A leitura no Brasil

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João Pessoa (PB) lidera o ranking de leitura no país, conforme pesquisa divulgada pelo Instituto Pró-Livro e o Itaú Cultural divulgada pelo site da Revista Bula. O dado faz parte da 5ª edição da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, que analisa o comportamento e os hábitos dos leitores em todo o país. Segundo o site, entre outubro do ano passado e janeiro deste ano foram entrevistados 8.076 participantes de 209 cidades. São classificados como leitores aqueles que leram, inteiro ou em partes, pelo menos um livro nos três meses que antecederam a entrevista. Considerando a primeira edição, de 2007, o percentual de leitores no país diminuiu de 55% para 52%, enquanto o de não leitores subiu de 45% para 48%. A edição deste ano do relatório trouxe um novo dado: os índices de leitura por capitais. Das dez primeiras colocadas no ranking, cinco delas são do Nordeste. Na campeã João Pessoa (PB), 64% da população é leitora, com uma média trimestral de 4,09 livros. Na última colocação do ranking, está Campo Grande (MS), capital que possui 26% de leitores entre os seus habitantes. Abaixo, a porcentagem de leitores em cada capital, conforme publicado na Revista Bula. Pesquisa completa pelo link https://www.prolivro.org.br/5a-edicao-de-retratos-da-leitura-no-brasil-2/a-pesquisa-5a-edicao/.     

1-João Pessoa – 64%

2-Curitiba – 63%

3-Manaus – 62%

4-Belém – 61%

5-São Paulo – 60%

6-Teresina – 59%

7-São Luis – 59%

8-Aracaju – 58%

9-Salvador – 57%

10-Florianópolis – 56%

11-Vitória – 55%

12-Fortaleza – 54%

13-Belo Horizonte – 53%

14-Porto Alegre – 52%

15-Recife – 52%

16-Cuiabá – 52%

17-Palmas – 52%

18-Macapá – 51%

19-Porto Velho – 51%

20-Rio Branco – 49%

21-Natal – 48%

22-Rio de Janeiro – 47%

23-Goiânia – 42%

24-Maceió – 37%

25-Campo Grande – 26%

A ‘pedra cantada’ das pandemias

Contágio: Infecções de origem animal e a evolução das pandemias por [David Quammen, Fernanda Abreu, Isa Mara Lando, Laura Teixeira Motta, Pedro Maia Soares]

Para quem depois de nove meses de sobrevivência ainda tem interesse em refletir sobre a pandemia do momento, a dica é “Contágio: Infecções de Origem Animal e a Evolução das Pandemias“, do americano David Quammen, lançado originalmente em 2012 e publicado em junho passado pela Companhia das Letras. O livro-reportagem, conforme artigo recente assinado por Reinaldo José Lopes na página de Ciência da FSP, mostra o perfeito roteiro seguido pelos patógenos, especialmente os de origem em zoonoses, que combina a “lógica impessoal do darwinismo com as forças mais caóticas (e frequentemente mais burras) das sociedades humanas”. 

O que já disseram do livro:

“Uma obra-prima fascinante do jornalismo científico, ao estilo de uma história de detetive.” — Walter Isaacson

“Pertinente e assustador.” — New York Times

“Um livro impossível de largar, cheio de aventuras e narrado a partir das linhas de frente de prevenção às pandemias.” — Wired

Vendas em alta no varejo

Imagem: War Memorial Library – Blogger

Na contramão de alguns cenários catastróficos previstos para o setor, a Nielsen e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) divulgaram recentemente que comparado com 2019, no período de 10 de agosto a 10 de setembro de 2020 o volume de vendas de livros no país cresceu admiráveis 25,6%. Os dados integram o 9º Painel do Varejo de Livros no Brasil e revelam, ainda, um faturamento de R$ 154 milhões no período, alta de 17,3% também na comparação com o ano passado. Segundo o instituto de pesquisa, a alta se deveu aos grandes descontos e outras ações promocionais agressivas que foram oferecidas aos consumidores.

IBGE aponta crescimento no varejo de livros em maio

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Obra do artista chinês Ji Zhou

Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada recentemente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e reportada pelo site publishnews.com.br, apurou que no mês de maio passado, o comércio varejista nacional cresceu 13,9% frente a abril. A alta vem após um recuo recorde de 16,3% registrado em abril. É a maior alta da série histórica da pesquisa, iniciada em janeiro de 2000. Na comparação com maio do ano passado, a queda é de 5,2% na receita. No acumulado do ano, o varejo teve queda de 3,9% em volume de vendas e 0,6% em valor.

Em recuperação

Imagem: Freepick

Segundo notícia do site Publishnews, pesquisa recente da Nielsen mostra que os números do mercado varejista de livros no país entre os dias 18 de maio e 14 de junho voltaram a patamares próximos ao registrado no mesmo período do ano passado. Foram vendidos 2,85 milhões de exemplares, gerando faturamento estimado em R$ 112 milhões. Ainda de acordo com o site, em números relativos, houve queda de 5,5% em volume de vendas e de 3,16% em valor. Quando comparados com os números do período anterior, foram registrados crescimento de 32% em número de exemplares e de 31,4% no faturamento do setor. Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, Marcos da Veiga Pereira, a quase totalidade das vendas vêm sendo realizadas por meio do comércio eletrônico.