Cacá imortal

Foto: iG Gente

O cineasta Carlos José Fontes Diegues, o Cacá Diegues, tomou posse na última sexta-feira como novo imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL). Um dos fundadores do Cinema Novo e diretor de filmes consagrados como “Tieta do Agreste”, “Quilombo”, “Bye Bye Brasil” e “Xica da Silva”, passa a ocupar a cadeira 7 da Academia, por onde passaram nomes como Euclides da Cunha, Afrânio Peixoto e Dinah Silveira de Queiroz.

Livraria Cultura ganha fôlego para se recuperar

A Livraria Cultura teve seu plano de recuperação judicial aprovado pelos credores. A rede terá agora até 70% de desconto e 12 anos de prazo para saldar sua dívida, estimada em R$ 300 milhões. Os débitos trabalhistas deverão ser quitados em até um ano após a homologação do acordo pela Justiça. Pesou na pronta aprovação do acordo, segundo o noticiário, a falta de alternativa dos credores. Os ativos da empresa seriam da ordem de R$ 8,3 milhões. Ou seja, possivelmente apenas as dívidas trabalhistas seriam pagas em caso de falência do grupo.

32 anos sem Jean Genet

Foto: Edition-Originale.com

Hoje completam-se 32 anos da morte de um dos mais polêmicos escritores franceses do Século XX, Jean Genet (1910-1986). Abandonado pela mãe aos sete meses, o autor foi adotado por uma família da zona rural da Borgonha, abandonada por ele na juventude, quando passou por reformatórios e prisões. Aos 18 anos ingressou na Legião Estrangeira Francesa, de onde foi expulso após ser flagrado fazendo sexo com outro homem.

Escreveu romances e peças mais tarde consagradas mundialmente como “O Balcão”, “Os Negros”, “Os Biombos”, “Nossa Senhora das Flores”, “Querelle” e o livro de memórias “Diário de um Ladrão”. Sua vida marcada por escândalos não o impediu de ganhar a admiração e a amizade de nomes como Jean Cocteau, Jean Paul Sartre, Jacques Derrida e Michel Foucault.

A partir dos anos 70, ganhou fama também como ativista em causas como a dos palestinos e dos imigrantes na França.

Fez também, em 1950, um notável curta-metragem “Un Chant d’Amour”, já citado pelo cineasta Neville D’Almeida (“A Dama do Lotação”, “Os Sete Gatinhos”, “Rio Babilônia”) como o melhor (e com maior grau de liberdade) filme já visto por ele.

Uma badalada biografia do escritor francês, assinada pelo professor da universidade de Princeton, Edmund White, “Genet – Uma Biografia” está disponível por aqui em edição da Record.

Todavia é a nova editora de Salinger no Brasil

Conforme notícia recente da Folha de São Paulo, J. D. Salinger, autor do clássico “O Apanhador no Campo de Centeio” terá nova editora no Brasil. Depois de anos com sua obra publicada por aqui pela Editora do Autor e pela L&PM, a nova casa do escritor no país será a Todavia. A primeira reedição, do “Apanhador”, sai no próximo mês de junho com a capa da edição original americana, de 1951, e tradução de Caetano W. Galindo.

Desmentindo o presidente

A pedido do Caderno 2, do Estadão, o historiador e jornalista Marcos Guterman selecionou “seis títulos que desmentem Bolsonaro e mostram que nazismo não é de esquerda”:

-“Hitler”, de Ian Kershaw – Companhia das Letras

Monumental biografia de Adolf Hitler, tenta explicar o domínio do líder nazista sobre as elites alemãs e a catástrofe que causou à Alemanha e ao resto do mundo.

“A trilogia do Richard Evans sobre o Terceiro Reich”, Crítica/Planeta

Obra em três volumes, de um dos mais importantes estudiosos da história alemã –  “A chegada do Terceiro Reich”, “Terceiro Reich no Poder” e “Terceiro Reich em Guerra”.  

-“Origens do Totalitarismo”, de Hannah Arendt  

Aborda o crescimento do antissemitismo na Europa Central e Ocidental nos anos 1800, analisa o imperialismo colonial europeu desde 1884 até a Primeira Guerra Mundial e discute as instituições e operações desses movimentos.

-“Os Alemães”, de Norbert Elias – Zahar

Analisa o desenvolvimento social da Alemanha a partir do século 17, investiga a personalidade, a estrutura social e o comportamento do povo alemão.