73 anos na defesa do livro

Foto da edição do ano passado da Bienal de SP. Fonte: Bienaldolivrosp.com.br

Fundada por um grupo de editores e livreiros em assembleia realizada em 1946 na livraria O Pensamento, de São Paulo, a Câmara Brasileira do Livro completa hoje 73 anos de atividades. Atualmente, segundo a própria CBL, a entidade tem mais de 400 associados no país entre editores, distribuidores e livreiros, reunidos em torno de uma causa fundamental: a construção de um país com melhor educação por meio do livro e da leitura.

Entre outras iniciativas de destaque, a CBL é a organizadora da Bienal Internacional do Livro de São Paulo (a edição do ano passado contabilizou um público de 600 mil visitantes e a próxima já tem data marcada: 30 de outubro a 8 de novembro do ano que vem) e do Prêmio Jabuti, realizado há seis décadas e o mais tradicional e prestigiado do país.

Bienal do Rio vai até domingo

Foto: Reprodução/G1

Prossegue até domingo que vem a 19ª Bienal do Livro do Rio. O evento foi aberto na sexta-feira (30), no Riocentro, com direito a pavilhão inédito dedicado às crianças e muitas atrações para o público jovem. Segundo matéria do G1, a expectativa dos organizadores é vender 5,5 milhões de livros até o dia 8. Lançamentos, como “Escravidão”, de Laurentino Gomes, 520 expositores, mesas-redondas e encontros com autores como Steven Levitsky, de “Como as Democracias Morrem”; C.J. Tudor, do “Homem de Giz” e Mark Manson, da “Sutil Arte de Ligar o F*da-se” movimentam a programação, que pode ser conferida na íntegra no site https://www.bienaldolivro.com.br/.

Nova plataforma de audiolivros

Modelo ainda incipiente no país, os audiolivros ganharam um novo estímulo para expansão do acesso à literatura. As editoras Intrínseca, Record e Sextante se uniram à Bronze Ventures e lançaram a plataforma Auti Books. O catálogo estreou com cerca de 100 audiolivros de diferentes segmentos, disponíveis tanto no site (www.autibooks.com) quanto no aplicativo, com versões para Android e IOS. Entre os títulos já disponíveis, de clássicos da literatura brasileira como “Vidas Secas” (1938), de Graciliano Ramos, a sucessos editoriais recentes como “O Sol na Cabeça” (2018), coletânea de contos de Geovani Martins.

Jogando com a crise

Livraria da Vila, em SP. No time das que aparentemente não se renderam à crise

Pelas contas da Associação Nacional de Livrarias (ANL), o Brasil perdeu 20% de suas livrarias nos últimos quatro anos. Pelos dados da Fipe, entre as que restaram houve perda de 20% no faturamento no ano passado. Sem falar na situação de grandes redes varejistas como Cultura e Saraiva, ambas em recuperação judicial e com futuro incerto.

Os dados são citados por Maria Fernanda Rodrigues em matéria do final de semana no Estadão, que mostra, por outro lado, “como as pequenas livrarias estão conseguindo driblar a crise e sobreviver”. No movimento contrário, lembra da Travessa, que abre novas lojas (Lisboa e SP), da expansão da rede mineira Leitura e das Livrarias da Vila e Martins Fontes Paulista, sempre cheias.  

Matéria completa, para assinantes, no link https://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,como-as-pequenas-livrarias-estao-conseguindo-driblar-a-crise-e-sobreviver,70002953201

Das telas para as páginas

Num caminho pouco usual, a Netflix e a editora Planeta estão apostando na adaptação de histórias de grande sucesso nos serviços de streaming para os as páginas impressas. Três séries de origem espanhola e mexicana – “La Casa de Papel”, “Elite” e “La Casa de las Flores” – serão transformadas em livros. Segundo o noticiário, as versões em espanhol e português serão lançadas ainda este ano.