Conrad e a barbárie eterna

Especialista em estudos linguísticos e literários em inglês, José Garcez Ghirardi comenta obra de Conrad em vídeo da Casa do Saber, publicado em 2017.

Matéria de recente edição do caderno “Ilustríssima”, do jornal FSP, traz resumo do posfácio do escritor Bernardo Carvalho para a nova edição de “Coração das Trevas”, de Joseph Conrad (1857-1924), que a Ubu lança a partir de 1 de julho, com tradução de Paulo Schiller. Texto na íntegra (para assinantes) pelo link https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2019/06/civilizacao-constitui-barbarie-em-coracao-das-trevas-escreve-bernardo-carvalho.shtml.

Conforme o site da editora, o livro é considerado uma obra-prima da literatura inglesa e se tornou também uma referência cultural sobre os horrores da colonização. “A história é de Marlow, capitão de um barco a vapor, em sua ida de encontro a Kurtz, um explorador de marfim de métodos questionáveis, que vivia entre os selvagens do Congo e precisava ser levado de volta à civilização. O romance mergulha no mundo interior do personagem principal, em busca do inominável, tendo as trevas da selva africana como imagem do inconsciente. O livro ficou conhecido ainda por ter inspirado o filme Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola.”

Jósef Teodor Konrad Korzeniowski, ou Joseph Conrad, nasceu na Ucrânia, filho de país poloneses, e faleceu no condado de Kent, na Inglaterra, onde passou a viver, em 1894, após uma carreira na Marinha Mercante Britânica. Começou a escrever em inglês, sua terceira língua, em 1886 e, além de “Coração das Trevas” (1899) é autor, entre outros clássicos, de “Lord Jim” (1900) e “Nostromo” (1904).

Os 300 anos e os paradoxos de Crusoé, segundo o Post

Os 300 anos do lançamento, em Londres, de um dos livros mais populares da história da literatura, “Robinson Crusoé”, de Daniel Defoe (1660-1732), foi lembrado em matéria publicada no último dia 25 no The Washington Post. Segundo a matéria, assinada por Michael Dirda e publicada aqui por jornais como O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo, o livro é um clássico “escrito vividamente, repleto de paradoxos e de atitudes culturais perturbadoras”.

Dono de uma biografia movimentada, que incluiu o comércio de vinho e uma sentença de três dias no pelourinho por difamação, Defoe foi autor também de outros clássicos como “Moll Flanders” e “Diário do Ano da Praga”, esse último, conforme lembra a mesma matéria, “uma descrição excepcionalmente realista, embora fictícia, da epidemia de peste bubônica em Londres em 1665 e 1666”.
 

Um outro lado de Dickens

Imagem: greatestbritons.com

Uma face pouco lisonjeira de Dickens é comentada em matéria de Rafa de Miguel, de Londres, para o El País. O principal romancista da história da literatura inglesa foi também um marido cruel, que depois de 20 anos de casamento teria movido céus e terra na tentativa de internar a mulher, Catherine, em um manicômio para assim desfrutar com mais liberdade do seu romance com a atriz Ellen Ternan.

Segundo John Bowen, professor de Literatura da Universidade de York, entrevistado na matéria, traços sombrios da personalidade do escritor podem ser reconhecidos em personagens de clássicos como “Grandes Esperanças”. Para ele, “um romance cheio de culpa, de vergonha. Seu personagem principal (Pip) se sente incompreendido e é alguém que magoou muito gente”.

Matéria na íntegra no link: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/03/01/cultura/1551475506_900644.html.

Aprendendo com os gregos

Mythos

Lançamento da Editora Planeta para ficar no radar, “Mythos” é o novo livro do também ator, diretor, comediante, roteirista e apresentador de televisão britânico, Stephen Fry – fenômeno recente na internet brasileira em função de entrevista feita com o então candidato e hoje presidente eleito Jair Bolsonaro.

Artigo na Veja destaca que Fry “narrador culto e elegante, adiciona cores literárias sem corromper as fontes consagradas de um apanhado de episódios que se iniciam na tumultuada criação do cosmos, passam pela feroz Titanomaquia – guerra mitológica em que os deuses derrotaram seus antepassados titãs (entre eles, o cruel Cronos, que devorava a própria prole) – e culminam na vida do rei Midas, que transformava tudo o que tocava em ouro”.’

Para a Amazon, o livro é “um novo olhar – mais honesto e muito mais divertido – sobre heróis, deuses e titãs, nas palavras de um dos maiores atores britânicos da atualidade”.