Hoje e amanhã

fernando pessoa
Poema de 1928 do mais universal dos poetas de língua portuguesa, Fernando Pessoa (1888-1935)
Hoje Estou Triste, Estou Triste
Hoje stou triste, stou triste.
Starei alegre amanhã…
O que se sente consiste
Sempre em qualquer coisa vã.Ou chuva, ou sol, ou preguiça…
Tudo influi, tudo transforma…
A alma não tem justiça,
A sensação não tem forma.Uma verdade por dia…
Um mundo por sensação…
Stou triste. A tarde está fria.
Amanhã, sol e razão.

O diário de Saramago

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Saramago em Lanzarote, no Arquipelágo espanhol das Ilhas Canárias, em foto do acervo da Fundação José Saramago

Segundo notícia divulgada essa semana pela agência de notícia AFP, oito anos após sua morte, um diário do Prêmio Nobel de Literatura (1998) José Saramago foi encontrado em seu computador. A viúva do escritor, Pilar Del Rio, informou que uma edição do diário deve ser publicada no próximo mês de outubro, na Espanha e em Portugal. A obra seria o sexto e último volume dos “Cadernos de Lanzarote”.

Descobrindo Sophia

sophia

Para quem não teve a chance de conhece-la quando apresentada pela cantora Maria Bethânia com o seu belíssimo “Mar de Sophia”, em 2006, ou pelos trechos de seus poemas estampados no Oceanário de Lisboa, mais uma chance. Um novo título de Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004) chega às livrarias em edição da Companhia das Letras: Coral e Outros Poemas, uma antologia organizada por Eucanaã Ferraz que dá uma panorâmica da obra da poeta portuguesa.

A autora teve seu primeiro livro, Poemas Escolhidos, lançado no Brasil em 2004. Para esse ano estão previstos ainda, segundo os jornais, Obra Poética pela Tinta da China e Sophia: Singular Plural, reunião de ensaios, pela 7Letras.

Sophia manteve, na década de 60, uma ligação estreita com o Brasil, que lhe rendeu diversos poemas e uma sólida amizade com escritores como Manuel Bandeira, Murilo Mendes e João Cabral de Melo Neto.

Terror de te amar

Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo
Mal de te amar neste lugar de imperfeição
Onde tudo nos quebra e emudece
Onde tudo nos mente e nos separa

 

Estreando no Brasil

Era uma vezLiudmila Petruchévskaiakaren

ana teresa pereira

Duas escritoras estrangeiras já consagradas nos seus países de origem chegam pela primeira vez no mercado brasileiro: a russa Liudmila Petruchévskaia  e a portuguesa, da Ilha da Madeira, Ana Teresa Pereira. Ambas muito elogiadas pelos resenhistas, Ana está lançando no país, pela editora Todavia, o romance Karen, e Petruchévskaia o livro de contos Era uma vez uma mulher que tentou matar o bebê da vizinha, pela Companhia das Letras. No site da editora é possível ler alguns contos do livro de Petruchévskaia.

Ela é citada como a maior escritora russa viva desde Aleksandr Soljenítsin (Arquipélago Gulag) e está sendo colocada na altura de nomes clássicos da Literatura Russa como Tchékov e Gógol. Ana Tereza é dona de uma vasta obra ainda desconhecida no Brasil, mas traduzida em diversos outros países. No ano passado, Karen ficou em primeiro lugar no Prêmio Oceanos, premiação de Literatura em Língua Portuguesa, criada em 2003 como Prêmio Portugal Telecom. A propósito, nessa mesma edição, o brasileiro Silviano Santiago ficou em segundo lugar com o romance Machado e Golpe de Teatro, do poeta português Helder Moura Pereira, levou a terceira colocação.

Que façam muito sucesso e que venham outros títulos de ambas.

Saramago exclusivo

Saramago na Saraiva

Embora simpática a estratégia, não parece ter grande apelo comercial o lançamento recente, pela Companhia das Letras, de edição exclusiva da obra de José Saramago para a livraria Saraiva. São 12 volumes com os respectivos títulos estampados pela caligrafia de nomes como Sebastião Salgado, Álvaro Siza, Raduan Nassar e outros. O projeto foi lançado originalmente em Portugal com participação também de nomes brasileiros. Conforme a editora, as edições tradicionais permanecem disponíveis nas demais livrarias.

Ensaio sobre a Cegueira, traz o título com a letra de Chico Buarque; As Intermitências da Morte, de Valter Hugo Mãe; História do cerco de Lisboa, do arquiteto português Álvaro Siza Vieira; O Evangelho segundo Jesus Cristo, do fotógrafo Sebastião Salgado; e A Caverna, do professor e filósofo português, Eduardo Lourenço.

//www.saraiva.com.br/ensaio-sobre-a-cegueira-9927400.html//www.saraiva.com.br/as-intermitencias-da-morte-9927404.html//www.saraiva.com.br/o-evangelho-segundo-jesus-cristo-9927423.html//www.saraiva.com.br/a-caverna-9927412.html