Livro e Cinema

Mais uma lista. Dessa vez com “15 filmes para quem gosta de literatura”. Foi publicada pelo Estadão, em 2017.

“O Escritor Fantasma”, Adam Lang – 2010

“Meia-Noite em Paris”, Woody Allen – 2011

“As Horas”, Stephen Daldry – 2002

“Providence”, Alain Resnais – 1977

“Shakespeare Apaixanado”, John Madden – 1999

“Capote”, Bennet Miller – 2006

“As Palavras”, Brian Klugman e Lee Sternthal – 2012

“Minhas Tardes com Margueritte”, Jean Becker – 2010

“Encontrando Forrester”, Gus Van Sant – 2000

 –“Louca Obsessão”, Rob Reiner – 1990

“Mais Estranho que a Ficção”, Marc Forster – 2007

“A Garota do Livro”, Marya Cohn – 2016

“Os Irmãos Grimm”, Terry Gilliam – 2005

“Miss Potter”, Chris Noonan – 2006

“Em Busca da Terra do Nunca”, Marc Forster – 2004

King além do “Cemitério”

No rastro do lançamento da nova versão para o cinema da obra de Stephen King (trailer abaixo), a jornalista Maria Confort, do manualdohomemmoderno.com.br, listou dez títulos do escritor “que você precisa ler” além de “Cemitério Maldito”.

“O Cemitério”

“A Coisa”

“Misery”

“O Iluminado”

“Quatro Estações”

“Escuridão Total sem Estrelas”

“Carrie”

“Belas Adormecidas”

“Sob a Redoma”  

“A Torre Negra”

Filosofia essencial

No rastro das discussões em torno da estupidez oficial do momento – o esvaziamento das faculdades de Ciências Humanas, em especial de cursos como Filosofia e Sociologia, Mariana Felipe, do www.revistabula.com, listou 25 títulos essenciais para entender os motivos desse tipo de disciplina ser a base para a construção de qualquer outro conhecimento.

“A Paisagem Moral”, Sam Harris – 2010

O autor defende o abandono da religião em nome da ciência. Tese defendida também por nomes como Richard Dawkins e Christopher Hitchens.

“Problemas de Gênero”, Judith Butler – 1990

Crítica contundente a um dos principais fundamentos do movimento feminista: a identidade. Butler é considerada hoje uma das principais teóricas do feminismo.

“Crítica da Razão Cínica”, Peter Sloterdijk – 1983

Destrincha e recompõe o legado da filosofia ocidental de cunho racionalista e progressista. Provocador e perspicaz.

“Vigiar e Punir”, Michel Foucault – 1975

Estudo sobre a evolução da legislação penal e dos métodos coercitivos e punitivos adotados pelo poder público na repressão à delinquência.

“História da Filosofia Ocidental”, Bertrand Russel – 1969

Obra monumental de um dos maiores pensadores dos séculos XIX e XX, reflete sobre a filosofia dos pré-socráticos aos dias atuais.

“A Sociedade do Espetáculo”, Guy Debord – 1967

Análise impiedosa da invasão de todos os aspectos do cotidiano pelo capitalismo moderno.

“A Condição Humana”, Hannah Arendt – 1958

Uma das filósofas mais influentes do século XX pondera sobre como e porque foi possível o surgimento do totalitarismo.

“O Segundo Sexo”, Simone de Beauvoir – 1949

Procura compreender de que maneira a mulher ocupou a posição de segundo sexo em diferentes sociedades, como ela se coloca no mundo e como contribui para essa configuração social.

“O Ser e o Nada”, Jean-Paul Sartre – 1943

Prodigioso sistema de “explicação total do mundo” por meio de um exame detalhado da realidade humana como ela se manifesta, estudando o abstrato concretamente.

“O Mito de Sísifo”, Albert Camus – 1942

Ensaio clássico sobre o absurdo e o suicídio, publicado durante a Segunda Guerra Mundial.

“Ser e Tempo”, Martin Heidegger – 1927

Livro fundamental para quem pretende conhecer e entender o ser humano de forma integral.

“Sobre a Liberdade”, John Stuart Mill – 1859

Defesa da individualidade e da autonomia diante da sociedade e do Estado.

“Ou-ou: Um Fragmento de Vida”, Kierkegaard – 1843

Obra ímpar da literatura e da filosofia ocidentais, desenvolve conceitos sobre o estético e o ético, o ético e o religioso, desespero e esperança.

“O Mundo como Vontade e Representação”, Arthur Schopenhauer – 1819

Obra fundamental do autor, escrita em estilo claro, elegante e contundente, abrange temas que vão da epistemologia à ética.

