rememora 50 anos de jornalismo investigativo

A boa dica de biografia, no caso autobiografia, vem do jornalista José Hamilton Ribeiro, que assina, na Ilustríssima da FSP, perfil do colega de profissão Seymour Hersh. O livro é “Repórter – Memórias”, traduzido por Antônio Xerxenesky em edição da Todavia, e o autor, conforme assinala José Hamilton, um dos nomes mais relevantes do cenário mundial em jornalismo investigativo. Uma modalidade que, como ele mesmo lembra na matéria, hoje em vias de extinção. Hersh, atualmente com 82 anos e ainda na ativa, é autor, entre outras reportagens devastadoras, daquela que denunciou o “Massacre de My Lai”, em referência a um povoado vietnamita onde 109 mulheres, idosos e crianças foram barbaramente metralhados a cinco metros de distância pelo Exército Americano. O episódio é considerado o maior assassinato de civis da Guerra do Vietnã e a reportagem de Hersh, ao revelar a barbárie perpetrada pelos americanos, acabou sendo uma importante contribuição para a perda de apoio popular ao conflito.

O jornalista brasileiro José Hamilton Ribeiro (matéria completa – para assinantes – no link: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2019/06/seymour-hersh-e-a-guerra-gloriosa-do-jornalismo-contra-a-mentira.shtml) estava na mesma região de Hersh na ocasião, onde perdeu parte da perna esquerda ao entrar em um terreno minado.