Memórias da Rússia comunista

Musa da Flip de 2018, a escritora russa Liudmila Petruchévskaia está de título novo em português: “A Menininha do Hotel Metropol: Minha infância na Rússia Comunista”, lançado aqui recentemente pela Companhia das Letras. O livro narra a sofrida infância da autora, marcada pela falta de comida e pela ausência de aquecimento. Segundo nota da editora, “um livro excepcional que fornece um vislumbre do dia a dia do regime comunista russo”. Da mesma autora e editora já havia sido lançado aqui, em 2018, “Era uma vez uma Mulher que Tentou Matar o Bebê da Vizinha: Histórias e Contos de Fadas Assustadores”.

Centenário José Mauro

Além de Clarice Lispector (10/12/1920) e João Cabral de Melo Neto (9/1/1920), o ano de 2020 marca também o centenário de nascimento de outro autor de clássicos da literatura brasileira: José Mauro de Vasconcelos (26/02/1920). Falecido aos 64 anos, teve uma biografia que foi além da atuação como escritor consagrado. Foi de treinador de boxe a garçom, passando por ator, modelo do escultor Bruno Giorgi e artista plástico. Seu maior best-seller, “O Meu Pé de Laranja Lima”, com mais de 2 milhões de cópias vendidas, segundo matéria assinada por Maria Fernanda Rodrigues, em O Estado de S. Paulo, ganhou edição especial há dois anos por ocasião dos 50 anos de seu lançamento. Agora, conforme a matéria, a Melhoramentos deve completar a coleção, com o lançamento de edições repaginadas das demais obras do autor.  

Abaixo a bibliografia de J. M. Vasconcelos, conforme a Wikipedia.

“Banana Brava” (1942)

“Barro Blanco” (1948)

“Longe da Terra” (1949)

“Vazante” (1951)

“Arara Vermelha” (1953)

“Arraia de Fogo” (1955)

“Rosinha, Minha Canoa” (1962)

“Doidão” (1963)

“O Garanhão da Praia” (1964)

“Coração de Vidro” (1964)

“As Confissões de Frei Abóbora” (1966)

“Meu Pé de Laranja Lima” (1968)

“Rua Descalça” (1969)

“O Palácio Japonês” (1969)

“Farinha Orfão” (1970)

“Chuva Crioula” (1972)

“O Veleiro de Cristal” (1973)

“Vamos Aquecer o Sol” (1974)

“A Ceia” (1975)

“O Menino Invisível” (1978)

“Kuryala: Capitão e Carajá” (1979)

Novo McEwan em pré-venda

Capa da edição em inglês do livro “A Barata”

“A Barata”, novo livro de um dos mais celebrados autores britânicos da atualidade, Ian McEwan, chega às prateleiras do país no próximo dia 30. Já em fase de pré-venda, o lançamento é uma sátira política construída a partir da métafora inversa àquela utilizada por Kafka em “A Metamorfose”, onde Jim Sams é um inseto que, do dia para a noite, assume a forma humana do primeiro-ministro da Grã-Bretanha.

O livro é uma edição da mesma Companhia das Letras que já lançou por aqui títulos do autor como “Reparação”, “Amsterdam”, “Serena”, “Solar”, “Na Praia” e “Máquinas como Eu”.

Lançamentos destacados pelo NYT para janeiro

Joumana Khatib, do “The New York Times”, lista dez títulos com previsão de chegada ao mercado dos Estados Unidos, em janeiro:

“American Dirt”, Jeanine Cummins

“American Oligarchs: The Kushners, the Trumps, and the Marriage of Money and Power”, Andrea Bernstein

“Black Wave: Saudi Arabia, Iran, and the Forty-Year Rivalry That Unraveled Culture, Religion, and Collective Memory in the Middle East”, Kim Ghattas

“Cleanness”, Garth Greenwell

“Hitting a Straight Lick With a Crooked Stick”, Zora Neale Hurston

“Long Bright River”, Liz Moore

“Such a Fun Age”, Kiley Reid

“Tightrope: Americans Reaching for Hope”, Nicholas Kristof & Sheryl WuDunn

“Uncanny Valley”, Anna Wiener

“Why We Can’t Sleep: Women’s New Midlife Crisis”, Ada Calhoun

Testemunho monumental em nova tradução

Já está à venda a nova tradução de “Arquipélago Gulag”, obra-prima do russo Aleksandr Soljenítsyn (1918-2008) lançada recentemente pela Editora Carambaia. A obra foi escrita clandestinamente entre 1958 e 1967 e lançada em sua primeira edição em Paris no final de 1973.

O livro, segundo sinopse da editora, é um testemunho íntimo e épico. “É narrativa histórica detalhista e, ao mesmo tempo, um ensaio político-filosófico ambicioso. Sua originalidade não está na denúncia dos campos de trabalho forçado, pois dezenas de ex-prisioneiros já haviam publicado memórias na década de 1970. O que distingue o livro de Soljenítsyn é a escala da empreitada (mais de duzentos relatos enviados ao autor serviram de fonte documental), a forma (uma ‘investigação artística’) e a qualidade literária. Seus personagens têm vida, profundidade, caráter, nobreza. O relato histórico é pano de fundo para uma reflexão sobre o bem e o mal.”