Campos de Carvalho reeditado

A chuva

Destaque entre as boas notícias recentes, o lançamento, pela Autêntica, de “A Chuva Imóvel”, de Campos de Carvalho (1916-1998). A novidade vem no rastro das reedições de “Vaca do Nariz Sutil” e “A Lua vem da Ásia”.

“Púcaro Búlgaro” deve completar a lista em breve. Carvalho foi, ao lado de Murilo Rubião, J. J. Veiga e Victor Giudice, um dos expoentes da nossa literatura surrealista.

A estante do Estadão

o papel

Na lista dos títulos essenciais de setembro, publicada pelo Aliás, do Estadão, a cada último domingo do mês, estão:

“O Papel Mata-Moscas e Outros Textos”, de Robert Musil – Editora Carambaia

“Sobre o Estudo da Poesia Grega”, de F. Schlegel – Iluminuras

“Kafkianas”, de Elvira Vigna – Todavia

“The Luck of Friendship”, de Peggy L. Fox e Thomas Keith – Editora Norton

“Bigornas”, de Yasmin Nigri – Editora 34

“Todas as Crônicas”, de Clarice Lispector – Rocco

“Como Ganhar uma Eleição”, de Quintus Tullius Cicero – Bazar do Tempo

“O Gênio e a Deusa”, de Aldous Huxley – Biblioteca Azul

“Duas Vidas”, de Fabien Toulmé – Nemo

“O Tempo, esse Grande Escultor”, de Marguerite Yourcenar – Nova Fronteira

A polêmica Lolita

LOLITA ANNIVERSARY

Um dos mais populares clássicos da literatura mundial, “Lolita”, de Vladimir Nabokov, continua suscitando discussões mais de seis décadas depois. Dessa vez quem fornece o combustível é o recém-lançado “The Real Lolita”, de Sarah Weinman, editado pela Harper Collins. A obra resgata uma polêmica que acompanha o livro desde seu lançamento: quem foi a inspiração para a história e seu personagem-título? A autora retoma uma tese, levantada originalmente pela revista masculina Nugget, de que a verdadeira inspiração para a história teria vindo de um caso policial, célebre à época, envolvendo o desaparecimento de uma garota sequestrada em Camden, Nova Jersey, em 1948 pelo pedófilo Frank La Salle, um mecânico cinquentão que a manteve em cativeiro por quase dois anos.  Há quem defenda, porém, que a Lolita de Nabokov pode não ter  fonte única de inspiração, mesmo porque referências à sexualidade precoce de adolescentes já teriam sido identificadas em pelo menos seis das obras de ficção do escritor.

As muitas faces de Silvio

Silvio

Nosso mais célebre “self-made man”, Silvio Santos acaba de ganhar mais um título dedicado à sua vida privada, de apresentador de TV e, sobretudo, de homem de negócios. “Topa Tudo por Dinheiro: as Muitas Faces do Empresário Silvio Santos”, livro-reportagem do jornalista Mauricio Stycer, é fruto de uma pesquisa de seis meses e teve como fonte biografias de Silvio, reportagens e entrevistas feitas pelo autor. O livro, em edição da Todavia, está sendo lançado nessa semana em São Paulo.

O mapa-múndi das livrarias

Livrarias

Já nas lojas,  “Livrarias: Uma História da Leitura e de Leitores”, do ensaísta catalão Jorge Carrión. A edição, da Bazar do Tempo, tem tradução de Sílvia Massimini e contempla 20 anos de viagens do autor pelos cinco continentes em busca de livrarias. Carrión mistura diário de bordo, reportagem de fôlego e ensaio cultural. Entre as muitas livrarias citadas a Shakespeare and Company, de Paris (uma das mais importantes do Século XX); a Barnes & Nobles; e as redes brasileiras, Nobel, Saraiva e Cultura, todas, como informa o autor, surgidas de projetos de imigrantes.