Sai, na Alemanha, edição com a versão original do Diário de Anne Frank

Diário original exibido na Casa de Anne Frank, em Amsterdã. Foto: Reuters

Matéria da Deutsche Welle, publicada em português pela Folha de SP, informa que foi lançada, na Alemanha, uma nova edição do Diário de Anne Frank. É a primeira vez que uma versão original da obra, sem os retoques feitos pela própria Anne e por seu pai, é publicada. A nova edição, segundo a matéria, foi idealizada pela especialista em Literatura, Laureen Nussbaum, de 91 anos, uma sobrevivente do Holocausto que conheceu pessoalmente a autora.

 É a terceira versão da obra. A primeira, ora publicada, começou a ser escrita espontaneamente enquanto a família de Anne estava escondida dos nazistas em Amsterdã. Depois de escutar em uma rádio uma chamada para documentar o sofrimento dos judeus holandeses, a jovem reescreveu parcialmente seu diário com a esperança de ver o texto publicado depois da Guerra, resultando na segunda versão de seu diário.

Depois de sua morte, aos 15 anos, no campo de concentração de Bergen-Belsen, provavelmente de tifo, e do fim da Guerra, o pai de Anne publicou uma terceira versão do Diário, uma mistura do livro original com a segunda versão, retocada por Anne, e posteriormente pelo próprio pai.

Hoje o livro é uma das obras mais populares em todo o mundo sobre o tema nazismo e a casa onde a família se escondeu uma das principais atrações turísticas de Amsterdã.

Zélia na memória

Zélia, Sartre, Beauvoir, Amado e Mãe Senhora. Foto: Fundação Casa de Jorge Amado

Há 11 anos, a literatura nacional perdia Zélia Gattai. Nascida em São Paulo em 2 de julho 1916, foi casada com Jorge Amado e conseguiu projeção já com seu primeiro livro de memórias, “Anarquistas Graças a Deus”. Lançado em 1979 e adaptado com grande sucesso para uma série de TV, narra a vida dos pais, a realidade dos imigrantes italianos no Brasil e sua infância em São Paulo. Em 2001 foi eleita imortal pela Academia Brasileira de Letras (ABL).

Abaixo a bibliografia da escritora. Fonte: ABL

Memórias
“Anarquistas Graças a Deus”, 1979
-“Um Chapéu para Viagem”, 1982.
“Pássaros Noturnos do Abaeté”, com gravuras de Calasans Neto, 1983
“Reportagem Incompleta”, com fotografias de sua autoria, 1987
“Jardim de Inverno”, 1988
“Chão de Meninos”, 1992.
“A Casa do Rio Vermelho”, 1999
“Città di Roma”, ilustrado com fotografias de época, 2000
“Códigos de Família”, 2001
“Jorge Amado: um Baiano Sensual e Romântico”, 2002

Literatura infanto-juvenil
“Pipistrelo das Mil Cores”, com ilustrações de Pink Wainer, 1989
“Jonas e a Sereia”, com ilustrações de Roger Mello, 2000

Romance
“O Segredo da Rua 18”, ilustrado por Ricardo Leite, 1991
“Crônica de uma Namorada”, 1995

94 anos de Rubem Fonseca

Rubem Fonseca comemora 90 anos com livro de contos
Foto do site sabado.pt

Hoje, 11/5, é dia de celebrar os 94 anos do nascimento do contista, romancista, ensaista, cronista e roteirista Rubem Fonseca. Filho de imigrantes portugueses, José Rubem Fonseca nasceu em Juiz de Fora, formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, atuou como comissário na Polícia do Rio, lecionou na Fundação Getúlio Vargas, atuou na Light e, a partir daí, passou a se dedicar integralmente à literatura, tornando-se um dos principais escritores brasileiros contemporâneos.

Abaixo romances, contos e crônicas assinados pelo autor. Fonte: Wikepedia.

ROMANCES

“O Caso Morel” – 1973

“A Grande Arte” – 1983

“Bufo & Spallanzani” – 1986

“Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos” – 1988

“Agosto” – 1990

“O Selvagem da Ópera” – 1994

“E do Meio do Mundo Prostituto só Amores Guardei ao meu Charuto” – 1977

“O Doente Molière” – 2000

“Diário de um Fescenino” – 2003

“Mandrake, a Bíblia e a Bengala” – 2005

“O Seminarista” – 2009

“José” – 2011

CONTOS

“Os Prisioneiros” – 1963

-“A Coleira do Cão” – 1965

“Lúcia McCartney” – 1969

“O Homem de Fevereiro ou Março” – 1973

“Feliz Ano Novo” – 1975

“O Cobrador” – 1979

“Romance Negro e Outras Histórias” – 1992

“O Buraco na Parede” – 1995

“Histórias de Amor” – 1977

“A Confraria dos Espadas” – 1998

“Secreções, Excreções e Desatinos” – 2001

“Pequenas Criaturas” – 2002

-“64 Contos de Rubem Fonseca” – 2004

“Ela e Outras Mulheres” – 2006

“Axilas e Outras Histórias Indecorosas” – 2011

“Amálgama” – 2013

“Histórias Curtas” – 2015

“Calibre 22” – 2017

“Carne Crua” – 2018

CRÔNICAS

-“O Romance Morreu” – 2007

Os 300 anos e os paradoxos de Crusoé, segundo o Post

Os 300 anos do lançamento, em Londres, de um dos livros mais populares da história da literatura, “Robinson Crusoé”, de Daniel Defoe (1660-1732), foi lembrado em matéria publicada no último dia 25 no The Washington Post. Segundo a matéria, assinada por Michael Dirda e publicada aqui por jornais como O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo, o livro é um clássico “escrito vividamente, repleto de paradoxos e de atitudes culturais perturbadoras”.

Dono de uma biografia movimentada, que incluiu o comércio de vinho e uma sentença de três dias no pelourinho por difamação, Defoe foi autor também de outros clássicos como “Moll Flanders” e “Diário do Ano da Praga”, esse último, conforme lembra a mesma matéria, “uma descrição excepcionalmente realista, embora fictícia, da epidemia de peste bubônica em Londres em 1665 e 1666”.