Nossas melhores distinções

Abaixo alguns dos principais prêmios de literatura do país, conforme pesquisa em blogs e sites da internet. Nas fotos dois títulos premiados recentemente pelo Jabuti e pela Fundação Biblioteca Nacional, respectivamente.

Prêmio Sesc de Literatura – Lançado em 2003, premia obras nas categorias Conto e Romance. Além de incluir os autores em programações literárias da entidade, o prêmio também abre uma porta do mercado editorial aos estreantes: os livros vencedores são publicados pela editora Record e distribuídos para a rede de bibliotecas e salas de leitura do Sesc em todo o país. (http://www.sesc.com.br/portal/site/premiosesc)

Prêmio São Paulo de Literatura – Criado em 2008 pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, seleciona anualmente os melhores livros de ficção, no gênero romance. Segundo o site https://premiosaopaulodeliteratura.org.br/, as inscrições são gratuitas e abertas a autores lusófonos e editoras brasileiras. O prêmio de R$ 400 mil, dividido para três categorias, é o mais alto pago atualmente no país.

Prêmio Oceanos – A partir de 2015 o Prêmio Portugal Telecom de Literatura foi cancelado pelos antigos patrocinadores, passando a ser chamado de Oceanos – Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa, patrocinado pelo Itaú Cultural. A premiação é focada nas obras de poesia, prosa e crônicas em língua portuguesa. Não há informação clara sobre a edição 2018 no site do patrocinador.

Prêmio Jabuti – Mais tradicional e antigo dos prêmios do gênero no país, o Jabuti é organizado pela Câmara Brasileira do Livro  e teve sua primeira edição em 1959. Na edição desse ano passou por uma série de reformulações. Saiu de 32 categorias para as atuais 18, elegeu o leitor como foco e facilitou a participação permitindo agora arquivos em Pdf.  (www.premiojabuti.com.br)

Prêmio Fundação Biblioteca Nacional – Também anual, premia autores, tradutores e projetistas gráficos brasileiros em nove categorias: poesia, romance, conto, ensaio social, ensaio literário, tradução, projeto gráfico, literatura infantil e literatura juvenil. De acordo com o site do prêmio (www.bn.gov.br/explore/premios-literarios/premio-literario-biblioteca-nacional), as obras devem ser inéditas e podem ser inscritas em, no máximo, duas categorias. Nesse caso, uma delas será obrigatoriamente, ‘Projeto Gráfico’.

Prêmio Governo de Minas Gerais de LiteraturaPor aqui, um dos prêmios de destaque destina R$ 212 mil para as melhores obras nas categorias Poesia, Ficção, Conjunto da Obra e Jovem Escritor Mineiro. Promovido pela Secretaria de Estado de Cultura (http://www.cultura.mg.gov.br), o homenageado pelo Conjunto da Obra leva a maior fatia do prêmio, R$ 120 mil.

Terceira edição do Prêmio Kindle

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O Prêmio Kindle de Literatura anunciou o poeta Antonio Carlos Secchin como o principal nome do júri que, juntamente com profissionais da Amazon e da editora Nova Fronteira, definirá o melhor romance da terceira edição do prêmio. Podem concorrer autores independentes residentes no Brasil e os romances devem ser inéditos. O período de inscrições vai de 15 de agosto a 15 de outubro e para participar, o autor deve ter seu original publicado no Kindle Direct Publishing, plataforma de autopublicação da Amazon. O melhor romance será conhecido na segunda quinzena de janeiro e o autor ganha um contrato para publicar a obra premiada na versão impressa pela Nova Fronteira, mais R$ 30 mil. Criada em 2016, quando o vencedor foi Mauro Maciel, com seu “Memorial do Desterro”, a premiação foi, em sua segunda edição, para Gisele Mirabai, com “Machamba”.

 

Nobel paralelo

 

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Depois do anúncio da Academia Sueca de que não entregará o principal prêmio mundial de literatura em 2018 – em função de uma série de acusações de assédio envolvendo pessoas ligadas a membro da Academia, um grupo de intelectuais do país anunciou que vai promover uma premiação alternativa, cujo vencedor deverá ser divulgado em outubro, no mesmo período do anúncio do Nobel em outras categorias.

“Formamos uma nova academia para lembrar às pessoas que a literatura e a cultura deveriam promover a democracia, a transparência, a empatia e o respeito, sem privilégios, arrogâncias ou sexismos”, diz um trecho do comunicado oficial do grupo.

A Nova Academia, segundo noticiou o diário britânico The Guardian, pediu às pessoas do meio literário e bibliotecas que indiquem autores, que, entre outros critérios, tenham escrito no mínimo dois livros. A partir da lista de indicados, uma votação pública será aberta. Ao final, entre os quatro mais votados, um júri de acadêmicos escolherá o vencedor.

Assédio na Academia

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O mundo literário pode ficar sem sua mais celebrada premiação neste ano. Em função de supostos escândalos sexuais envolvendo parte de seus membros, a Academia Sueca, segundo noticia a imprensa, pode adiar a entrega do Nobel de Literatura de 2018 para o ano que vem, quando seriam entregues dois prêmios. Seria a oitava vez que o prêmio deixaria de ser entregue desde 1901 quando o poeta francês Sully Prudhomme recebeu a honraria. Todas as outras vezes, o cancelamento foi em função das duas Guerras Mundiais.

Dessa vez, a “guerra” começou em novembro do ano passado quando saiu a notícia que pelo menos 18 mulheres acusavam Jean-Claude Arnault – casado com a poeta e membro da Academia Sueca, Katarina Frostenson, de assédio e agressão sexual, algumas delas  no clube e em outros imóveis de propriedade da Academia. Pelo menos cinco membros já teriam deixado a instituição em função dos acontecimentos.

Para engrossar o caldo, o casal preside um clube que recebe recursos da Fundação e Arnault teria ainda vazado informações sobre o ganhador do Nobel de Literatura sete vezes.

Reconhecimento internacional

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Fachada da Biblioteca Pública de SP. Foto do site da BSP.

Inaugurada em 2010 na Zona Norte da capital paulista, no espaço antes ocupado pela Casa de Detenção do Carandiru – palco de uma dos mais vergonhosos episódios da história recente do país, a Biblioteca de São Paulo (BSP) é finalista do Prêmio Excelência Internacional 2018 da Feira do Livro de Londres, na categoria Biblioteca do Ano. Concorre com Oslo (Noruega), Aarhus (Dinamarca) e Riga (Letônia).

Segundo o site da BSP (www.bsp.org.br), o resultado será anunciado no próximo dia 10 (terça-feira que vem), em Londres, durante a London Book Fair, uma das mais importantes feiras de livros do mundo, ao lado da de Frankfurt e Guadalajara.

A biblioteca custou cerca de R$ 12,5 milhões (R$ 10 milhões do Estado de SP e R$ 2,5 milhões do Ministério da Cultura) e dedicou a maior parte dos seus 4.200 metros quadrados ao público mais jovem. Com visual contemporâneo, conta com um acervo de mais de 30 mil livros, discos e filmes. Também estão à disposição dos frequentadores cem computadores conectados à internet, café e varanda com espaço para shows e saraus e ainda um auditório.