Os mais ouvidos

Os dez audiolivros mais vendidos na Auti Books, plataforma que tem como sócios as editoras Sextante, Intrínseca, Record e o fundo de investimentos Bronze Ventures.

 –“O Último Desejo”, Andrzej Sapkowski – WMF Martins Fontes

“Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, Dale Carnegie – Sextante

“Duny: Meu Livro. Eu que Escrevi – Girls in the House”, Raony Philips – Intrínseca

“As Armas da Persuasão”, Robert B. Cialdini – Sextante

“Sapiens”, Yuval Noah Harari – L&PM

“Os Segredos da Mente Milionária”, T. Hary Eker – Sextante

“A Neurociência da Felicidade”, Rosana Alves – MK Books

“O Poder do Agora”, Eckhart Tolle – MK Books

“21 Lições para o Século 21”, Yuval Noah Harari – Companhia das Letras

“Atenção Plena – Mindfulness” – Danny Penman e Mark Williams – Sextante

O sexismo na linguagem literária

Esculturas de Alberto Giacometti/Guggenheim Museum

Estudos baseados em inteligência artificial e comentados em matéria do El País (https://brasil.elpais.com/brasil/2019/08/29/tecnologia/1567094920_557887.html) corroboram o que todo leitor médio já sabia: a linguagem adotada na literatura é abertamente sexista. A pesquisa, conduzida por um grupo de cientistas da Universidade de Copenhague, segundo a matéria, contou com a análise de 11 bilhões de palavras de mais de três milhões de livros escritos em inglês e publicados entre 1900 e 2008. Revelou-se, entre outros dados, que as mulheres recebem apenas adjetivos relacionados ao seu físico, “enquanto para os homens as referências se concentram principalmente em sua força e personalidade”. Entre as palavras mais usadas para descrever as mulheres estão “bonita”, “encantadora”, “linda”, “sexy”, “solteira”, “fértil” ou “sofisticada”. Para eles, os adjetivos mais frequentes são “justo”, “pacífico”, “racional”, “honrado”, “brutal” e “corajoso”.

Pesquisador analisa perfil do escritor brasileiro

“Writer on a chair”, de Oleksandra Fedoruk/Saatchi Art

Informações apuradas pelo cientista social Marcello Stella e comentados no blog “Página Cinco”, do jornal FSP, mostram alguns indicativos de como se dá a profissionalização de escritores no país. Para escrever a dissertação de seu mestrado na USP, Stella pesquisou 354 autores publicados por nove editoras e constatou, entre outros dados, que:

-O escritor brasileiro trabalha também como jornalista (23%), professor universitário (13%), editor, roteirista ou exclusivamente como escritor (5% cada);

-É formado em Letras (18,93%), Jornalismo (14,69%), Direito (5,08%), História (3,11%), Filosofia ou Publicidade e Propaganda (2,82% cada).

-A esmagadora maioria reside no Sudeste (75,38%) e o gênero favorito para a estreia é o conto (46,15%), seguido do romance (29.23%) e da poesia (13,85%).

Matéria completa, assinada por Rodrigo Casarin, no link

https://paginacinco.blogosfera.uol.com.br/2019/08/21/pesquisa-aponta-perfil-dos-escritores-e-confirma-dificuldade-para-mulheres/

Comentados no “Aliás”

Quatro lançamentos abordados em artigos do “Aliás”, do jornal O Estado de SP, do último final de semana. Dois sobre a formação de bibliotecas ao longo dos séculos, outros dois sobre a solidão e a nova edição de um clássico da literatura brasileira, de 1895 e considerado o primeiro romance gay do país.

“História das Bibliotecas: de Alexandria às Bibliotecas Virtuais”, Frédéric Barbier – Edusp

“A Biblioteca: uma História Mundial”, James W.P. Campbell e Will Pryce – Edições Sesc

“História da Solidão e dos Solitários”, George Minois – Unesp

“Bom Crioulo”, Adolfo Caminha – Todavia

Fernanda Torres fala dos 500 anos de extermínio

No momento em que os povos indígenas do país voltam à pauta dos debates (para variar por motivos desfavoráveis a eles), a coluna da atriz e escritora Fernanda Torres na FSP resgata um dos mais atuais e completos livros sobre o tema: “História dos Índios no Brasil”, organizado pela antropóloga Manuela Carneiro da Cunha e lançado em 1992, pela Companhia das Letras.

O livro é resultado do trabalho do Núcleo de História Indígena da USP e reúne artigos de 27 colaboradores, entre especialistas brasileiros e de outros países, de diferentes áreas de pesquisa, como antropologia, história, arqueologia e lingüística. A obra, segundo a editora, traz ainda documentos raros e inéditos, além de mapas ilustrativos e vinhetas alusivas à cultura material dos povos estudados nas pesquisas. “História dos Índios no Brasil” foi premiado em 1993 como o “Melhor Livro de Ciências Humanas e Melhor Produção Editorial”.

Coluna na íntegra (para assinantes) no link:

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/fernandatorres/2019/08/inuteis.shtml