-“Fenomenologia do Espírito”, Georg W. Friedrich Hegel – 1807

Obra inicia tentativa do autor de construir um Sistema de Filosofia, com a Fenomenologia do Espírito, onde a fenomenologia desempenha a função de ser uma introdução à Ciência.

-“Reivindicação dos Direitos da Mulher”, Mary Wollstonecraft -1792

Considerado um dos documentos fundadores do feminismo, o livro denuncia a exclusão das mulheres do acesso a direitos básicos no século 18. Mary é mãe de Mary Shelley, autora de “Frankenstein” (1818).

“Crítica da Razão Pura”, Immanuel Kant – 1781

Para o autor, considerado o último grande filósofo dos princípios da era moderna, a razão desdobra-se em contradições, mas apenas aparentes.

-“Investigação Sobre os Princípios da Moral”, David Hume – 1751

Mostra que uma investigação deve proceder de fatos observados sobre o comportamento humano, deixando de lado quaisquer esquemas puramente hipotéticos e idealizados acerca da “real natureza” do homem.

-“Discurso do Método”, René Descartes – 1637

Penso, logo existo: tal proposição resume o espírito de René Descartes, sábio francês cuja obra inaugurou a filosofia moderna.

-“Os Ensaios”, Michel de Montaigne – 1595

Considerado o inventor do gênero ensaio, foi alfabetizado em latim e prefeito de Bordeaux. Na obra, temas como o medo, a covardia, a preparação para a morte, a educação dos filhos, a embriaguez, a ociosidade.

-“O Príncipe”, Nicolau Maquiavel -1532

Em 26 capítulos, o autor elenca os tipos de principado existentes e as diferenças entre cada um deles. Ainda hoje, é considerado um guia sobre como chegar ao poder e mantê-lo.

-“Cartas a Lucílio”, Sêneca – 1494

Consideradas a grande obra-prima do filósofo latino, apresentam uma síntese dos princípios de sabedoria, virtude e liberdade que o pensador perseguiu em vida.

-“Confissões”, Agostinho de Hipona – 398 d.C.

Pela densidade poética e pela originalidade da escrita, representam um marco único na história da literatura ocidental. O autor é considerado o mais importante teólogo dos primeiros séculos do cristianismo.

-“A República”, Platão – 308 a.C.

Exposição das ideias políticas, filosóficas, estéticas e jurídicas de um dos pilares da filosofia ocidental.

-“A Ética a Nicômaco”, Aristóteles

Na obra o autor expõe sua concepção teleológica de racionalidade prática, sua ideia de virtude como moderação e suas considerações acerca do papel do hábito e da prudência.

Os melhores destinos para amantes dos livros

Por meio de pesquisa realizada pela Revista Bula, Helene Oliveira listou “As 15 Melhores Cidades do Mundo para Amantes de Livros”. São lugares citados em grandes obras, que possuem importantes livrarias, bibliotecas ou festivais literários. Abaixo as selecionadas e um resumo dos motivos da escolha.

Buenos Aires – Argentina

São quase 700 livrarias espalhadas pela cidade e uma joia, “El Ateneo Grand Splendid”, livraria instalada em um antigo cinema e presença frequente nos rankings das mais bonitas do mundo.

Tóquio – Japão

Apenas no distrito de Jimbocho, “A Cidade dos Livros de Tóquio”, são mais de 170 livrarias, 50 delas especializadas em obras raras.

Dublin – Irlanda

A biblioteca do Trinity College e suas obras raras e o museu dedicado à vida e obra de James Joyce são alguns dos patrimônios da cidade.

São Francisco – EUA

Paraíso das livrarias alternativas, abriga, entre outras, City Lights Bookstore, inaugurada em 1953 e pioneira na venda de livros de bolso.

Paris – França

Lar de cerca de 900 livrarias, entre elas a célebre Shakespeare and Co, e de alguns dos maiores nomes da literatura mundial, de Hemingway a Marcel Proust.

Hay-on-Wye – País de Gales

Pequena vila com cerca de 30 livrarias e sede do Hay Festival, evento com cerca de 150 mil visitantes tradicionalmente promovido nas últimas semanas de maio.

Nova Orleans – EUA

Cenário de Faulkner, Twain e Capote, realiza anualmente um festival dedicado à Tennessee Williams, vencedor do Prêmio Pulitzer de 1959, que viveu na cidade.

Londres – Inglaterra

Terra de nomes como Dickens, Shakespeare, Wilde e Austen, a cidade abriga a British Library, onde estão, entre outros tesouros, originais de Darwin e manuscritos de até 2 mil anos a.C.

