Comentados no “Aliás”

Quatro lançamentos abordados em artigos do “Aliás”, do jornal O Estado de SP, do último final de semana. Dois sobre a formação de bibliotecas ao longo dos séculos, outros dois sobre a solidão e a nova edição de um clássico da literatura brasileira, de 1895 e considerado o primeiro romance gay do país.

“História das Bibliotecas: de Alexandria às Bibliotecas Virtuais”, Frédéric Barbier – Edusp

“A Biblioteca: uma História Mundial”, James W.P. Campbell e Will Pryce – Edições Sesc

“História da Solidão e dos Solitários”, George Minois – Unesp

“Bom Crioulo”, Adolfo Caminha – Todavia

Clássicos de Mário Palmério pela Autêntica

A boa dica veio do Aliás, do Estadão, que comenta em sua última edição dois clássicos de Mário Palmério (1916-1996), “Vila dos Confins” e “Chapadão do Bugre”, reeditados este ano pela Autêntica depois de anos fora dos catálogos das editoras. Ao lado de nomes do calibre de Guimarães Rosa e Euclides da Cunha, Palmério é considerado um dos grandes responsáveis por forjar o imaginário sertanejo do Brasil. Se distingue dos outros dois especialmente pela dimensão política do interior do país.

O livro “nos faz ver o som dos duelos, a espessura do medo e a cegueira política, romance absolutamente clássico, do melhor que já se fez em nossa literatura”. Da historiadora e escritora Mary Del Priore sobre “Vila dos Confins”.

Publicado em 1965, o romance, sempre aclamado pela crítica – “uma força estranha e impiedosa” – é reconhecido como um dos grandes momentos da literatura brasileira de todos os tempos. No site da editora sobre “Chapadão do Bugre”.

Nas pegadas de Mário de Andrade

Um dos pais do modernismo brasileiro e intelectual que ajudou a mudar os rumos da arte no país, Mário de Andrade, ganha alentada biografia assinada pelo jornalista Jason Tércio. O livro é fruto de uma pesquisa iniciada pelo autor nos anos 90 e, além da Semana de 22, aborda o trabalho de Mário como estudioso do nosso folclore, sua participação nacriação do Departamento de Cultura de São Paulo, o período que passou deprimido no Rio de Janeiro e ainda a participação do escritor na Revolução Constitucionalista de 32. “Em Busca da Alma Brasileira” é uma publicação da editora Estação Brasil.

“Nas pegadas deste Mário de Andrade de Jason Tércio, aprendi mais sobre 1922 e o modernismo do que em quase tudo o que já tinha lido a respeito. É, para mim, o melhor livro feito até hoje sobre aquela turma – nunca as suas grandezas e pequenezas ficaram tão evidentes.” Ruy Castro em depoimento publicado no site da editora.   

Maureen no sertão

Imagem de “Sertões: Luz e Trevas”, de Maureen Bisilliat, lançado pelo Instituto Moreira Salles (IMS) na recente edição da Feira Literária Internacional de Paraty. Reedição do livro lançado originalmente em 1982, “Sertões” é resultado de viagens da fotógrafa inglesa, radicada no Brasil no início da década de 60 pelo Nordeste do país, onde capturou “os contrastes e a beleza de um mundo rude e forte”, conforme o site do IMS. As fotos são acompanhadas de trechos de “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, autor homenageado na edição deste ano da Flip.

Os contos de Ocampo estreiam no Brasil

Finalmente chega ao Brasil um livro de Silvina Ocampo (1903-1993), um dos expoentes da literatura fantástica na Argentina e no continente. A estreia aqui será com “A Fúria”, livro de contos “monstruosos, insólitos, pertubadores e sinistros”, lançado originalmente há 60 anos e já em pré-venda no site da Companhia das Letras.

Considerada uma das mulheres mais ricas e extravagantes do país e irmã da também escritora e editora Victoria Ocampo, Silvina era casada com Adolfo Bioy Casares e amiga íntima de Jorge Luis Borges.