Literatura perde Amós Oz

O escritor israelense em foto do Al Arabiyaa

Mais uma grande perda na contabilidade de 2018. Morreu na sexta-feira (28), em decorrência de um câncer, aos 79 anos, o escritor israelense Amós Oz. Nascido em Jerusalém, em 1939, Oz era autor de livros como “Caixa-Preta”, “Judas” e “Como Curar um Fanático”.  Considerado um dos principais nomes da literatura de seu país, Oz foi criado em um kibutz e estudou filosofia e literatura na Universidade Hebraica de Jerusalém. Publicou cerca de 18 livros em hebraico, entre ficção e não ficção.    

As grandes despedidas do ano

Depois de pelo menos duas grandes perdas para a literatura no mês de janeiro – Carlos Heitor Cony, no dia 5, aos 91 anos, e Edla van Steen, no dia 6, aos 81 anos -, 2018 registrou também a despedida de outros três nomes do primeiro time da literatura mundial: Tom Wolfe, em 14 de maio, aos 88 anos; Philip Roth, no dia 22 de maio, aos 85 anos e V. S. Naipaul, no dia 11 de agosto, aos 85 anos.

Morre o fundador da Perspectiva

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A semana começou com a notícia da perda do editor, tradutor, ensaísta e crítico de teatro, Jacó Guinsburg. Fundador e diretor da Editora Perspectiva, Guinsburg faleceu no domingo (21) por insuficiência renal. Foi editor de autores brasileiros como os irmãos Augusto e Haroldo de Campos e Décio de Almeida Prado, além de nomes estrangeiros como Umberto Eco, Roman Jakobson e Fernand Braudel. Jacó Guinsburg veio da cidade de Riscani (região atualmente entre a Ucrânia e a Moldávia) para o Brasil aos três anos de idade.

Literatura perde Naipaul

Naipaul

Para um ano que começou com a morte de Carlos Heitor Cony e continuou levando nomes como Philip Roth e Tom Wolfe, uma nova baixa é lamentada no mundo inteiro. A morte, no sábado passado, do Nobel de Literatura de 2001, V. S. Naipaul. Autor, entre outros de Uma Casa para o Sr. Biswas – escrito quando tinha 29 anos, Naipaul morreu aos 85 anos em Londres.

Abaixo outros títulos de ficção, de Naipaul, em português:

-O Sufrágio de Elvira

-Miguel Street

-Num País Livre

-Guerrilheiros

-A Curva do Rio

-O Enigma da Chegada

-Uma Vida pela Metade

-Sementes Mágicas

Literatura perde Roth

Roth

A literatura mundial perdeu ontem mais um dos seus gigantes. Philip Roth, vencedor do prêmio Pulitzer de 1997 por “Pastoral Americana”, morreu aos 85 anos, de insuficiência cardíaca, em Nova York. Considerado um dos maiores romancistas da atualidade, Roth foi autor de mais de 30 livros e conquistou a maioria dos prêmios literários relevantes em mais de 60 anos de carreira. Para muitos uma das mais notórias injustiças da história da premiação, nunca levou o Nobel. Embora fosse ateu e “antirreligioso”, era de uma família judaica e teve sua obra associada às questões da identidade dos judeus dos EUA.

Abaixo alguns outros títulos do autor em português.

-Adeus, Columbus

-Complô contra a América

-O Complexo de Portnoy

-Teatro de Sabath

-O Avesso da Vida

-Professor de Desejo

-Diário de uma Ilusão

-Casei com um Comunista

-Pastoral Americana

-A Marca Humana

-O Animal Agonizante

-Homem Comum

-Fantasma sai de Cena

-Indignação

-Patrimônio

-A Humilhação

-A Pandilha – As Falcatruas de Tricky e os seus Amigos

-Nêmesis