Cultura em recuperação judicial

Livraria_Cultura

Segundo o noticiário, foi deferido na semana passada o pedido de recuperação judicial da Livraria Cultura. A rede, que recentemente havia incorporado as operações da Fnac no país, acumula dívidas de cerca de R$ 285 milhões. Entre as justificativas citadas pela empresa estão a perda de poder aquisitivo e a redução do hábito de leitura no país.

“Vidas Secas” faz 80 anos

Vidas II

Um dos maiores clássicos da literatura brasileira em todos os tempos, “Vidas Secas” completa neste ano de 2018, oitenta anos de seu lançamento. Quarto romance do escritor alagoano Graciliano Ramos (1892-1953), o livro, cujo título original era “Um Mundo Coberto de Penas”, foi publicado inicialmente pela José Olympio e contava com ilustrações de Aldemir Martins. “Vidas Secas” vendeu mais de 10 milhões de cópias pelo mundo afora, foi adaptado inúmeras vezes para o cinema, teatro e TV e colocou o retirante Fabiano e sua cadela Baleia na galeria dos personagens mais emblemáticos da história literária do país.  Segundo a Wikipedia, com o livro, “Graciliano Ramos cria uma fantasmagórica realidade encontrada no interior do Nordeste, sob a imagem do homem quase bicho, massacrado pelas agruras de uma natureza insólita e de uma sociedade e um governo injustos”.

O mapa-múndi das livrarias

Livrarias

Já nas lojas,  “Livrarias: Uma História da Leitura e de Leitores”, do ensaísta catalão Jorge Carrión. A edição, da Bazar do Tempo, tem tradução de Sílvia Massimini e contempla 20 anos de viagens do autor pelos cinco continentes em busca de livrarias. Carrión mistura diário de bordo, reportagem de fôlego e ensaio cultural. Entre as muitas livrarias citadas a Shakespeare and Company, de Paris (uma das mais importantes do Século XX); a Barnes & Nobles; e as redes brasileiras, Nobel, Saraiva e Cultura, todas, como informa o autor, surgidas de projetos de imigrantes.