Brontë em miniatura

Foto do The Guardian

Uma miniatura de um manuscrito da então adolescente Charlotte Brontë (1816-1855), segundo notícia da agência Reuters, está voltando à casa onde a escritora passou a infância em West Yorkshire. A obra foi comprada por um museu britânico em um leilão em Paris por 780 mil euros. A campanha para a arrecadação dos recursos, segundo a agência, foi impulsionada por um pedido da atriz Judi Dench. Charlotte é autora do clássico “O Morro dos Ventos Uivantes”.

Rio literário

Ilustração do El País

Os vestígios literários do Rio de Janeiro em diferentes épocas, conforme matéria publicada pelo jornal espanhol El País:

-Machado de Assis – Século XIX. Os casarões de Santa Teresa, as mansões de antigos bairros elegantes como Botafogo, onde é possível visitar, por exemplo, a casa de Rui Barbosa. Na região central, destacam-se a Confeitaria Colombo, a Academia Brasileira de Letras e o Teatro Municipal.

-Século XX – O Rio de Stefan Zweig – O escritor chegou à cidade em 1941 pelo Aeroporto Santos Dumont e foi hospedado com todas as honras no Copacabana Palace. Infeliz pelas sucessivas viagens fugindo do nazismo, Zweig busca refúgio em Petrópolis, onde é possível visitar a casa onde acabou se suicidando em 1942, ao lado da mulher Lotte.

-O Rio de Rosa Chacel – A escritora viveu por mais de 30 anos na cidade, em um dos “exílios menos documentados/e mais interessantes dos escritores republicanos depois a Guerra Civil Espanhola”. Chegada ao Rio em 1940, Rosa morou em plena avenida Nossa Senhora de Copacabana até seu retorno à Espanha na década de 70. Traços desse passado ainda podem ser vistos, segundo a matéria, no bairro Peixoto e na extravagância art déco de edifícios como o Ophir Guahy e outros tantos da avenida Atlântica. Quando queria fugir da claustrofobia de seu exílio, Chacel fazia excursões à Ilha de Paquetá.

-Em 1951 chegava ao Rio a poeta americana Elizabeth Bishop. Veio para passar 15 dias e acabou ficando 15 anos e vivendo uma relação tempestuosa e apaixonada com a arquiteta Lota Macedo Soares. Viveu na Praia do Leme, no prédio ainda hoje existente, o Mandori, próximo ao restaurante La Fiorentina. Na mesma região viveu Clarice Lispector, na rua Gustavo Sampaio, 88. Como Zweig, Bishop se encantou por Petrópolis, em cuja aldeia de Samambaia compartilhou com Lotta uma casa mítica da arquitetura moderna brasileira, projetada pelo arquiteto Sérgio Bernardes, em 1951.

Seguindo os passos de Zweig e Bishop, Manuel Puig chegou ao Rio depois de uma vida errante pela Europa e Estados Unidos. O escritor desembarcou em 1980 vindo da Argentina. Morou no Alto Leblon, no número 57 da rua Aperanal, em um edifício cercado por amendoeiras do mar, mangueiras, mimosas e flamboyants. “Árvores antigas…estão bem conservadas com suas orquídeas e bromélias fixadas aos troncos por gerações de jardineiros e moradores. Ainda há vestígios do gosto burguês de então, azulejos e pastilhas de cor pastel, grades e varandas de ferro forjado que lembram a era de ouro do bairro, nos anos cinquenta”.

Dia de Raquel

A escritora em foto do Acervo Estadão

Dia de celebrar a escritora, cronista e tradutora Raquel de Queirós. Nascida em Fortaleza, em 1910, faleceu no Rio de Janeiro em 4 de novembro de 2003, vítima de problemas cardíacos, dias antes de completar 93 anos. Eleita para a Academia Brasileira de Letras em 1977, Raquel estreou em 1927, com o pseudônimo de Rita de Queirós. Em fins de 1930, publicou o romance “O Quinze”, alcançando, aos 20 anos de idade, projeção na vida literária do país. Segundo a ABL, publicou mais de duas mil crônicas, escreveu duas peças de teatro e traduziu cerca de 40 romances para o português. Abaixo a bibliografia da escritora.

“O Quinze” – 1930

-“João Miguel” – 1932

“Caminho de Pedra” – 1937

“As Três Marias” – 1939

“A Donzela e a Moura Torta” – 1948

“Lampião” (peça em cinco atos) – 1953

“A Beata Maria do Egito” (peça em três atos) – 1958

“100 crônicas escolhidas” -1958

“O Brasileiro Perplexo” – 1963

“O Caçador de Tatu” – 1967

“O Menino Mágico” – 1967

“Dora, Doralina” – 1975

“As Menininhas e Outras Crônicas” – 1976

“O Jogador de Sinuca e mais Historinhas” – 1980

“O Galo de Ouro” – 1985

“Cafute e Pena-de-Prata” (com ilustrações de Ziraldo) – 1986

“Memorial de Maria Moura” – 1992

“As Terras Ásperas” – 1993

“Teatro” 1995

“Tantos Anos” (com Maria José de Queiroz) – 1998

Pulitzer de Literatura – Os premiados do Século XXI

Lista de todos os ganhadores do Pulitzer neste século publicada no site da revistabula. Desde 1917, a premiação destaca jornalistas, escritores, artistas e fotógrafos pela excelência de seus trabalhos em 21 categorias. No século, apenas em 2012 não houve premiado em Literatura. Nesse ano, nenhum dos três finalistas “Train Dreams”, de Denis Johnson, “Swamplandia!”, de Karen Russel, e “The Pale King”, romance póstumo de David Foster Wallace, foi considerado merecedor da premiação.

-“As  Incríveis Aventuras de Kavalier & Clay”, Michael Chabon (2001)

-“Empire Falls”, Richard Russo (2002)

-“Middlesex”, Jeffrey Eugenides (2003)

-“O Mundo Conhecido”, Edward P. Jones (2004)

-“Gilead”, Marilynne Robinson (2005)

-“March”, Geraldine Brooks (2006)

-“A Estrada”, Cormac McCarthy (2007)

-“A Fantástica Vida Breve de Oscar Wao”, Junot Díaz (2008)

-“Olive Kitteridge”, Elizabeth Strout (2009)

-“A Restauração das Horas”, Paul Harding (2010)

-“A Visita Cruel do Tempo”, Jennifer Egan (2011)

-“Jun Do”, Adam Johnson (2013)

-“O Pintassilgo”, Donna Tartt (2014)

-“Toda Luz que não Podemos Ver”, Anthony Doerr (2015)

-“O Simpatizante”, Thanh Nguyen (2016)

-“The Underground Railroad: Os Caminhos para a Liberdade”, Colson Whitehead (2017)

-“As Desventuras de Arthur Less”, Andrew Sean Greer (2018)

-“The Overstory”, Richard Powers (2019)

Google homenageia Drummond

Doodle em homenagem aos 117 anos de nascimento do poeta Carlos Drummond de Andrade, celebrados hoje, dia 31 de outubro. Doodle, conforme definição da Wikipedia, é um tipo de esboço ou desenho realizado ao acaso, quando uma pessoa está distraída ou ocupada. São desenhos simples que podem ter significado concreto de representação ou simplesmente representar formas abstratas.