Portland – EUA

Sede da maior livraria do mundo, a Powell’s City of Books. Fundada em 1971, ocupa hoje um quarteirão inteiro do bairro Burnside. São 120 seções de livros novos e usados.

Washington – EUA

É lar da maior biblioteca do globo, a Biblioteca do Congresso. São mais de 155 milhões de volumes, entre livros, mapas, manuscritos, fotografias e filmes.

Edimburgo – Escócia

Sede de uma das maiores feiras mundiais do setor, o Festival Internacional do Livro de Edimburgo, a cidade oferece roteiros turísticos inspirados em escritores como Conan Doyle.

Berlim – Alemanha

Além de atrações como a Bebelplatz, praça onde os nazistas queimaram milhares de livros em 1933, possui centenas de livrarias, como a Dussmann, maior e mais completa do país.

-Reykjavik – Islândia

 Dona de uma importante herança literária medieval, é sede do Saga Museum, dedicado às obras islandesas escritas entre os séculos 12 e 14.

Lisboa – Portugal

Fonte de inspiração de escritores como Camões, Eça de Queiroz e Fernando Pessoa, tem entre suas atrações o Café A Brasileira, ponto de encontro de intelectuais no início do século XX.

São Petersburgo – Rússia

Entre suas atrações, casas/museus de grandes nomes da literatura russa e a Biblioteca Nacional da Rússia, com acervo de mais de 30 milhões de volumes.

Escritoras extraordinárias

A lista foi feita pelo Blog da Companhia das Letras em março do ano passado, por ocasião do Dia Internacional da Mulher, mas vale como dica para o Dia das Mães ou qualquer outro. Abaixo a seleção (com complementos) de “20 escritoras extraordinárias” com obras publicadas por selos do grupo Companhia e os respectivos títulos.

Hilda Hilst –  “Da Poesia” (livro lançado em 2017. No ano seguinte, foram publicados ainda “Da Prosa”, “Júbilo, Memória, Noviciado e Paixão” e “De Amor Tenho Vivido”.

Chimamanda Ngozi Adichie“Meio Sol Amarelo”, “Hibisco Roxo”, “Americanah”, “Sejamos Todos Feministas”, “Para Educar Crianças Feministas”, “No Seu Pescoço”.

Rebecca Solnit“A Mãe de Todas as Perguntas”

Lilia Moritz Schwarcz“As Barbas do Imperador: D. Pedro II, um Monarca nos Trópicos”, “O Espetáculo das Raças”, “O Sol do Brasil”, “Nem Preto Nem Branco, Muito Pelo Contrário”, “Brasil: Uma Biografia”, “Lima Barreto: Triste Visionário” e várias outras obras, inclusive para o público infanto-juvenil.

Ana Cristina Cesar“Poética” e “Crítica e Tradução”.

Angélica Freitas“Um Útero é do Tamanho de um Punho”. Teve publicada também a HQ “Guadalupe”.

Virginia Woolf“Orlando” e “Mrs. Dalloway”

Caitlin Moran“Como ser Mulher” e “Do que é Feita uma Garota”.

E. Lockhart“O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks”, “Mentirosos” e “Fraude Legítima”.

Lygia Fagundes Telles“As Meninas”, “Antes do Baile Verde” e dezenas de outras obras.

Martha Batalha “A Vida Invísivel de Eurídice Gusmão” e “Nunca Houve um Castelo”.

Nicole Krauss“Floresta Escura”, “A Memória de Nossas Memórias” e “A História do Amor”.

Elizabeth Strout“Meu Nome é Lucy Barton” e “Olive Kitteridge”.

Maria Valéria Rezende“Quarenta Dias”, “Vasto Mundo”, “Modo de Apanhar Pássaros à Mão”, “O Voo da Guará Vermelha”, “Outros Cantos”, “Carta à Rainha Louca”.

Carol Bensimon “Sinuca Embaixo d’Água”, “Todos Nós Adorávamos Caubóis”, “O Clube dos Jardineiros de Fumaça”.

Alice Munro“Felicidade Demais”, “O Amor de Uma Boa Mulher”, “Vida Querida”.

Elvira Vigna “Como se Estivéssemos em Palimpseto de Putas”, “Por Escrito”, “A Um Passo”.

Helena Morley“Minha Vida de Menina”.

Susan Sontag“A Vontade Radical”, “Diante da Dor dos Outros” e “Sobre Fotografia” e várias outras obras.

Svetlana Aleksiévitch “Vozes de Tchernóbil”, “A Guerra não tem Rosto de Mulher”, “O Fim do Homem Soviético”, “As Últimas Testemunhas”.