Pollan psicodélico

Autor conhecido por aqui com títulos como “O Dilema do Onívaro” e “Cozinhar – Uma História Natural da Transformação”, Micahel Pollan está com novidade na praça. Dessa vez, o renomado jornalista e ativista da alimentação saudável, investiga os novos usos de drogas como o LSD ou a psilocibina no tratamento de depressão, vício e ansiedade associada ao câncer. O livro “Como Mudar Sua Mente” (“How to Change Your Mind”, no original) tem edição em português da Intrínseca.

Conforme o site da editora, a nova obra de Pollan conta a história do renascimento das pesquisas com compostos alucinógenos depois de anos de coibição e esquecimento.  “Em uma impressionante jornada de caráter tanto científico quanto pessoal, Pollan mergulha nos mais diversos estados da consciência e apresenta os progressos que essas substâncias trazem para os estudos mais recentes da neurociência, revelando que os benefícios terapêuticos das substâncias psicodélicas são indissociáveis das experiências de transcendência proporcionadas por elas.”

 
 

Amado eterno

Jorge-Amado-e-Zelia-Gattai
Jorge e Zélia Gattai em foto do Wall Street International Magazine

Novidade nas prateleiras. Escrito pela jornalista Joselia Aguiar após sete anos de pesquisa, “Jorge Amado – Uma Biografia” sai pela Todavia e já tem eventos de lançamento agendados em Salvador (27/11) e São Paulo (13/12). São 640 páginas dedicadas à vida e obra do mais bem sucedido escritor brasileiro, morto em 2001, com  sua obra traduzida para cerca de 50 idiomas e imortalizado por obras como  “O País do Carnaval”, seu romance de estreia lançado em 1931, “Gabriela, Cravo e Canela” (1958), “Dona Flor e seus Dois Maridos” (1966) e “Tieta do Agreste” (1977).

Urbanismo para menores

Casa

Boa dica de livro da blogueira Melina Cardoso, do Maternar, para quem quer oferecer às crianças conceitos iniciais de arquitetura e urbanismo: “Casacadabra – Cidades para Brincar”. Assinado por Bianca Antunes e Simone Sayegh, e com ilustrações de Luísa Amoroso, o livro foi viabilizado por meio de financiamento coletivo e lançado domingo passado, no Sesc Avenida Paulista. “Casacadabra” revela segredos de 10 cidades pelo mundo para falar de questões como verticalização, mobilidade, poluição sonora e muito mais. Entre os locais contemplados estão a  High Line, em Nova York, a Avenida Paulista, em São Paulo e a Escadaria Trindade Monte, em Roma, a reabertura do rio Cheonggyecheon, em Seul e a Praça dos Desejos, em Medellín, na Colômbia.

Aprendendo com os gregos

Mythos

Lançamento da Editora Planeta para ficar no radar, “Mythos” é o novo livro do também ator, diretor, comediante, roteirista e apresentador de televisão britânico, Stephen Fry – fenômeno recente na internet brasileira em função de entrevista feita com o então candidato e hoje presidente eleito Jair Bolsonaro.

Artigo na Veja destaca que Fry “narrador culto e elegante, adiciona cores literárias sem corromper as fontes consagradas de um apanhado de episódios que se iniciam na tumultuada criação do cosmos, passam pela feroz Titanomaquia – guerra mitológica em que os deuses derrotaram seus antepassados titãs (entre eles, o cruel Cronos, que devorava a própria prole) – e culminam na vida do rei Midas, que transformava tudo o que tocava em ouro”.’

Para a Amazon, o livro é “um novo olhar – mais honesto e muito mais divertido – sobre heróis, deuses e titãs, nas palavras de um dos maiores atores britânicos da atualidade”.

Compêndio grego

Literatura-grega

Um livro de fôlego e uma produção brasileira capaz de divulgar o vasto legado da literatura grega no ocidente. Assim é apresentado, pela Ilustrada, o livro “Literatura Grega: Irradiações”, do escritor, professor e tradutor Donaldo Schüler. Lançamento da Ateliê Editorial, o título reflete a trajetória de leituras de Schüler, que comenta mais de 80 autores e obras em grego. São quase 3 mil anos de produção literária, do período arcaico grego até escritores consagrados mais recentemente, como Kazantzákis, Kaváfis e Seféris, comentados numa linguagem leve, sem pedantismo e afetação.

Em entrevista ao blog da editora, Schüler afirma que “os gregos estão presentes mesmo quando  nossa atenção não está voltada a eles. Quando pensamos, afirmamos ou negamos o que eles pensaram. Eles são nossos interlocutores. Assim os preservamos vivos. O mundo se amplia quando ultrapassamos o que nos cerca. Nunca somos herdeiros passivos. O que não conquistamos não nos pertence”.